segunda-feira, 12 de março de 2012

Fábrica da Viúva Alfredo Oliveira de Coimbra (?)

 Este post parece o "Patinho feio"...tal o baixo número de visitantes que o viu!

Prato grande em faiança de Coimbra século XX, raso, praticamente sem fundo decotativo, apresenta os buraquinhos no frete para ser pendurado.Possivelmente fabricado na fábrica Viúva Alfredo de Oliveira. Já vi outro prato com a mesma bordadura assinado.
A bordadura em estampa com patinhos e flores parece-me muito naif , largamente pintada nos finais do século XIX em pratos mais pequenos que ainda se vão vendo pelas feiras.
O centro floral é pintado à mão com a caraterística de algumas folhas serem pintadas a duas cores, uma tradição, tal como as cores: verde, ocre,manganês e o azul. Apresenta ainda um filete fino em azul e outro mais largo e mais escuro no rebordo.
O esmalte apresenta arrepiados.Foi comprado há que tempos numa feira da Costa da Caparica ao Sr Aroucha, vendedor carismático. Ao tentarmos regatear o preço falando nas mazelas ele disse-nos " se não fosse usado não era velho"...

O tardoz apresenta no frete a existência de 3 buraquinhos o que induz que o mesmo seria um prato decorativo para ser pendurado, tal e qual os que se fizeram até aos anos 60 em Coimbra e Alcobaça com versos.

Teve honras na minha sala, até o destituir por substituição de outro brasonado. Tem sido assim ultimamente. O meu marido é que se fascinou com o prato. Eu nem tanto. Julgo que estará guardado num caixote há espera de melhores dias para exposição noutra casa.

terça-feira, 6 de março de 2012

Faiança de Alcobaça ou Coimbra (?)

Prato dito de "Casamento" . Motivo central decorado com um par de corações em azul encimado com a pomba com a chave no bico. Ao limite do covo duplo filetes finos em rosa. Aba decorada com a bordadura floral com folhas em estampa azul singela com filete rosa no rebordo.
Dizem existir mais de vinte variedades. Ainda existem os chamados pratos falantes " Viva os Noivos" e outros com o nome dos noventes, carateristico da fábrica Cavaco, ainda há pouco andou um na feira -, em cima de cada coração Manel e Maria.
aranha em ferro feita artesanalmente
Faiança atribuída a Coimbra ou Alcobaça ao tempo do Manuel da Bernarda (?), na fábrica que viria a ser a OAL pintou-se muito este motivo e o azul e rosa. 
  • Desenho típico pintado desde o século XVI com "corações" e a frase Amor. As flores foram muito pintadas por Coimbra. 
Prato inicio do século XX apresenta o tardoz translúcido com arrepiados no esmalte.
Possível fabrico de Alcobaça ou Coimbra (?).
Inclino-me para Coimbra, pelo barro avermelhado e a cor do esmalte.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Faiança da OAL - Alcobaça


Pratinho da OAL. Assinado. Estado novo.Possivelmente o seu fabrico na década 35/40. Adquirido na feira de Algés a um preço baixo.Curiosamente na última feira de Paço d'Arcos vi um igual, de grande dimensão também assinado, em Algés continuava na banca, melhor sorte tiveram os de Coimbra que já tinham sido vendidos.Pude contudo apreciar na mesma banca outro grande prato com um coração ao centro e a palavra AMOR, na orla arabescos tal qual se pintavam nos ratinhos, uma variante trazida de Coimbra pelo mestre  José dos Reis dos Santos que aqui fundou uma  pequena  fábrica, a primeira em 1875, aos mais leigos facilmente se podem confundir e atribuir o fabrico a Coimbra. Há contudo grandes diferenças, sobretudo no brilho e no esmalte mais apurado que se fabricava em Alcobaça. A pintura do "cavalinho"  distingue -se de todas as demais reproduções  feitas noutras fábricas, parece mais artesanal, apesar de estampa, o desenho apresenta-se ingénuo, com as casinhas feitas à primária e aberto no espaço, apresenta também geralmente rodapés no motivo central em esponjado na palete de cores diria únicas " séptia, castanhos, cinzas, amora, fortes e esbatidas.

Em 1900 a fábrica passa à posse de Manuel Ferreira da Bernarda. A partir de 1927, a criação da «Olaria de Alcobaça» propicia uma viragem total no tipo de produção. Da concorrência salutar que se estabeleceu entre essa fábrica e a «Raul da Bernarda», surge um novo género, seguido pelas novas fábricas criadas pelos antigos funcionários destas duas – é o auge da «louça artística de Alcobaça». Após a Grande Guerra, têm início as exportações. Na década de 50, Alcobaça apresenta criações de design arrojado e, em meados dos anos 80, afirma-se como um dos principais centros cerâmicos nacionais e um dos principais sectores da industria que mais movimentou a economia desta região, ao mesmo tempo que criou imagem de marca, em Portugal e no Mundo.

Num gesto simplista para homenagear a OAL, melhor a faiança de Alcobaça decidi juntar o meu pratinho com decoração "Faixas de Rouen" simplista sem reservas, tão presentes que foram noutras fábricas desde os finais do último quartel do século XVIII : Rato; Brioso; Massarelos e Juncal.
Ao centro uma decoração floral a chamada flor de morangueiro com folhagem de avencas. A cor era obtida de seixos da região que ditavam a tonalidade,  tipo borra de vinho que outros chamam de outras maneiras...morado e,...
Decidi expo-la junto a um covilhete atribuído a Raul da Bernarda. Duas peças de inegável valor. Diferentes de tudo.Espero que também gostem, tal como eu quando o meu olhar se encadeou com ele num cantinho do estaminé quase debaixo dos pés de um hipotético cliente...
Uma das  minhas paixões - pratos pequenos.
Este mesmo assim tem 15 cm, deveria ser de doce.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Sacavém com publicidade

Taça para  marmelada . De vez em quando compro uma peça de "Sacavém" que acho especial .Sem ser a minha fábrica favorita -, tenho algumas peças que gosto, acredito vir a comprar mais umas quantas. A última foi esta taça em retangulo comprada na feira de Paço d'Arcos a um preço banalíssimo. No entanto já conhecia a peça, em tempos andou uma outra  igual noutro vendedor que parece só vender a colecionadores...caríssima.
O vendedor disse-me que também aparecem outras iguais com a inscrição de uma confeitaria de Coimbra. Tenho de descobrir uma dessas. Então não é a minha terra!
Gosto da particularidade do verde, uma das minhas cores prediletas e do nome "MARMELADA" .
Lembra-me a infância, quando a minha mãe a fazia em casa, cortava os marmelos com uma faca de ferro para oxidar - ficava vermelha a nossa favorita em relação à amarela cortada com a faca inox. Na mesa enchia as tacinhas de vidro pequenas que cobria com papel vegetal  cortado em redondo com a tesoura que punha estrategicamente no parapeito das janelas da sala de estar  a secar ao sol. A minha irmã louca por marmelada ia às escondidas com o dedo e roubava-a quase toda...em todas as taças.
A marmelada sabia melhor acabada de fazer do que depois de seca.

Estante com algumas peças Sacavém
Decidi pô-la na estante da saleta junto a algumas peças da mesma fábrica. Conseguem visualizar (?) ..a molheira decorada a verde e castanho, a pequena branca, a grande não 
está marcada pode ser também(?). 




Marca impressa na pasta(?)
  Em baixo a taça debruada a cerise que recebi de herança .
Publicidade - AIYE LOJA - , acho um espanto.
Já agora as malgas brancas  são da Lusitânia e a leiteira às  pintas verdes - Cesol de Coimbra.
Em cima um prato "ratinho" de Coimbra e outro com o mesmo motivo mas já da OAL de Alcobaça.

  
Em baixo três travessinhas da região de Aveiro.
Vidros, relógios e objetos de fazer a barba.

Uma caneca da Viúva Lamego  e outra do norte(?)

  
A taça da Marmelada - a ideia é oferece-la à minha filha para a sua nova casa. Julgo que será apelativa numa estante noutro ambiente, será sempre uma peça que se olha, observa e faz rir.

Com a variante com a publicidade de uma loja em Coimbra comprada em Ponte de Sôr a um colega de Coimbra...muito usada - escura tipo gordura .
Obrigada Hector pelo reparo. 
Assim devem ser os amigos verdadeiros.
Estar atentos, ensinar e partilhar. 
Bem haja pela continuidade da cortesia no meu blog.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Faiança de Coimbra com andorinhas


     Peça rodada de forma circular com 31 cm de diâmetro atribuída a finais do século XIX, inicio de XX, faiança  em massa malegueira com buraquinhos no esmalte e arrepiados pelas impurezas da argila utilizada.

Prato covo acentuado de aba larga.Motivo central em reserva com flores em estampa onde o brique uma cor forte caraterística  da fábrica OAL nas 1ªs décadas do século XX  e também de Aveiro da fábrica de S. Roque .
Este prato de Coimbra usou vastamente a cor  verde ervilha inventada por Vandelli, e  manganês nos filetes finos no rebordo da aba e no limite do covo , salpicada por andorinhas azul cobalto.Comprado na feira de Azeitão, estado impecável. 
Adoro andorinhas...fazem lembrar a primavera!
Travessa patente  no Museu Machado de Castro
Na mesma decoração floral no brique atribuída a Coimbra a 1895.
O "Santo" estudou em Coimbra e daqui saiu para o mundo .
A cidade tem um culto Antonino muito grande.



domingo, 29 de janeiro de 2012

Peças várias: Alcantara;Caldas e ourivesaria

  1. Pequeno gomil em faiança sem marca que possivelmente estaria na bacia, provavelmente Alcântara, pela pintura "espiga de trigo", a asa está colada, custou-me apenas...1€.


















Bule em faiança com pintura escorrida fabrico das Caldas, reconhece-se por ter frete no pé, ao invés da loiça de Barcelos de igual policromia que não usava frete sendo que o vidrado quase acompanha todo o pé, custou também...1€. Impecável e o formato foge ao tradicional mais redondo, apresenta-se mais esbelto.





























Imagem do Santo António de Lisboa. Regateado trouxe-o por 10€. Trata-se de uma peça de ourivesaria, ainda há venda. Uma mistura de casquinha, possivelmente com prata porque escurece(?).
Achei-o lindo com pé em madeira ficou no hall de entrada para a proteger de maus olhados e ladrões!





sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Grande prato de faiança de Coimbra(?)

Grande prato em faiança com 35 cm de diâmetro, de esmalte cor de grão uma caraterística dos finais do século XIX  e inicio XX.
  • Será fabrico de Coimbra (?)
Apresenta ao centro filete largo em verde em círculo limitado por outro fino a castanho e no limite do covo com barra floral em estampa policromada em azul e rosa
  • Tinha uma grande esbeiçadela na aba que restaurei.
tardoz  com arrepiados no vidrado

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Faiança fabrico Bandeira ou Cavaquinho (?)

Peça rodada, mais de 30 cm de diâmetro, motivo central floral em policromia raiado de arabescos em verde pelo centro até ao limite do covo ornado a filete rosa e o rebordo do prato igual. Barra em estampa  compacta azul.
Apresenta um "cabelo" comprado na feira de Azeitão.
Há muito que procurava uma decoração com arabescos verdes à volta do desenho central que me parecem raros.

Tardoz gateado de esmalte branco com escorridos e  friso ao nível da curvatura uma carateristica de Coimbra e do norte.
  • Pela elegância da pintura em verde dos arabescos ao centro em volta da flor, folhas espessas e esmalte branco evidencia fabrico do norte (?) pelo pormenor do relevo no tardoz ao meio da aba-, uma carateristica(?) que encontrei noutras peças que avento ser produção do norte. Fábrica  Bandeira uma hipótese, ou Cavaquinho (?) pelo Vandelli vindo de Coimbra onde se pintaram folhas assim espessas e pela cor do trevo esbatida de rosa.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Votos de feliz natal e próspero ano novo 2012

Para todos os meus seguidores e amigos ocasionalmente visitantes desta página:

Luís Montalvão, Manel Sousa Cardoso, Maria Paula, Marília, Maria Andrade, Flávio Teixeira, Fábio Carvalho,Inês Veríssimo, Tina(Brasil),João Pinto, Jorge Saraiva, Ricardo Ferreira, If e, outros que sei me visitam mas não deixam os seus comentários,sinto pena...(Manel Dias, Arnaldo, Jade,Zé Ribeiro, Luisinha e,... ) claro anónimos.
Desejo votos de saúde, paz e amor. Sim, porque os afetos ajudam a superar dificuldades!

Convido todos a entrarem na minha casa...no hall da entrada: azulejo da fábrica Cavaco assinado, emoldurado comprado há anos na feira da ladra por 5€, retoquei como pude a moldura.Abaixo dele floreira assinada de faiança da Viúva A. Oliveira de Coimbra também comprada ao Fontinha na feira da ladra, cara, 20€ pela raridade.


Três casas, 3 presépios. Escolhi para vós o da 2ª casa. Aos pés do meu oratório junto às minhas pedras improvisei o meu presépio numa cesta de verga branca,serviu para levar piqueniques para a romaria da Nossa Senhora das Dores em Pousaflores,era degustado na Chousa debaixo dum qualquer frondoso e secular carvalho.
Numa fazenda da minha irmã apanhei ramagens de urze, oliveira, medronheiro e outras espécies. Havia imensos cogumelos.O medo deles por não os conhecer fez que nunca tivesse apanhado um. Pois naquela tarde soalheira deu-me na veneta, apanhei alguns, aproveitei enfeitar o presépio com eles. A minha mãe chamou-me...doida!

A minha criatividade tem momentos de excentricidade.Coisa feita às pressas. Gostei de o fazer aos pés do meu oratório junto das minhas Pedras e dos penicos a servir de floreiras, elementos fundamentais para me sentir feliz, o candelabro de latão por ser tão alto ficou no chão alumiar o presépio.




A todos, desejo BOAS FESTAS.
No sapatinho...beijinhos!
No meu já recebi antecipado, coisa de modernices: 2 tampas de terrina sem a pega por 2,5€ cada na Figueira da Foz...adorei-as na mesma, não sou esquisita,já as deixei penduradas, espero que gostem, uma de Miragaia, a outra de Coimbra.
O meu natal está previsto ser passado este ano na 3ª casa, na rural. Aqui o presépio acompanha a pequenez da casa: uma cabaça cortada na parte da frente, dentro dela uma sagrada família em terracota assinada pela Maria Sidónio, eletrificada, por dentro é pintada de azul com uma estrela, uma oferta com mais de 30 anos em Lisboa, ladeada por duas candeias de esmalte ás pintinhas, de resto a condizer com a restante decoração desde que as faianças "voaram"!
Até para o ano meus queridos!

sábado, 10 de dezembro de 2011

Faiança de Coimbra (?) com as Armas de Portugal coroadas

Estive ausente uma semana e piques...Ao chegar, dei uma olhada pelos blogs, vi um post muito interessante, o costume, da Maria Andrade com este motivo invocando a Restauração de 1640. Curiosamente em miúda tive na minha mão um brinco de ouro com esta alusão encontrado num quintal da antiga estalagem da Maria da Torre no Bairro de Santo António lugar onde vivi 20 anos, atrás da qual existia uma cisterna onde se diz deixavam morrer os forasteiros na sua passagem de, ou, para Lisboa depois de espoliados...relata o adágio que em nada abona esta terra, mesmo assim aqui o escrevo"Ansião terra de trinta moradores e trinta e um ladrão..."
Comprei este prato na feira da ladra há coisa de um mês com um grande "cabelo" mas o motivo valia. Sempre adorei brasões, e o das Armas de Portugal nem se fala.
Tardoz em massa malegueira, esmalte em tom grão .Os brasões foram muito pintados em fábricas do norte como Fervença e Bandeira. Prato covo com policromia na decoração, brasão com as armas de Portugal  - curiosamente nas quinas metade pintado em azul, cercadura estampilhada nunca vi outra igual, filete largo em amarelo debruada a outro fino a preto podem evidenciar fabrico de Coimbra.
O tom esmaltado rosado deve-se à temperatura da fornada. Uma grande possibilidade tratar-se de fabrico de Aveiro - pelo filete no bordo da aba delimitado por outro fino preto - uma carateristica da pintura por estas terras da ria.
Coloquei-o abaixo dum pequeno prato atribuído a Fervença (?) - brutal as diferenças na cor do esmalte e no traço do manganês esborratado e neste não.


A particularidade do brasão nas quinas  estar metade pintado a azul tal como o meu prato. O que pode evidenciar a tempo do D. Pedro com coroa no Brasil e em Portugal(?).

Enigma para se atribuir a Bandeira  (?) é a tira amarela canária uma carateristica de Coimbra. Esta é mais ocre e no rebordo e em Darque geralmente são duas tiras e muito mais claras.

Prato semelhante da minha amiga Isa Saraiva


Faiança do norte de Gaia com flor de avenca a imitar o Juncal

Grande prato em faiança com motivo decorativo simples- ramos de avenca. Numa primeira impressão diz-se que é produção do Juncal. Numa s...