domingo, 10 de dezembro de 2017

Faiança inglesa Diamond Marks 1882

Num estaminé de chão encontrei este prato, minutos antes tinha sido comprado numa banca com peças soltas de recheios de 3ª escolha. Apesar do seu estado, trouxe-o pela delicada pintura  do motivo; pássaros junto da paliçada de madeira de extraordinária beleza com ramos florais em minúcia na cor cinza, meia tinta e sombras e ainda pelo formato quinado.
Faiança de textura fina e peso leve.
No tardoz não lhe faltam marcas
Grande Depósito de Porcelanas e Faianças
21Rue Drouot "Paris"
Succursale
33 Rue St Ferreol
Marseille
Debalde não a consigo decifrar...

Graças ao comentário com a partilha gratuita de Fábio Carvalho
A marca é WOOD & SON" na linha inferior do in cavo. A conhecida Wood & Sons usou a marca assim, no singular, de 1865 a 1907. 
http://www.nationalarchives.gov.uk/help-with-your-research/research-guides/diamond-marks-trade-marks/

Diamond mark month codes

Month code Month
Month code Month
A December
H April
B October
I July
C January
K November
D September
M June
E May
R August
G February
W March
*R was used during 1-19 September 1857
*K was used for December 1860
*G was used for the month in place of W 1-6 March 1878

1865 a 1907

2 Year codes for 1868-1883 in alphabetical order

Year code Year
Year code Year
A 1871
L 1882
C 1870
P 1877
D 1878*
S 1875
E 1881
U 1874
F 1873
V 1876
H 1869
W 1878
I 1872
X 1868
J 1880
Y 1879
K 1883

A data de fabrico do prato será  06.12.1882
 
Um belíssimo prato que em Portugal a Fábrica Real de Sacavém e Alcântara reproduziram estampas de cariz semelhante, já o formato apenas o encontrei em faiança de Coimbra, que tenho um exemplar.

sábado, 25 de novembro de 2017

Jarra de altar das Caldas da Rainha

Um jarra de altar em escorridos das Caldas da Rainha, anos 30/40.
Peça elegante pela altura e formato das asas com a flor ao centro e folhagem.
O rebordo do bocal e do pé com nervuras dá-lhe graça.
Pintura em policromia oxidada ; amarelo, verde e castanhos na forma de escorridos.
 O pé sem esmalte dita o fabrico das Caldas da Rainha

Faiança da 3ª fase de Darque (?)

Um prato de grande dimensão, bastante colorido.
Veio do Alentejo mas a sua produção é norte, Darque (?), tendo em atenção o tamanho, o formato, com a aba em quina, onde se sente o desgaste do talher e o fundo por dentro não é direito, só se sente passando a mão, a que se juntam os pormenores sem qualidade, o oleiro a pô-lo no forno para cozer como é grande e a massa não estava ainda consistente, o peso e apenas uma mão a segurar no prato o deixou ficar desequilibrado na textura que depois na cozedura ficou torto, também o pintor não equacionou a pintura manual dos palmitos da aba para dar certo deixando um bocado sem pintura, por isso seja da 3ª e última fase desta fábrica que acabou por fechar, precisamente pela fraca qualidade da loiça.
Decoração exuberante com um pequeno ramalhete ocre ao centro fechado em meios círculos a azul cobalto em que nos seus vértices nascem novos círculos em esponjado manganê, no centro estampagem de flores em verde desmaiado, típico do norte, ao meio dos esponjados nascem grupos de três folhas em amarelo canário.Do remanescente centro irradiam em azul cobalto cercaduras em pincelada livre que encerram palmitos em ocre e verde desmaiado.
 
 Notório o desajuste da pintura da aba que ficou um bocado em branco...
O tardoz mostra a cor do barro claro com mistura de matérias plásticos, por isso os arrepiados"buraquinhos. Revela ainda os escorridos do esmalte quando foi mergulhado na tina.
Partido com "gatos".
Atribuição ao norte, a Darque, 3º e última fase 1850 (?).
 
 
A peça em faiança mais cara que comprei até hoje.Muito mais de uma pombinha...O tenha sido por tantos erros de fabrico!
Por isso merece honras para estar na parede.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Fábrica de Francisco de Vale Caseiro Barcelos (?)

Caneca, falta-lhe a tampa  em barro branco, base irregular e corpo semi-cilindriforme na figura de um homem na posição vertical gordo de olhos arregalados.  O seu nariz é de formato grande, vestido de colete e gravata. Nas costas a asa. A tampa em falta, irregular, amovível,  figura um chapéu ( porque já vi uma completa). A superfície exterior apresenta uma tonalidade castanha e amarelada revestida por vidrado , e a sua textura é alisada.

 Por dentro em vidrado amarelo
 
 
 
Marcado Sousa

Cozedura em atmosfera oxidante.
Século XX 
Produção Barcelos 
Areias de S.Vicente (?) 
Oleiro/Pintor - Sousa 
Jogo de peças com a jarra das Caldas da Rainha




Pratinho Miragaia de Rocha Soares (?)

Mais um pratinho em faiança para a minha coleção em esmalte azulado.
Pintura manual da aba decorada numa dupla de meios círculos, em duas tonalidades de azul, cobalto e a meia tinta. No rebordo três filetes; o mais largo a cobalto outro mais fino a ocre e de novo em azul.
O pintor passou sobre os limites do  desenho da aba aguada azul.
O tardoz revela argila amarelada, e se juntar o esmalte, pintura manual, reporta para produção Miragaia num determinado período do pintor Rocha Soares (?)

Mereceu honras na parede
 

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Prato da faiança de Gaia

Prenda do 39º aniversário de casamento, comprado na feira de Belém.
Trata-se de um prato com decoração cantão popular, numa pintura manual muito ingénua,em monocromia azul cobalto.Ao centro um casario ao jeito de pagode em rodapé sequência de pequenas ondas rematada por uma vedação junto a outro casario enquadrado com ramagens de flores.
A aba do prato é decorada com reservas onduladas  fechadas a riscas e por montes com flores
O tardoz apresenta um vinco do covo para a elevação da aba que é carateristico em faiança do norte (Gaia) mas ainda não sei qual foi a fábrica. é notário no tardoz e na frente.
Tinha de ser uma fábrica com capacidade financeira, para usar azul cobalto, que era importado e caro.
O barro usado é branco, na tonalidade usada em Gaia.Bom esmalte.

Poderá com muita certeza ser catalogado do século XIX, pelo tamanho pequeno, azul cobalto e pela pintura manual.Este tipo de casario ingénuo tem sido atribuído a Miragaia numa determinada época, creio que seja doutra fábrica sediada em Gaia, Senhor do Além ou SAVP ou...
Mereceu destronar outro na parede da sala...

terça-feira, 18 de julho de 2017

Fruteiro com floreira em vidro da Marinha Grande

Fruteira com floreira em vidro da Marinha Grande , duas peças que se unem de beleza ao género glamoroso do design  ART DECO, com as abas em graça onduladas e decoradas a filetes em verde .
O facto de se tratar de duas peças, por isso aparecem algumas desirmanadas. Foi o caso desta.
Primeiro encontrei a parte de cima afunilada sem saber o que se tratava até que mais tarde descobri uma completa em azul lindíssima.
Noutra feira encontrei a base semelhante com os mesmos filamentos a verde que comprei.
Não encaixava  a parte terminal do encaixe tipo rolha, por ser pertença de uma peça maior que esta.
Teve de ser desgastada com pedra  que agora não me recordo o nome e água. O meu marido cansou-se e abandonou o trabalho, fui eu que nunca tinha feito tal coisa que o consegui, foi preciso apanhar o jeito sendo até fácil , porque limei demais...
Ficou banzado comigo, como o tinha conseguido...
A parte de baixo com pé oco e o orifício onde encaixa a parte superior, a floreira.
Como a partiram foi usada a de baixo para o mesmo fim por isso o pé apresenta indícios de calcário da água que ficou nele depositada.
Assim como não consegui remover o "cancro" do vidro comprei umas pedras em verde que coloquei dentro, além de dar maior firmeza à peça disfarça.
 Contraste das abas em baixo e em cima

Enfeitada e simples.
Por se tratar de duas peças que não faziam parte integral e sim foram casadas com algum sucesso, a diferença será no ondulado da bordadura que a parte superior se mostra mais elaborado e repenicado em prol da parte inferior mais simples.

Faiança do norte de Gaia com flor de avenca a imitar o Juncal

Grande prato em faiança com motivo decorativo simples- ramos de avenca. Numa primeira impressão diz-se que é produção do Juncal. Numa s...