segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Faianças de Coimbra em peças de coleção

Faianças de Coimbra dos finais do século XIX.





Bacia e gomil onde o meu sogro foi lavado quando nasceu há mais de 80 anos, também herança da avó paterna do meu marido.
Penico herança do meu marido, foi da sua avó Rosa. O requinte da utilização do dourado velho nos frisos .
Escarradeira sem tampa, comprei-a na feira de Setúbal a um cigano,este motivo da hera é carateristico da faiança de Coimbra,  ao lado outra também Coimbrã recebida de herança de um familiar padre, falta-lhe a asinha, uma pintura fina, delicada com verdes ervilhas e cor de rosa inventados pelo químico italiano Vandelli que foi chamado pelo Marques de Pombal para lecionar na Universidade, acabou a fazer faiança na fábrica  do Rossio de Santa Clara, que foi incendiada pelos franceses desertores do Buçaco, depois foi para Gaia comprando a fábrica Carvalhinho.

Amostragem de faianças e vidros














Basicamente tudo comprado em feiras de velharias.
  • A travessa do galo foi comprada na feira de Azeitão.
Pratos pequenos todos da fábrica de "Sacavém", assim como a terrina e a caneca de L.
  • O açucareiro é da fábrica de "Alcântara".
  • O pequeno bule de caldo é uma peça do século xix de "Coimbra", servia para alimentar os bebés e enfermos. Adquiria-a num antiquário junto à Sé de Lisboa há coisa de 20 anos pelo preço astronómico de umas dezenas de contos...
As jarras em vidro comprei-as na feira da ladra, no tempo em que lá apareciam tais raridades, Em pequena parti uma ainda mais bonita e maior que tinha sido herdada pela minha mãe.
Os pratos grandes em faiança da zona de Aveiro foram comprados na feira da ladra por 10 € cada. 
  • A travessa oval faiança da mesma zona, foi comprada na feira de Algés, achámos piada por ter uma mensagem inscrita alusiva à Fig da Foz, terra onde passámos 14 Atais e dos quais tenho grandes recordações.
Praticamente todas rondaram os 10€ cada peça.
Ainda duas pequenas peças cremes com rebordo dourado de Coimbra.
  • Um tabuleiro bordado a ponto de Castelo Branco que a minha irmã me ofereceu.
Há, o prato pequeno com motivos azuis e a chupeta , são peças em porcelana chinesa, conseguem identificá-la? compradas num estaminé no chão da feira da ladra.
 

Terrina de porcelana Sarreguemines



Terrina com marca Sarreguemines com coroa, cor verde.
Fabrico frances.
Comprei-a na feira da ladra com o naperon em "ponto cruz" .
O conjunto de saleiro, pimenteiro e molheira adquiri-os num antiquário, são de "Sacavém" que mais tarde copiou o desenho francês.



Azeitoneira 






Porcelana francesa. Sarreguemilles
Cremeira.
Comprada na feira de Paço d'Arcos .
Pena não ter a tampa.

Artesanato de felpo de Nisa















Fui a Nisa de propósito para escolher os painéis.
  • Substitui-o por este que fiz à laia do lenços dos namorados com uma lenga lenga alusiva às avós-, minha e do meu marido, por via dos roubos.
 
  • Este tem semelhança a resquícios de um hipotético brasão de família. Para rir, esta casa com 80 anos pertenceu a pessoas muito honestas e trabalhadoras,remediadas, de olhos azuis, daí a tonalidade escolhida para o fundo do painel...

Aprecio este tipo de artesanato, outro maior lá comprado .
O suporte em madeira comprei-o numa dessas casas em promoção com
peças espectaculares.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Pés de suporte para arcas



Comprei-os numa loja de coisas velhas e cheiros nauseabundos. Estavam em muito mau estado. Restaurei-os e com o resto de tintas das camas - diferentes, o azul por ser para metal ao não aderir ficou com o aspecto pipo laivos, que achei interessante.A arca é da minha filha oferecida pela minha irmã quando ela nasceu. Na altura forrei-a toda com chita e guardava lá os brinquedos.



 Outros pés de madeira noutra arca.

Móveis altos e estreitos em madeira


Comprei dois móveis estreitos e altos para servirem de mesas de cabeceira. Numa daquelas casas que agora há com toxicodependentes que ficam com os pertences de quem parte para o além.Acontece que o espaço nos quartos da casa rural é muito pequeno. Fiquei desfraldada. Aproveitei-os para a sala.



Muitas peças foram furtadas - a travessa pendurada tipo hexagonal em faiança com um desenho incomum e as leiteiras e  açucareiros.

Escaparates, prateleiras e mísulas


Sacavém terrina motivo "cavalinho" em rosa















Por sorte deixaram a toalha em linho e os candeeiros, no roubo da minha casa rural.
Levaram só a terrina de Sacavém pintada a rosa,em redondo de um diâmetro maior que outras que tenho.

Escaparates de madeira com estórias...




Queria um escaparate alentejano para exposição de pratos.
Acontece que o marceneiro era alentejano, O Sr Rosado, mas o escaparate, saiu normal.
Arranjei uma parede na sala da casa rural para o colocar.
  • Deixaram-no limpinho. Roubaram todas as peças.Regressei pelo Carnaval .Desilusão tamanha, constatei que a casa tinha sido assaltada.
    O escaparate ficou despido, apenas deixaram os vidros e os pratinhos com florzinhas de Sacavém.
    Levaram apenas peças de faiança, com o penico de Sacavém que só dei conta no verão quando limpava a mesinha de cabeceira,inventariei 50 peças.
    Sei que podia ter sido pior, muito.
    Tive alguma culpa, deixei debaixo de telheiro uma arca de pinho antiga encostada à parede da casa de banho e ainda por cima a janela basculante ficou aberta para a casa tomar ar , apenas com uma rede precária. Mote fácil aos larápios que cuidadosos, retiraram a janela e a deixaram encostada entre a parede e a arca e uma vez dentro de casa puderam escolher à vontade o que quiseram levar.
    Tamanha revolta a minha, mas sei que podiam ter estragado, deixado portas e gavetas abertas, mas não, até foram cuidadosos.
Mais tarde encontrei o verdadeiro escaparate alentejano

  • Por sorte fotografei em jeito de despedida a casa rural.

  • Hoje está decorado com peças antigas de esmalte.

Souvenir da Fábrica Cesol de Coimbra

Caneca da Fábrica CESOL de Coimbra anos 50. Pintura monocromática em castanho . Imagem de Nossa Senhora da Rocha dentro de um coração en...