Comprei este prato na feira de Algés.Banca no chão, estrategicamente posto a um canto, sozinho , uma técnica para chamar a atenção.
Adorei o prato pela cor monocromática a azul cobalto e aguada azul claro . Decoração do rebordo floral em estampilhado. Interessante constatar o fabrico em série , no caso se nota muito bem a ligação da estampagem a stencil, ingénua e atabalhoada, ornado no rebordo da aba a filete azul , igual a contornar o covo seguido de outro largo numa tonalidade mais clara.
Ao centro uma jarra florida em azul cobalto tal como na estampa da aba.



- Tardoz do prato esmalte branco reporta para fabrico norte, Miragaia (?).

Deixei o arame feito à medida, apenas o envernizei com verniz.
Curiosamente tenho alguns pratos com estas aranhas feitas manualmente, acho-as uma delícia. Muito porque a altura que foram feitas, ainda não se vivia em globalização, o conhecimento era escasso e mesmo assim a forma, a ideia e o material foi passado de terra em terra ainda se encontram nas mais variadas peças e regiões.
Fico estupefacta com estes saberes antigos e a forma como eram transmitidos.
- Atribuir o seu fabrico ao norte com certeza -, Miragaia (?) a não estar marcado, dos finais do século XIX.
- Atendi ao esmalte branco ao azul cobalto e ao azul claro e à decoração do motivo central minuciosa quer da jarra quer das flores.
Andava a ver se arranjava tempo para vir comentar a sua bela travessa cor-de-rosa e eis que me surge mais um bonito prato de faiança azul e branca.
ResponderExcluirQue belas aquisições fez na Feira de Algés!
Eu também lá passei no Domingo, e até ainda me passou pela cabeça q a podia ver por lá, mas fui só ao fim da manhã, já se devia ter ido embora com os seus tesouros.
Gosto sempre muito de ver as suas paredes de pratos e travessas, mas então esta dos azuis está lindíssima.
Mais uma vez, parabéns!
Beijos
Já me esquecia de a felicitar também pela sua nova imagem de abertura do blogue.
ResponderExcluirBela fotografia da nossa capital!
Olá Maria Andrade. Muito obrigada pelo seu comentário e palavras tão ternas.
ResponderExcluirDe fato fui cedo, ainda preparavam as bancas. Vi alguns vendedores a comprarem tesouros a outros para revenda.
Sai cedo tive de passar pelo continente, tinha umas compras a fazer e claro como gastei ...almoçamos frango de churrasco com uma boa salada na nossa marquise a contemplar o tejo, é sempre um ambiente muito agradável.
Sabia que a travessa rosa também não lhe passaria despercebida,invulgar a cor.
Continuação de bom trabalho como ama do seu querido Gabriel.
Beijos
Isabel
Oi Maria Isa
ResponderExcluirSão lindos! Me encantam muito!
Ah! que bom que voce gostou do meu celeiro...os feiches são de lenha, o cafezal foi podado, aqueles feiches de lenha foram trazidos aqui pra casa, uso no fogão à lenha.
beijinhos
Adoro o seu blog, tem tudo que mais gosto.
Tina (MEU CANTINHO NA ROÇA)
Olá Tina. Muito obrigada pelo seu comentário.As suas palavras ternas enterneceram-me.
ResponderExcluirAdorei o termo " feixes", por aqui anda em desuso, o que é uma pena.
Não fazia ideia que os pés de cafeeiro se podavam, aprendi agora.
Tenho uma casita rural numa aldeia do centro do país, na antiga pocilga fiz uma cozinha rústica, chão em cimento, sem forro no telhado. Adoro cozinhar a lenha, usar as panelas pretas de ferrugem. A comida fica muito mais saborosa.
Beijinhos
Isa
Cara Isa
ResponderExcluirO seu prato é muito bonito e gosto de os ver assim, agrupados por cor.
Os preços a que consegue comprar as suas peças é que são surpreendentes! Aqui pelo norte,especialmente em Braga, não compra nada em condições, com os preços que refere. A feira de Ponte de Lima, sim, merece a pena. Agora sou visita assídua :)
Beijinhos e bom fim de semana
Maria Paula