sexta-feira, 11 de abril de 2014

OAL Alcobaça em duas peças

Um galheteiro da fábrica OAL de Alcobaça que encontrei há tempos num estaminé de chão na feira da ladra de uma senhora casual que se veio desfazer de coisas arrumadas, vinha na companhia de uma amiga.Ainda não tinham as peças todas desembrulhadas dos jornais onde havia uma fonte em faiança com suporte de madeira e vi o galheteiro, mexi nele na curiosidade em saber se  tinha marca, quando a vi perguntei o preço, que me responde 5 € , preço que não regateei e sem hesitar comprei-, nem reparei que lhe faltavam as tampas!
Continuei a ronda na feira, na volta de novo passei pelo estaminé para ver mais peças entretanto desembrulhadas, havia um púcaro com "M" que ao mexer vi se tratar de cópia de Museu...
Estava ela ao telemóvel com a filha a desculpar-se por ainda não ter dado notícias, só tinha feito 5€, logo me lembrei que tinham sido os meus, depois ao reconhecer-me lhe diz-, e agora voltou para ver se compra mais alguma pechinha....A fitei no olhar e me contive na resposta, mas sendo senhora não perco tempo com disparates, só paguei o que me pediu!
Já em anteriores posts sobre a loiça de Alcobaça fiz menção com mostra de exemplares cedidos por cortesia da coleção da conhecedora da faiança portuguesa com literatura editada -, IF.
  • Predominam as cores da palete que fizeram uma época na fábrica dos irmãos Da Bernarda, sendo o Raúl, o pintor mais reconhecido: azuis, amarelos e rosas que muitos não apreciam, mas os turistas sobretudo da America acham esta loiça graciosa, segundo ouvi falar parece muitas peças se encontram no país levadas por eles...
  • Não deixei a feira sem comprar outra peça do RB um prato de pé para uso utilitário.Em rosa pálido com ramo floral ao centro e a aba mais rosa tal como o pé.Custou um euro.Impecável.


segunda-feira, 7 de abril de 2014

Sacavém na molheira formato de terrina, travessa e concha

Para os amantes da Loiça de Sacavém
  • Bela molheira em formato de terrina que comprei na feira de Setúbal.
  • Apresenta-se a peça composta por três peças:travessa, terrina com tampa e concha

Pintura policrimada  de flores que parecem violetas c atons de lilás com folhas verdes encimadas por cordões de grinaldas de verdura com florzinhas amarelas a revestir as abas da tampa, terrina, travessa e concha.
Rebordos recortados pintados a filetes dourados. 
Pegas deliciosas com dourados.
A travessa na graça relevada nos redondos com dourados tal como a pega do tampo em relevo.
  • A terrina por ter sido usada revela patine da gordura que a escurece mas que pode ser limpa

  • Marca impressa na textura da massa com a coroa do tempo que a fábrica foi de um conde
 
  • Inegavelmente peça para colecionadores

As fotos foram as possíveis na feira.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Vista Alegre e as camélias pintadas entre 1852 a 1869

Desta vez não deixei ficar na banca a chávena da Vista Alegre  por 5€, embora a chávena apresente um "cabelo e o ouro do prato envergonhado" como a ele se referem os antiquários...

  • Conjunto gracioso. No Museu dos Biscainhos existe um serviço igual de asas mais requintado
  • Marcada V.A. em azul mufla usada entre 1852-1869, com quase 150 anos... 
  • Pétalas de camélias...
  • Incrível a ter encontrado, no olhar senti a sussura para a trazer comigo...

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Enfusa de faiança policromada fabrico do norte(?)

Encontrei esta grande enfusa de faiança  na feira da ladra que não resisti a comprar apesar de esbeiçada no bico que já pintei, e no pé.
Apresenta-se de esmalte homogénio em policromia cromática que se estende pelo bojo em arranjo floral  de grande flor ao centro com pétalas em formato de coração em rosa e olho amarelo de onde irradiam ramagens dispersas de folhas pontiagudas em castanho claro e rosa com  pontinhos e folhas de agrião em verde forte, fechando o desenho com flores mais pequenas em azul claro de olho amarelo e outras em amarelo torrado , encimadas por largo filete em verde desmaiado e outro fino em rosa. Junto do rebordo três filetes em rosa e o bico pintado a azul, que julgo foi restaurado.

  • As folhas de agrião  as que tenho visto são pintadas em verde ervilha e os pontinhos foram muito pintadas  por Coimbra .
  • Mas também as há atribuídas a norte, mas sem fábrica definida.A meu ver julgo tenha sido a Cavaco (?) em Gaia.
  • O pé evidencia fabrico norte Cavaco ou Coimbra (?) porque o que tenho visto fabrico de Darque  o pé é diferente, mais largo.
  • Possivelmente fabrico início século XX e do norte.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Faiança com casario em verde com marca "3" e ...

Comecei por namorar esta terrina sem tampa numa loja de velharias , para mal dos meus pecados de porta fechada em vários dias...Até que numa tarde de sol , triste em jeito remediada, na solidão, passei de novo estando a porta aberta entrei, e a comprei.

  • A decoração em tom mono cromático verde  e aguada desmaiada apresenta-se no casario  em perspetivas várias: telhados de apenas uma água e com duas, vistos de frente e de lado , envolto por arvoredo do lado direito, e palmeiras do lado esquerdo, sob rodapé esponjado.
  • Poderá ser fabrico finais do século XIX de José Reis  no tempo de Coimbra ou Alcobaça (?)
  • As pegas decoradas na dupla de filetes em paralelo e um traço sobre elas na meia altura. Rebordo do bojo da terrina e do pé debruada com filete fino.
  • Interessante é constatar que a peça foi inicialmente passada num esmalte branco -, notório junto das pegas os escorridos, depois mergulhada noutro esmalte que chamo cor de grão para lhe dar aspecto que se conhece na faiança numa determinada época.
  • Curiosamente no fundo tem impressa na textura da massa o algarismo "3" seguido de três pontinhos, como se fossem reticências...
  • Pois sobre a numeração nada sei. O que sei tenho outras duas terrinas, aparentemente com o mesmo motivo de casario com envolvências diferentes , sendo que uma tem gravada na massa o nº "1" e a outra o nº "2". Tema que nos pode levar a conjeturar hipóteses...
  • Possivelmente será a diferença no motivo a atribuição da numeração...Acho que não. Numa feira vi uma  quarta terrina, completa, maior que as minhas três, tinha impressa o nº "1" motivo pintado a azul .
  • Pois não sei explicar, e esta última aquisição ainda por cima com as reticências...

quinta-feira, 27 de março de 2014

Alcobaça OAL (?) na decoração de trajes populares

Comprei estes pratos ao meu amigo Fontinha na sua banca repleta deles de vários tamanhos.Ao escolher dois mais pequenos, porque na decoração os acho com mais graça, no rol da conversa, a dispersão, e com isso escolhi  de marcas de fabrico esborratadas...
  • Já anteriormente fiz um post sobre esta decoração em pratos grandes de trajes populares, vastamente pintado por Alcobaça e Aveiro-, pela sorte de estarem assinados,com isso a certificação deste opinar verdadeiro sem margens de dúvida.
No 1º prato o motivo central com um casal a dançar, pescador e varina vestidos em policromia, no 2º um casal saloio. No rodapé um coração raiado e sobre eles simbolo do amor duas pombas a segurar um coração mais pequeno. A barra no 1º mais cheia com as ramagens de flores em policromia verdes, azuis claros, amarelos e castanhos ornada a filete fino na orla do rebordo na dupla de amarelo e castanho , no prato mais pequeno a barra se mostra menos esplendorosa, apenas com 4 ramagens e sem a cor  azul.





  • Os dois pratos na diferenciação de tamanhos e do motivo central

  • Tardoz marcado, as marcas da fábrica estão impercetíveis, apesar de saber que são produção de Alcobaça, vi os outros que estavam na banca da mesma casa onde todos vieram.
  • Se alguém tiver algum prato com esta marca percetível agradeço a partilha
 
  • Gentilmente o meu amigo JS da Oficina da Formiga enviou-me estas fotos, a marca é muito semelhante, só falta descodificar a fábrica -, julgo seja OAL(?). Tenho uma taça com esta marca castanha noutra casa vou clarificar, mas sim julgo seja.
São amorosos pela riqueza criativa dos trajes populares e pelo simbolismo do AMOR que encerram!