sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Amostragem da fábrica do Outeiro em Águeda

Hoje vou mostrar algumas peças que tenho todas marcadas desta fábrica.
Em especial uma dedicatória à amiga aqui encontrada Maria Paula que se encantou por um prato que há muito postei e nela fez nascer o gosto por faianças e até comprou 2 exemplares.Espero que gostem!
Faziam-se também caçoilas de barro preto, ainda hoje usadas para assar a chanfana.
Um pormenor de um corredor da minha casa de província, conseguem descobri-la no meio de tanta quinquelharia??? O boneco na ponta com chapéu branco é loiça das Caldas do Bordalo Pinheiro.Esta foto é em especial para a Maria Andrade,amante de livros antigos com capa de couro. Os meus são recentes, alguns do tempo de estudante que quis guardar, tinham destino o lixo...
Já com tradição oleira em louça doméstica, a primeira expressão em Águeda, com o carácter artístico de faiança, surge nesta Fábrica do Outeiro com o recrutamento de alguns pintores da fábrica da Vista Alegre.
Os motivos mais característicos são:Galo, Rabieira, Pavão, Pagode Chinês, Ala Especial, Botaréu, Ágata, Século XVI, Motivos florais e aves exóticas, pintadas a verde e negro.Este exemplar de motivos singelos florais
Grande prato pintado à mão comprado na feira de Algés .


Exemplar pintado ao gosto do século XVII pavão ou pássaro?
Infusa julgo da última fase de laboração da fábrica.Vendi-a a um casal de Braga.



Exemplar decorativo pintado ao gosto do século XVII. Miniatura de um jarrão , ia para o lixo, espólio da mãe de uma amiga minha.


Caneca alusiva ao Minho
Vi noutra banca a infusa e mais 2 canecas.
Curioso nunca tinha visto tal decoração.
Fez-me lembrar um jogo da Majora dos trajes populares portugueses da minha infância.

Bacias  as maiores com mais de 30 cm (palanganas) usadas para servir a ceia, de onde toda a família comia.Exemplares recebidos de herança do avô do meu marido
Esta da avó Rosa
Esta herança do avô António
Comprada na feira de Oeiras com carimbo.O interesse nela foi por dois motivos
1º o formato, a fazer lembrar os verdadeiros "ratinhos", com o fundo mais estreito que o rebordo.
2º o motivo simplista floral.Comprada na feira de Oeiras.
Muitos pratos e malgas vi com tal motivo nas casas de avós
Achei este prato muito interessante numa reprodução da estampagem do "cavalinho",também pela bordadura do prato e por estar marcado "ÁGUEDA", comprei-o na feira de Algés. Muito raro este motivo desta fábrica aparecer nas feiras, é o 2º que vejo e na mesma cor, o 1º em Estremoz e era caríssimo!
Uma forma diferente e harmoniosa de apresentar este desenho tão comum de Sacavém

Adorei este prato pelo tamanho, no imediato fez-me lembrar a feira-da-ladra no início na década de 80, lá comprei um de sopa com uma esbeiçadela.
Tenho com o mesmo motivo uma caneca.

Foi-me oferecido pelo avó António do meu marido no meu aniversário dos meus trinta anos.Durante o almoço que ofereci em minha casa, perante a família, todos ficaram estupefactos.Disse, dou-te este prato porque sei que dás valor e quando eu morrer e olhares para ele vais por certo lembrar-te de mim... verdade. A minha cunhada ficou roída de inveja.Comprado para a boda de casamento da minha sogra em 1950. O velhote de olho azul era demais!
Ao lado outro grande prato com flores,igual ao primeiro com que começo o post, um nadinha mais pequeno, na feira de Setúbal.

Conjunto de Jarras trilobadas.Feira da Costa, a vendedora deu-me uma que está colada e falta um bico, não me recordo quanto paguei porque nesse dia perdi a cabeça com o meu marido, comprámos mais peças. Gostei da tonalidade azul, também o fascínio que estas peças em mim criam desde miúda quando conheci umas miniaturas da vista alegre, lindíssimas.
Segundo o parecer de apreciadores, comparativamente à faiança de Coimbra e Alcobaça, a louça de Águeda tem um desenho de traço singelo, porém rico, usando uma paleta de tons suaves e variados, que a torna preferida e característica.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Um mundo de velharias dentro de um móvel com portas de vidro!

Um mundo de coisas que eu gosto de guardar.

Miscelânea de velharias e recordações
Souvenirs de outras terras, países.
Pratos, malgas, copos, chávenas...
Chaves, entre perdidos e achados que iam a caminho do lixo da casa da minha mãe e irmã...

Este móvel era mobiliário em tola dos Correios.
Faz parte das minhas lembranças de menina quando no chão dormia ao seu lado até às badaladas da meia noite no relógio da Reguladora.
Deu-mo a minha irmã, que ia a caminho do armazém para abate quando das mudanças do lay out das novas estações.Na época tinha cortinas que se prendiam em tiras de latão que ainda tem.
Incrível cada vez que o abro ainda sinto aquele cheiro dos papéis.


As 5 grandes prateleiras que enchi em demasia!
A última prateleira.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Amostragem variada do nosso Cantão Popular


Comprei-a neste último sábado na feira-da-ladra, foi a Marília que a descobriu na banca, tive um bom desconto por sua intermediação.
Vai embelezar a minha chaminé na casa de província onde acabei por reunir a minha pequena colecção. Pela espiral no berlicoque da tampa pode ser fabrico de Coimbra (?)

Um pormenor com uma azeitoneira gomada e dois pratos.
Na quina do balcão 2 alcatruzes, quem se lembra deles ainda nas noras?
Na abertura do balcão a luz do candeeiro grande da minha cozinha.Gosto particularmente deste recanto, que dá à casa uma bivalência intimista de partilha com as pessoas que estão à lareira e as que estão na cozinha.
Nesta parede uma travessa quinada, a minha peça de cantão popular mais antiga, o Luís tem uma muito parecida com ela. Prato e travessa de S.Roque Aradas.


Esta linda taça é pertença do seguidor deste blog Luís M que gentilmente a enviou para enriquecer o post sobre o cantão popular, marcada S. Roque Aveiro.

A minha chaminé a contar de cima o prato marcado da fábrica Lusitânia, ao meio uma travessa oval pintada num tom de azul mais escuro, muito raro aparecer nas feiras, esta tonalidade, não é a minha favorita, pratos e tacinhas, uma pequena azeitoneira. No rebordo de madeira da lareira uma malga julgo século XIX possivelmente de Gaia, um covilhete em loiça azul chinesa, ainda uma caneca inglesa e uma malga mais recente.
Outra panorâmica da chaminé e da sua envolvente.

Prato sem marca encantador pelo desenho minimalista estratificado do Cantão, muito raro aparecer nas feiras.
Gosto em particular desta versão de cantão popular-, muito minimalista, contemporâneo, que se atribui a erradamente a Miragaia (?), que também pintou este motivo, mas muitas outras fábricas também.

  • Este prato é da fábrica "Cavaco" marcado com 15 cm de diâmetro.

Prato foi-me oferecido pela Marília é da fábrica "Pinheira" na zona de Aveiro. 
Curiosamente este motivo é copiado não de um prato chinês mas sim de outra fábrica do norte, Miragaia. As bolinhas em arco foram pintadas em tons azul mais claro por Miragaia.

Este prato é pertença de um seguidor deste blog Luis M que amavelmente enviou fotos para enriquecer este post sobre o motivo cantão popular. Assinado Cavaco - Gaia da mesma época que o meu pequenino, este tem um diâmetro de 28,5 cm




Este prato comprei-o na feira de Belém . Pela textura da massa parece ser de fabrico do inicio do século XIX. Atribuo fabrico a faiança de Coimbra ou Caminha (?)Interessante é quando olhei para ele, algo me prendeu à atenção!
Primeiro a bordadura , algo estranha geralmente em flores e rendas, aqui em rabiscos tipo "L" invertidos e traços direitos.
O motivo central numa imaginação de um pagode com traços a imitar os templos romanos. O salgueiro em esponjados ligeiramente inclinado típico da pintura Coimbrã
As pombinhas tipo "C"
Fabrico início século XIX .A cor do azul alecrim e o esmalte cor de grão entram na decoração de Coimbrã e também na de Caminho.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Cantão da Companhia das Índias

Em tempos postei alguns pratos destes, agora comprei o de sopa que não tinha nenhum e ainda os dois que estão à frente mais recentes e marcados.
Ainda o pimenteiro e saleiro também chinês, marcado, acho uma ternura.
Dos lados floreiras da fábrica Outeiro de Águeda, que adorei pela cor em azul. As flores são resquícios do aniversário do meu marido.

Todos os pratos ou tem "gatos" ou estão colados.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Os meus oratórios de Santos e Santinhas

Apeteceu-me aqui mostrar os meus Santinhas e Santinhas, apesar de alguns já serem conhecidos de alguns de vós.
Nossa Senhora da Conceição, comprada na feira da ladra por 10€ para restauro.
Falta-lhe a coroa com estrelinhas e a pintura do manto está danificada.
O meu marido fascinou-se com a imagem e lá a trouxemos.

O altar da minha casa habitual.
As imagens,Sagrado Coração de Jesus,comprado na feira de Setúbal, faltava-lhe a mão que restaurámos. Ainda lhe hei-de comprar a coroa, vai ficar mais bonito.
Nossa Senhora de Fátima comprei-a no Santuário, fiquei fascinada com esta em pó de madeira, achei-a encantadora.
Santo António em gesso comprei-o todo molestado na feira de Setúbal por 7 €, não tinha o menino nem a cruz, foi restaurado por mim, o meu marido fez a cruz.
Ainda um castiçal da Viúva Lamego e uma tacinha das Caldas.

Santos que guardam a minha casa rural, nas peleias ou mísulas, cada uma com o seu solitário, o terço ao meio à volta do crucifixo comprado na feira da ladra, imagem muito presente na minha memória de outros tempos neste tipo de casa.
Nossa Senhora de Fátima em latão comprada na feira da ladra e um Sagrado Coração de Jesus comprado na feira de Setúbal, mutilado sem mãos, foi restaurado por nós com as mãos de uma boneca de porcelana, a piada é que o meu marido meticuloso no que faz, as mão descolaram por duas vezes...naquela de dizer que não eram pertença ao Santo, teimosa insisti e lá estão.
Nesta casa preservo a tradição dos objectos, decidi não a rechear com peças melhores, já foi uma vez assaltada, e o que se sente é uma dor sem igual.

Oratório da minha casa de província no r/c,o esqueleto de uma máquina Singer da minha Titi que pintei de branco e o tampo de um balcão do BCP onde passou muito dinheiro, quando decidiram mudar o lay out e mudar para o vidro, iam para o lixo, decidi por um na mala do carro, foi o melhor que fiz.
Sagrada Família que comprei a uma amiga que a fez com uma massa à base de resinas, adoro as cores, a candeia de latão, este tipo de lamparina sempre o vi associado a iluminar os defuntos nos velórios. Nunca me apaixonaram talvez por isso. De qualquer das formas acho-as fascinantes com os utensílios suspensos , há qualquer coisa de magia nestas candeias, caixa de esmolas e flores.

Prateleira que está acima do oratório na casa de província, postada há relativamente pouco tempo, passou despercebida a alguns, agora mais rica com uma Custódia em salgueiro que comprei no festival gastronómico de Santarém.

Misula que outrora era do telefone no hall do 1º andar da minha casa de província, nela o S. Judas Tadeu, um dos meus Santos predilectos feito numa pasta com resinas, poderia ter ficado mais bonito, se fizer a comparação com outros trabalhos que a autora fez.Ainda um pormenor de um Lenço dos Namorados.

Mísula comprada na feira de Setúbal, o vendedor disse que a tinha trazido do Brasil, pesada, a Santa Nossa Senhora da Conceição também lá foi comprada.
Está no hall do 1ºandar da minha casa de província.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Bacia de lavatório em faiança de Viana (?)

Uma das minhas bacias de lavatório de ferro na minha casa de província.
Talegos em miniatura que me fazem lembrar os da minha avó.
A toalha de linho com grandes rendas e monograma, bordados a vermelho.
Ao meio do lavatório uma tacinha "ratinho" que me foi dado num antiquário em Estremoz, quando regateava um prato partido , era cigano, mas quem foi enganado foi ele... Em baixo um alguidar minúsculo com rodilhas, o jarro em esmalte foi a minha prima Júlia que me o deu. Ainda o rebordo de uma carpete redonda em trapologia comprada no artesanato na praia da Zambujeira do Mar.
Comprei-na feira-da-ladra. Andei uns tempos a namorá-la até que baixou de preço, no dia que a vi nas mãos de estrangeiros, não hesitei, comprei-a mesmo.
Bacia de faiança moldada de forma circular com caldeira de paredes arredondadas projectadas para o exterior em gomos na aba estreita e frete alto recuado. Peça de cor creme decorada com gomos convexos que nascem a meio da caldeira e se prolongam pela aba em faixa compata pintada a azul esmeralda e faixa de grinaldas de flores em policromia.
  • Apreciando melhor a peça consigo distinguir no tardoz um picotado com a letra "V" um virado para o outro - para arrelia de alguns mais eruditos -, que no seu achar pensam que vejo marcas, borrões e,... onde não estão... neste meu otimismo na catalogação.O verde transparece para o tardoz que evidencia fabrico norte, tendo  sido em Fervença muito usual .O esmalte láteo também catapulta para norte.
Mas que estão estão. O problema da foto que não a mostra em plenitude. Também para mal dos meus pecados tal marca não consta nos livros da especialidade - é verdade, sobre isto ainda há muito por descobrir ainda!
Fabrico idêntico com aba gomada pela Companhia das Fábricas Cerâmica Lusitânia no tempo que pertenceu à fábrica de Massarelos no período de 1936 - 1947 . Também  Sacavém  fabricou  este modelo com carimbo verde.Mas também vos digo em relação à decoração, sobretudo as flores tipo agrião e as cor de rosa foram pintadas em Coimbra e a Lusitânia também teve uma delegação na cidade.
  • Inclino-me para Viana (?) norte concerteza, pelo esmeralda, folhas de agrião verde seco.

Faiança do norte de Gaia com flor de avenca a imitar o Juncal

Grande prato em faiança com motivo decorativo simples- ramos de avenca. Numa primeira impressão diz-se que é produção do Juncal. Numa s...