domingo, 21 de novembro de 2010

Miscelânea de faiança de fábricas de Aveiro.

Apresento várias peças em faiança com os típicos esponjados feitos com esponja  do mar  em pintura solta ou comprimida a esponja para fazer pequenos círculos .Também com motivos florais, riscas,campestres, galos e o mítico cantão popular.
Rebordos  esponjados com bicos em azul, castanho ou rosa.
Fabrico dos meados do século XX.
Pratinhos minúsculos
Motivo floral em policromia rosa azul, amarelo preto, com rebordos de bicos, em cima castanho e em baixo azul-
Com decoração policromada do galo ao centro em ocre, vermelho e preto, sob rodapé com pinceladas em verde. Ao limite do covo três filetes; um mais largo em lilás seguido de dois finos pretos. A aba debroada com os tradicionais bicos em azul. Atribuição segura a AVEIRO
Travessa quinada com rebordo em bicos azul  decorada nas abasa com motivos florais.Ao centro um expetacular galo em policromia ocre , vermelho e preto, sob rodapé com pinceladas em verde.
AVEIRO
Prato de grande dimensão.Inclino-me muito para ser faiança de uma das muitas fábricas de Aveiro.As flores em jeito de amor perfeito ou corações em policromia com folhagem, foram típicos na pintura de Aradas. Ao limite do covo um largo filete rosa seguido de um fino em preto. Contudo o esponjado que ornamenta o rebordo é muito bonito, e raro.

Pratinho esponjado em policromia com as duas tecnicas do uso da esponja, gentilmente me foi oferecido pela Marília de Almeirim. Fabrico de Aveiro, S Roque usou este ocre no cantão popular?
Curiosamente tem os bicos em castanho, fugindo ao tradicional azul.

Em miúda quando ia às tabernas chamar o meu pai, via estas pequenas travessas com carapaus e sardinhas com molho de escabeche,outras com iscas e ainda bolinhos de bacalhau.
Motivo floral ao centro muito bonito e o mesmo dos bicos a cheio, também mais raro.
Fabrico de Aveiro(?)
Travessa com esponjados em policromia;ocre, roda e verde seco. O rebordo com esponjado azul.

Travessa oval,listada em policromia com bicos em rosa forte


Travessa oval de aba golada com esponjados no uso das duas técnicas, com rebordo azul também esponjado.O tardoz apresenta frete, uma caraterística da faiança de Aveiro.

Faiança  com ligeiro covo com decoração  esponjada  na aba no uso das duas técnicas em policromia ; ocre, verde, vermelho, azul delimitada por filetes em preto no limite do covo e por filete largo amarelo seguido de filete preto ao limite do rebordo. Carateristicas da pintura de Aveiro

Impecável. Este motivo faz lembrar "casario com bandeiras" imortalizado na pintura de Coimbra e Vilar de Mouros. Ao centro o prato apresenta a decoração de casario com duas torres com bandeirolas, pelo céu nuvens,  ladeado por arvoredo e arbustos em policromia;amarelo forte, vermelho, preto, verde, azul e rosa. Em rodapé um caminho em amarelo debruado a preto ladeado por campo em verde.No limite do covo dois filetes finos a preto. O rebordo com os tradicionais bicos em azul.Possível fabrico de Aradas S. Roque pelo circulo pequeno depois do frete, uma carateristica desta fábrica.
Prato com flores e ramagens ao centro em policromia;amarelo, lilás , rosa,verde e castanho. Ao limite do covo fino filete azul A aba decorada com par de corações em vermelho, trespassado. O rebordo com os bicos a cheio em azul.
Travessa oitavada com ligeiro covo em faiança anos 40/50, menos usual com  motivo central floral muito gracioso.Esta estava pendurada na parede, foi-me roubada de uma casa...
Motivo floral gracioso em policromia;amarelo, azul celeste, rosa, lilás, verde. O rebordo com esponjado em azul.



Bacia de lavatório vi à venda em Azeitão de fabrico  mais recente

Adorei a bordadura a estampa em azul.
Ao centro apresenta um casario, e atrás um moinho, ladeado de arvoredo sob rodapé esponjado em policromia; amarelo, vermelho, preto e verde
Prato muito usado, restaurei-o como pude.
Prato delimitado na aba  por filetes finos decorado com bolinhas em cor monocromática em castanho.
Sob o rebordo tarjeta que reforça a cor. Dos últimos de S Roque.
Prato fundo também de S.Roque com grande flor ao centro amarela  com duas folhas, centrada por circulo de grinalda em verde, azul e lilás. A aba com esponjado lilás.
Cantão popular em amarelo ocre e preto em detrimento do habitual em azul
Contraste do cantão popular em azul
Outro modelo
Os mais recente em que o pagode se mostra uma pequena casa.
Na zona de Aveiro haviam muitas olarias de cariz familiar, onde além dos homens e mulheres as crianças também trabalhavam, este parece mesmo que saiu das mãos de uma, pela tamanha ingenuidade...

Espero que tenham gostado!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Amostragem da fábrica do Outeiro em Águeda

Hoje vou mostrar algumas peças que tenho todas marcadas desta fábrica.
Em especial uma dedicatória à amiga aqui encontrada Maria Paula que se encantou por um prato que há muito postei e nela fez nascer o gosto por faianças e até comprou 2 exemplares.Espero que gostem!
Faziam-se também caçoilas de barro preto, ainda hoje usadas para assar a chanfana.
Um pormenor de um corredor da minha casa de província, conseguem descobri-la no meio de tanta quinquelharia??? O boneco na ponta com chapéu branco é loiça das Caldas do Bordalo Pinheiro.Esta foto é em especial para a Maria Andrade,amante de livros antigos com capa de couro. Os meus são recentes, alguns do tempo de estudante que quis guardar, tinham destino o lixo...
Já com tradição oleira em louça doméstica, a primeira expressão em Águeda, com o carácter artístico de faiança, surge nesta Fábrica do Outeiro com o recrutamento de alguns pintores da fábrica da Vista Alegre.
Os motivos mais característicos são:Galo, Rabieira, Pavão, Pagode Chinês, Ala Especial, Botaréu, Ágata, Século XVI, Motivos florais e aves exóticas, pintadas a verde e negro.Este exemplar de motivos singelos florais
Grande prato pintado à mão comprado na feira de Algés .


Exemplar pintado ao gosto do século XVII pavão ou pássaro?
Infusa julgo da última fase de laboração da fábrica.Vendi-a a um casal de Braga.



Exemplar decorativo pintado ao gosto do século XVII. Miniatura de um jarrão , ia para o lixo, espólio da mãe de uma amiga minha.


Caneca alusiva ao Minho
Vi noutra banca a infusa e mais 2 canecas.
Curioso nunca tinha visto tal decoração.
Fez-me lembrar um jogo da Majora dos trajes populares portugueses da minha infância.

Bacias  as maiores com mais de 30 cm (palanganas) usadas para servir a ceia, de onde toda a família comia.Exemplares recebidos de herança do avô do meu marido
Esta da avó Rosa
Esta herança do avô António
Comprada na feira de Oeiras com carimbo.O interesse nela foi por dois motivos
1º o formato, a fazer lembrar os verdadeiros "ratinhos", com o fundo mais estreito que o rebordo.
2º o motivo simplista floral.Comprada na feira de Oeiras.
Muitos pratos e malgas vi com tal motivo nas casas de avós
Achei este prato muito interessante numa reprodução da estampagem do "cavalinho",também pela bordadura do prato e por estar marcado "ÁGUEDA", comprei-o na feira de Algés. Muito raro este motivo desta fábrica aparecer nas feiras, é o 2º que vejo e na mesma cor, o 1º em Estremoz e era caríssimo!
Uma forma diferente e harmoniosa de apresentar este desenho tão comum de Sacavém

Adorei este prato pelo tamanho, no imediato fez-me lembrar a feira-da-ladra no início na década de 80, lá comprei um de sopa com uma esbeiçadela.
Tenho com o mesmo motivo uma caneca.

Foi-me oferecido pelo avó António do meu marido no meu aniversário dos meus trinta anos.Durante o almoço que ofereci em minha casa, perante a família, todos ficaram estupefactos.Disse, dou-te este prato porque sei que dás valor e quando eu morrer e olhares para ele vais por certo lembrar-te de mim... verdade. A minha cunhada ficou roída de inveja.Comprado para a boda de casamento da minha sogra em 1950. O velhote de olho azul era demais!
Ao lado outro grande prato com flores,igual ao primeiro com que começo o post, um nadinha mais pequeno, na feira de Setúbal.

Conjunto de Jarras trilobadas.Feira da Costa, a vendedora deu-me uma que está colada e falta um bico, não me recordo quanto paguei porque nesse dia perdi a cabeça com o meu marido, comprámos mais peças. Gostei da tonalidade azul, também o fascínio que estas peças em mim criam desde miúda quando conheci umas miniaturas da vista alegre, lindíssimas.
Segundo o parecer de apreciadores, comparativamente à faiança de Coimbra e Alcobaça, a louça de Águeda tem um desenho de traço singelo, porém rico, usando uma paleta de tons suaves e variados, que a torna preferida e característica.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Um mundo de velharias dentro de um móvel com portas de vidro!

Um mundo de coisas que eu gosto de guardar.

Miscelânea de velharias e recordações
Souvenirs de outras terras, países.
Pratos, malgas, copos, chávenas...
Chaves, entre perdidos e achados que iam a caminho do lixo da casa da minha mãe e irmã...

Este móvel era mobiliário em tola dos Correios.
Faz parte das minhas lembranças de menina quando no chão dormia ao seu lado até às badaladas da meia noite no relógio da Reguladora.
Deu-mo a minha irmã, que ia a caminho do armazém para abate quando das mudanças do lay out das novas estações.Na época tinha cortinas que se prendiam em tiras de latão que ainda tem.
Incrível cada vez que o abro ainda sinto aquele cheiro dos papéis.


As 5 grandes prateleiras que enchi em demasia!
A última prateleira.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Amostragem variada do nosso Cantão Popular


Comprei-a neste último sábado na feira-da-ladra, foi a Marília que a descobriu na banca, tive um bom desconto por sua intermediação.
Vai embelezar a minha chaminé na casa de província onde acabei por reunir a minha pequena colecção. Pela espiral no berlicoque da tampa pode ser fabrico de Coimbra (?)

Um pormenor com uma azeitoneira gomada e dois pratos.
Na quina do balcão 2 alcatruzes, quem se lembra deles ainda nas noras?
Na abertura do balcão a luz do candeeiro grande da minha cozinha.Gosto particularmente deste recanto, que dá à casa uma bivalência intimista de partilha com as pessoas que estão à lareira e as que estão na cozinha.
Nesta parede uma travessa quinada, a minha peça de cantão popular mais antiga, o Luís tem uma muito parecida com ela. Prato e travessa de S.Roque Aradas.


Esta linda taça é pertença do seguidor deste blog Luís M que gentilmente a enviou para enriquecer o post sobre o cantão popular, marcada S. Roque Aveiro.

A minha chaminé a contar de cima o prato marcado da fábrica Lusitânia, ao meio uma travessa oval pintada num tom de azul mais escuro, muito raro aparecer nas feiras, esta tonalidade, não é a minha favorita, pratos e tacinhas, uma pequena azeitoneira. No rebordo de madeira da lareira uma malga julgo século XIX possivelmente de Gaia, um covilhete em loiça azul chinesa, ainda uma caneca inglesa e uma malga mais recente.
Outra panorâmica da chaminé e da sua envolvente.

Prato sem marca encantador pelo desenho minimalista estratificado do Cantão, muito raro aparecer nas feiras.
Gosto em particular desta versão de cantão popular-, muito minimalista, contemporâneo, que se atribui a erradamente a Miragaia (?), que também pintou este motivo, mas muitas outras fábricas também.

  • Este prato é da fábrica "Cavaco" marcado com 15 cm de diâmetro.

Prato foi-me oferecido pela Marília é da fábrica "Pinheira" na zona de Aveiro. 
Curiosamente este motivo é copiado não de um prato chinês mas sim de outra fábrica do norte, Miragaia. As bolinhas em arco foram pintadas em tons azul mais claro por Miragaia.

Este prato é pertença de um seguidor deste blog Luis M que amavelmente enviou fotos para enriquecer este post sobre o motivo cantão popular. Assinado Cavaco - Gaia da mesma época que o meu pequenino, este tem um diâmetro de 28,5 cm




Este prato comprei-o na feira de Belém . Pela textura da massa parece ser de fabrico do inicio do século XIX. Atribuo fabrico a faiança de Coimbra ou Caminha (?)Interessante é quando olhei para ele, algo me prendeu à atenção!
Primeiro a bordadura , algo estranha geralmente em flores e rendas, aqui em rabiscos tipo "L" invertidos e traços direitos.
O motivo central numa imaginação de um pagode com traços a imitar os templos romanos. O salgueiro em esponjados ligeiramente inclinado típico da pintura Coimbrã
As pombinhas tipo "C"
Fabrico início século XIX .A cor do azul alecrim e o esmalte cor de grão entram na decoração de Coimbrã e também na de Caminho.

Faiança do norte de Gaia com flor de avenca a imitar o Juncal

Grande prato em faiança com motivo decorativo simples- ramos de avenca. Numa primeira impressão diz-se que é produção do Juncal. Numa s...