sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Amostragem de loiça inglesa

A meu ver apesar de um pouco enfadonho  - uma amostragem em síntese confere ao post uma maior autenticidade, rapidez na procura, sobretudo na riqueza dos comentários, não se dispersa a informação que no caso é crucial para a identificação quer por certeza quer por semelhança com outras peças iguais, por infortúnio não foram marcadas na origem.

Especialmente dedicada à nossa querida Maria Andrade que adora a loiça inglesa.Digamos uma "prendinha" pela chegada do seu neto Gabriel.

http://www.academia.edu/249514/A_louca_inglesa_do_Seculo_XIX

Independentemente do valor que as mesmas tenham, são minhas, gosto delas e apraz-me aqui indo mostra-las neste meu espaço, também de todos vós aqui vêem de fugida, sorrateiros...comentam, ensinam e elogiam. Bem hajam!
Peças da minha coleção
Terrina  modelo Willow Pattern
O mesmo motivo Willow Pattern com uma esbeiçadela no rebordo. A tonalidade do azul  é mais clara.

Marcado Stone China e... 

Outro prato com o motivo Willow Pattern.
Segundo informação do Manel o fabricante é John Meir e Son, cuja marca julgo datar do 2º período, 1837-90, quando o fabricante introduziu na marca o"& Son", e anterior a 1890, pois, após este ano a marca passou a ostentar também o termo "ENGLAND".
Segundo a minha intuição, este seu prato deve datar da fase final do século XIX. 
Prato comprado na feira-da-ladra partido e bem colado. Chegada a casa com a euforia de tirar tudo do saco,mãos trémulas do frio, deixei-o cair no chão,partiu. Paciência a do meu marido em o colar de novo. Pois claro. 

Marcado SPODE

                    Prato comprado na feira-da-ladra. Gostei da tonalidade azul 


Bule trazido da Venezuela nos anos 50 pela minha prima Elsa que fez o favor de me o oferecer. marcado Johnson Brothers, um fabricante que exportou muito, também para Portugal, até recentemente; "Old Chelsea" é o nome do motivo.


Comprei esta travessa na feira de Setúbal por 10 € .Partida, mas muito bem colada.
De um modo geral não gosto de figurativos românticos. Esta por o vendedor ser nosso conhecido, e também pelas cores -, o preto da bordadura a contrastar com o tom cerise central. Quando a inicialmente a postei o Luís do "Velharias" por ter uma da mesma fábrica mas sem carimbo identificou a sua peça pela minha.
Ideia fascinante desta partilha de informação gratuita de pura amizade.

Motivo estampa cavalinho

Prato fundo de C. e J. Shaw, estampado no motivo comercializado em Portugal sob a designação Estátua, popularmente conhecido como Cavalinho em tom verde.
Prato comprado na feira da Costa de Caparica
Comprada na feira da Costa de Caparica. Interessante por a cabeça do cavalo estar virada para trás. Na reprodução dita normal de Sacavém a cabeça do cavalo está de frente. Fabricante C e J Shaw -, nome inglês, que utilizou na marca um lema em latim VINCIT VERITAS, ou seja, a verdade vence. 


 Carimbo redondo com a inscrição: Warrented Stafford Shire - Stone Chin J.B
Oveiro - vendi a um inglês que reconheceu a peça
Conjuntamente com os motivos Chorão (Willow) e Faisão (Asiatic Pheasant), este foi um dos mais populares motivos da louça estampada  do nosso país. Curiosamente, tal não se verificou em Inglaterra, onde as fontes e os livros da especialidade lhe dedicam muito pouca atenção. Curiosamente, ainda, pouco se sabe sobre a empresa C. & J. Shaw, que poderia muito bem produzir essencialmente para exportação e cuja louça surge com alguma frequência nos antiquários de Portugal.

Relativamente à produção, e reprodução, nacional do motivo Estátua - http://mfls.blogs.sapo.pt, notem-se a qualidade e a nitidez desta gravura, bem como o facto de a estátua equestre não apresentar o braço direito levantado, como acontece nas gravuras da Fábrica das Devezas, da FLS e de Massarelos.
O termo "china" é uma palavra inglesa para porcelana, porque afinal a primeira porcelana conhecida vinha da China. "Stone china" significa à letra porcelana de pedra, uma fórmula inventada por Josiah Spode e sobre a marca Spode também havia muito a dizer.
 

Travessa comprada na feira da Costa da Caparica. Partida e muito mal colada. Majestosa. Vim embora da feira sem a comprar. No caminho a conversa sobre a travessa, talvez  nos terem roubado uma com o mesmo motivo da fábrica do género de Sacavém. O azul é o que mais fascina na peça.Chegados a casa conversamos a três. Fez-se luz,fiquei a fazer o almoço eles abalaram, de regresso traziam a travessa. Pu-la de molho 2 dias até descolar. Limpei-a cuidadosamente para retirar as colas velhas. O meu marido colo-a novamente. Parece intacta, tal a perfeição do restauro. 
 Conjunto de prato com chávena
 Duas travessas compradas na feira de Algés
Taça decorada apenas no rebordo com filete e pingos em azul
Pratinho em biscuit Wedgwood
 

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Relógios

BOM ANO NOVO

Votos para todos os que por aqui vão passando, aos amigos em dobro!

Na minha cabeça tenho várias ideias para postar, no entanto a escolha recaiu sem eu saber bem porquê em relógios, alguns exemplares que possuo.
Adoro relógios,fazem parte da minha meninice a ouvir aquele som inconfundível quando dormia no chão ao lado do cofre vermelho e frio... também pelo facto de gostar da vida do tempo dos meus avós em que ter um relógio era sinónimo de vida remediada. Eram muito poucos os que o tinham nas suas salas, guiavam-se por uma caixinha de madeira que funcionava como bússola e relógio de sol com pêndulo.
Apresento o meu exemplar foi pertença do avô do meu marido. Após o falecimento a minha sogra atirou os parcos haveres da casa, sem pejo algum para o ribeiro na extrema do quintal. Atrevida lá fui, por sorte a encontrei, ainda um solitário azul e...

No entanto há coisa de 30 anos que não os ponho no pulso.
Gosto deles nas paredes, adoro vê-los nas correntes de oiro nos coletes.
Em tempos tive por piada um em feitio de anel descalabro de risos num balcão ao atendimento ao público,espanhol, era a delícia de muitos e eu vaidosa com ele, claro. Também cheguei a usar um redondo pendurado num fio, de tampinha rotulava-me ao estilo de professora primária tal como a mania na altura de usar óculos em massa como agora parece estar na moda outra vez!

Comprado na feira-da.ladra. Carote porque não funciona
Julgo que 15€. Fiquei fascinada com a pequenez e os pezinhos.
As floreiras também foram compradas na mesma feira com a Marília estão assinadas mas não consigo deslindar a fábrica, o preço foi uma pechincha com outras coisas que trouxe da mesma banca.

Relógio americano Gilbert de 1807 comprado na feira do Terreiro do Paço. Travamos conhecimento com o vendedor em Setúbal por causa de outro relógio,ele falou-nos que tinha este e no dia seguinte o levava para a feira onde quando lá chegamos e o vimos ficamos encantados pela simplicidade.
O som é magnífico


Porcelana com relógio avariado, oferta ao meu sogro a título de um trabalho na casa de um freguês em Lisboa há coisa de 40 anos.
Na altura o meu marido retirou o relógio e colocou no lugar um busto do Pompadiur e ainda alindou a peça com dourados.
Acabou por ir parar no caixote da casa rural.
Num dia de arrumações dos compartimentos do caixote decidi deita-lo para o lixo, mas no mesmo instante olhei para ele e dei-lhe uma última oportunidade.
Os dourados estavam enegrecidos, bostelados, a peça estava feia...
Valorizei a recordação,trouxe-a para o meu marido a tentar recuperar.
Assim foi. Trabalho árduo tirar os dourados com diluente.
Depois andamos numa roda viva para encontrar um relógio que lhe conferisse traça.
Na feira de Algés encontrámos um relógio mecânico italiano a trabalhar por 5 € ao Sr Pereira.
No final ao olharmos para a peça,gostamos do resultado.
A piada era ter a foto como ela era, aí perceberiam de facto como fui atrevida em a converter de novo.

Herança do avô António do meu marido.
Corrente em prata e ponteiros em ouro.







Pertenceu à estação de Correios de Évora.
Foi-me oferecido pela minha irmã, há anos.
Funciona.Impecável de 2 cordas.
Faz-me voltar à minha infância,tantas horas dormi ao seu som,também acordei sobressaltada para me levantar a ouvir o tic tac à meia-noite à saída do correio ao descer o rebate o relógio da igreja dava as doze badaladas.










Foi-me oferecido num dos últimos Natais pela minha irmã.
Modelo diferente sem vidro, abobadado.
Consegui arranja-lo numa das suas últimas tarefas enquanto Directora.
Numa estação algures da zona centro.
Faz lembrar os que existiam na estação da CP de Santa Apolónia.











Herança da avó Rosa do meu marido.Foi-lhe dado em mãos pela sua irmã.Estava estragado, tantos os "sapateiros" que lhe meteram mãos...Um dia,limpou-o todo, arranjou a porta e meteu os entalhes nas pontas.
Tem a corda partida, mas funciona.
Comprado em 2ª mão nos anos trinta vindo dos Estados Unidos quando em 1929 se deu a grande crise financeira.Alguém de "olhão" de lá veio com uma carrada deles e pelas aldeias os vendeu.Na aldeia de Moita Redonda quase todos os habitantes compraram um.A avó Rosa do meu marido comprou este.
O avô António comprou um muito bonito, com um som inconfundível.O meu avô Zé Lucas, o mais endinheirado comprou dois.Pena tive eu de nas sortes a minha mãe não ter sido contemplada com nenhum.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Presépio em musgo e fetos



Deixo aqui neste espaço público a minha mensagem de BOAS FESTAS
A todos os seguidores deste blog aqui ficam os meus sinceros votos de uma boa quadra natalícia.
Os votos de sempre. Saúde, amor e algum dinheiro.
Estive ausente uns dias, aproveitei entre outras coisas tal como todos os anos montar o presépio em musgo, como quando era pequena.
De cesta de verga em punho lá fui pinhal adentro, este ano trouxe o musgo do rebordo do poço e do tanque do carvalhal da Moita Redonda. Ainda loureiro do vale, agora que está com o fruto, a lembrar ramalhetes de azeitonas pretas, o medronho, este ano não cortei, gostei que ficassem a olhar para mim cor de laranja e carmesim. O que apanhei foram umas bolinhas vermelhas cujas hastes estão secas entrelaçadas nos choupos, gosto particularmente de as desentrelaçar a cada Dezembro.
Este ano fi-lo às pressas. Não estava lá muito motivada. Nem fiz os lagos aproveitando as pias de pedra que deixei escondidas por trás da cabana...
Isto de fazer tem muita graça, se lá vivesse e o contemplasse todos os dias, assim mal o vejo, o pior mesmo é depois limpar tudo.
Nem imaginam o lixo...
Depois, nestas coisas o que conta é a intenção
Mal ou bem está feito, é o meu presépio.
Bom Natal e Próspero Ano Novo a todos sem qualquer ordem de apreço

Luís Montalvão
Manel Sousa Cardoso
Maria Paula a mística Maria Gabela
Marília Marques
Maria Andrade
Fábio Carvalho
Pedro k raízes Nexebra
Manel Dias
Joaquim Moura
Leonor Pereira
Valdemar Trofa
Anónimos

A todos o meu bem haja pela continuidade e até para o ano.
Boa sorte a todos.
Especialmente uma hora pequenina para a nora da Maria Andrade. Votos que tudo corra pelo melhor
Felicidades
Beijos
Maria Isabel

Faiança do norte de Gaia com flor de avenca a imitar o Juncal

Grande prato em faiança com motivo decorativo simples- ramos de avenca. Numa primeira impressão diz-se que é produção do Juncal. Numa s...