Esta semana o privilégio de cá ter os meus netos. Em hora de descanso, antes da sesta, disse-lhes que ia escrever uma história e no fim lhes mostrava...Há muito que procurava uma peça desta pequenez que apesar de esbeiçada e partida com "gatos" não foi motivo de a deixar, antes de a trazer ao atestar peça estimada que mereceu recuperação em prol de ser deitada fora, por isso conta uma história com estórias... Os meninos adoraram a tacinha!
Não
é assim usual serem encontradas estas peças pequenas de fabrico "ratinho" mas
existem e a prova está aqui, mas nunca antes as tinha visto em feiras.Mede 3 cm de altura por 9 de diâmetro.
Decoração em barra delimitada por filetes finos a manganês pintada a verde cobre em ziguezague.
Com três "gatos" imagino o artesão a quem foi encomendado o serviço pelo trabalho que lhe teria dado com a broca movida pelo movimento para fazer os furos e colocar os gatos...
Outras peças semelhantes podem ser apreciadas em http://velhariasdoluis.blogspot.pt/2011/05/outra-vez-os-humildes-ratinhos.html(...) No Museu de Santa Clara a Velha, a nossa seguidora encontrou umas tacinhas com uma decoração semelhante e apresentando a inscrição DOCE, o que a fez pensar que poderiam ser usadas para servir um doce típico de Coimbra o manjar branco, ainda hoje servido em tacinhas de barro. Ainda segundo a nossa amiga, estes covilhetes poderiam ser usados para guardar fermento de pão.»

Por não ter sido mostrado os tardoz das peças é mais difícil de as perceber na sua funcionalidade.Ainda assim o atrevimento em não lhes chamar covilhetes a nenhuma, porque covilhete eram peças da Companhia das Índias que as empregadas nas cozinhas em casas ricas manuseavam e lavavam quando usadas para em suas casas passarem a usar a palavra a um prato individual onde comiam em geral as papas de milho nesta loiça "ratinho", «segundo me confidenciou uma mulher de Abiul que teve ascendência familiar a trabalhar no solar dos Duques de Aveiro- Távoras» .
Centro de fabrico : Coimbra
Datação: Finais do século XVIII, com muita certeza!
Serviam para o doce típico de Coimbra nos conventos:
Manjar branco
Feito com farinha de arroz também chamado Peitinhos de freira dado pelo mote de ir ao forno em que a ponta alourado lembra uma maminha com o mamilo.
Feito com farinha de arroz também chamado Peitinhos de freira dado pelo mote de ir ao forno em que a ponta alourado lembra uma maminha com o mamilo.
Fontes
http://velhariasdoluis.blogspot.pt/2011/05/outra-vez-os-humildes-ratinhos.html
Foto google
Muito interessante. Adoro ratinhos. Estive recentemente no Museu Cargaleiro, em Castelo Branco, que tem uma colecção de ratinhos fabulosa. Gosto em particular dos jarros ratinho que também são raros.
ResponderExcluirCaro Carlos Martins
ExcluirMuito obrigado pela cortesia. Conheço a Dra que fez o catalogo da exposição do Museu, onde também há peças espanholas, teve a gentileza de me oferecer um exemplar.Jarros não tenho nenhum, só bacias de vários tamanhos, palanganas e cuvilhetes (pratos de uma pessoa). O Museu José Regio de Portalegre também tem um espólio magnifico.
Sim, as peças espanholas também são fantásticas em cerâmica rustica de Triana (Sevilha), creio que contemporâneas dos ratinhos. O Museu José Régio não conheço mas fica já na minha "agenda". Mas bem perto de Portalegre, e pertencente ao mesmo distrito, conheço um pequeno café em Cabeço de Vide, chamado "Antiquário" que tem exposta uma coleção particular de ratinhos muito numerosa e muito bonita.
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