sábado, 14 de maio de 2011

Faiança de Coimbra ou OAL (?)

Comprei esta travessa na feira da ladra.
Instinto o olhar para o panal no chão, um homem agachado na escolha de fotografias antigas e a pô-las na travessa.
Gosto em particular deste tipo de pintura, meio tinta e esponjados.Muito ingénua.
  • Travessa quinada, textura grosseira motivo central : tricana de Coimbra e arvoredo em esponjados - nunca antes tinha visto outra com uma figura, só paisagens e flores. Não a podia deixar ficar.
No imediato lembrei-me de em miúda ir a Coimbra com a minha mãe, de as ver ainda nas margens do Mondego com canastras, também em estatuetas, de cântaro na anca ladeadas com o estudante de capa e batina.
Fabrico atribuído aos finais do século XIX, as bordaduras em série de estampagem só por volta de 1854 entraram na pintura de faiança em Portugal.


Tardoz gateado . Visível furos de anterior gateamento mais pequeno.
Esmalte brilhante.

O esmalte translúcido e a pintura central se confundem na atribuição a fabrico de Coimbra - só a cor do azul mais escura se assemelha a Alcobaça .
  • No Museu Machado de Castro existe uma muito parecida atribuída a Coimbra.
É muito difícil distinguir loiça de Coimbra e de José Reis quando pintou na cidade antes de rumar a Alcobaça -, por serem tão semelhantes.


Esta taça evidencia fabrico de Coimbra pela pintura e cor  e textura fina da pasta. 
No tardoz ao centro um esborratado que me  parece estar escrito OAL(?)...
  • Por isso continuo com dúvidas em relação há duas peças!
  • Coimbra ou Alcobaça!

10 comentários:

  1. lindo lindo, adoro a sua sala

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  2. Obrigado pelo seu comentário.

    O mais interessante é a constante mutação da parede. Continuo a comprar e alterar. Porque novos pregos já parei há tempos.
    Tenho uma segunda escolha muito boa.
    Abraços
    Isabel

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  3. Pessoalmente, tenderia a achar que a sua travessa é José Reis, de Alcobaça, tal como a outra travessa Cavalinho, que está no conjunto. No entanto, nunca se sabe com certeza

    Beijos

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  4. Obrigado Luís pelo seu comentário.
    De facto a sua opinião sobre a origem da faiança é capaz de ter a sua razão.O José Reis foi de Coimbra para Alcobaça trabalhar e claro influenciou muito da pintura Coimbrã.
    Inicialmente tinha essa ideia, mas varreu-se-me o nome e foi fácil induzir em erro com a tricana.

    Muito obrigado.

    Beijos
    Isabel

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  5. Olá Isa,
    A travessa é muito bonita, diferente com aquela figura de mulher descentrada.
    Também concordo com o Luís e consigo que deve ser José dos Reis, Alcobaça.
    O que não me canso de admirar é a sua parede de pratos e travessas, tão bem dispostos, talvez por os pendurar muito juntos, fazem um belo efeito em conjunto.
    Beijos

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  6. Olá Maria Andrade.
    Muito obrigada pelo seu comentário sempre tão enriquecedor e gentil.
    Corroboro o que diz,não me canso de mirar a parede sobretudo à noite com a ténue luz do candeeiro de mesa. O meu marido questiona-me da luz acesa e ri-se quando lhe digo o porquê.

    Fiquei curiosa com o seu recente estatuto, oby, trabalho...senti no ar ama a parte time do Gabriel?

    Desculpe opinar.O quer que seja, que a faça muito feliz.
    Beijos
    Isabel

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  7. Ola Isabel.

    Lembra-se de umas peças da VA que a Isabel tem que são brancas, do inicio do Sec. XX fim do Sec XIX?

    Que tem uma depressoes arredondadas?

    Consegui adquirir pelo preço louco, o açucareiro, a leiteira e um bule com tampa, para alem de um bule maior, que eu ja possuía.

    Cumprimentos

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  8. Olá Teixeira. Seja bem vindo ao blog.
    Sei das peças que fala.
    Você é um sortudo. Eu fui coleccionando aos poucos. Geralmente as pessoas não lhe ligam muito por serem totalmente brancas. Eu acho-as uma graça, gomadas, asa do bule muito elegante assim como o bico e a parte bojuda.
    Continue nas suas descobertas
    Beijos
    Isabel

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  9. Olá Maria Isabel,
    Agora com as etiquetas por ordem alfabética o seu blogue melhorou muito. Só não sei o que se passa com o seu último post da leiteirinha que agora só aparece se se clicar no título.
    Bem, mas eu vim aqui para lhe falar desta sua travessa.
    Já o teria feito há mais tempo se tivesse sido fácil encontá-la.
    É que eu vi um prato na coleção do Museu Machado de Castro, com o nº de inventário 9935 C1142, com as mesmas cores desta travessa e com uma camponesa vestida como esta, pelo menos com a saia ou o avental assim aos retalhos, montada em cima de um burro.
    Ele é atribuído a Coimbra e datado de 1850-1900, mas também sabemos que José dos Reis foi de Coimbra para Alcobaça e viveu nessa época.
    Há-de lá ir ver esse exemplar e depois pode concluir alguma coisa.
    Um abraço

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  10. Olá Maria Andrade. Muito obrigada pelo seu comentário. Não entendo a razão do último post ter ficado da forma que ficou...de qualquer das formas já ultrapassou em poucos dias um número record de visitantes.
    Quanto à travessa a 1ª inclinação foi atribui-la a Coimbra pela cor mais escura na árvore no tronco,ramos e claro a figura. Alterei porque acho a bordadura singela uma carateistica de José Reis. No caso 50/50...
    Vou com certeza ver o exemplar que fala para ver se há semelhanças e recatalogar a peça. Bem haja pelas dicas sempre oportunas.
    Beijos

    Isabel

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