quinta-feira, 12 de junho de 2014

Faiança fabrico de Estremoz ou Coimbra(?)

Belo e raro prato de grandes dimensões em barro vermelho, esmalte muito branco com buraquinhos no tardoz e pintura monocromática azul claro e aguada.

Ao centro círculo de motivo vegetalista ornado a filete largo em aguada seguido de uma grega, e mais dois filetes um largo, e outro mais estreito.Ao limite do covo uma dupla de filetes finos, seguido de um largo em aguada e na aba reservas de traços a cor forte, cortadas por quatro filetes finos.O rebordo filete mais carregado

Atribuição século XIX.
Comprei-o na feira de Oeiras há anos colado com cola amarela...Uma amiga que há anos anda neste meio alvitrou tratar-se de Estremoz, para mim seria Coimbra (?).
Curiosamente vi um prato de tamanho igual, em que o motivo vegetalista central era igual ao centro deste mas cobria todo o fundo, e a aba não era em reservas sim floral e com o mesmo filete largo em aguada. Uma certeza serem da mesma fábrica, que a vendedora dizia ser Rato(?), da coleção Champallimaud.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

A delícia da loiça "ratinho" de Coimbra

Ora nada que mostrar algumas peças "ratinho"...para variar o olhar.

Hoje neste Dia de Portugal presenteei-me com um "ratinho" ligado à legenda dos afetos!

Um prato falante com a palavra mais doce-, AMOR ao centro. Um encanto à época o pintor seria homem especial, atrevido e amante, estando a palavra pintada a verde seco também carateristico de Coimbra, a lembrar o meu Sporting, a prenda maior,porque poderia ser a vermelho... debruado a filete fino em ocre.
A aba pintada com pinceladas largas em manganês e verde cobre com pequenas em azul alecrim e ainda pinceladas pequenas a ocre. O rebordo a fino filete em  manganês.

Segundo o JS da Oficina da Formiga  de Ílhavo, um amigo de continuidade que muito nos tem ensinado, sobre esta pintura diz " Por cá e nas lides da pintura desta decoração era designada por "murrão", "vamos lá pintar murrão".

Bacia alta como se chama na minha região do Maciço de Sicó, loiça tosca produzida em Coimbra para os camponeses levarem nas safras para o Alentejo e Ribatejo, sendo a loiça mais barata ganhou fama, e o nome da alcunha desse povo assalariado sazonal apelidados de  "ratinhos" .
Esta peça de belas cores em verde cobre, amarelo ocre, castanho forte e azul alecrim para nos alegrar.

A decoração apresenta-se dividida em quatro  reservas por traços em forma de cruz na cor castanho escuro-, variante do manganês, cruzando ao centro com pinceladas ocre e verde que se entrelaçam em jeito de pás de ancora. Na aba as reservas apresentam-se de pintura igual de pinceladas em azul e verde e ao meio em ziguezague ocre. O rebordo apresenta filete duplo em castanho.
Tardoz em massa de textura grosseira com buraquinhos e arrepiados nos esmalte mostrando-se translúcida na cor do verde cobre. Apresenta-se "gateada".
A minha amiga Cristina que no convite que lhe dirigi para almoço, fez o favor do trazer, e vendeu, pois só faz coleção de peças em estado impecável...
Outra bacia mais pequena em estado novo, possível prenda de casamento, o usual na tradição com chouriças ou queijos na oferenda aos noivos, e jamais  estreada.
Espiral fechada a manganês circundada por duplo filete no limite do covo, na elevação um desnível que se
levanta para a aba aberta com florões em ocre esponjados ligados por pinceladas em azul alecrim, manganês e verde. O rebordo com duplo filete castanho
 
O tardoz evidencia homogeneidade em relação à bacia  anterior o que pode ser fabrico já do inicio do século XX, onde não faltam as marcas das trempes.
Covilhete de espiral fechada ao centro em verde sendo apenas pintada metade da aba  que se apresenta decorada com grande florão  ou olho de pavão (?) em esponjado manganês  e no centro  pequenos círculos em azul alecrim e ocres, ladeado por pinceladas em verde cobre e outras mais finas em azul alecrim  e ocre na direção do centro.O rebordo apresenta fino filete azul alecrim. O tardoz com as marcas das trempes, arrepiados e buraquinhos.
Belo exemplar  de um casal amigo.As fotos possíveis na feira.
Decoração apresenta-se figurativo com mulher  de carrapito, tocadora de viola,  sob rodapé numa hélice em azul alecrim,  ladeada por florões em policromia cromática. A aba em pinceladas em manganês e cordões de pontos em verde cobre com esponjados em  verde e ocre. O rebordo em duplo filete manganês O tardoz apresenta-se de textura mais homogénea, embora com buraquinhos, o que pode ser fabrico início século XX.

Agora mais uma palangana, pelo formato agora o diâmetro deverá ser superior a 30 cm, e isso não sei, feito pelos camponeses em olarias familiares, toscas debaixo da linha do caminho de ferro em Coimbra para ganhar mais uns tostões, porque durante o dia trabalhavam as terras.
Textura mais rugosa, deve levar areia tipo grés. Ao centro apresenta um círculo em ocre e no limite do rebordo filete igual. A aba é decorada com ramos de cerejas cerise com folhagem verde. Fabrico século XX anos 20/30.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Terrina de faiança em castanho dourado Fervença(?)

Encontrei esta pequena terrina  mui graciosa  pela pintura e formato airoso que me encantou num estaminé de chão.

Apresenta esmalte com escorridos no pé.
Este formato julgo Vandelli em Coimbra o pintou -, porque o habitual são formatos em redondo e retangular quinado.

Avento fabrico do norte, na zona de Gaia .Curiosamente uma amiga minha  muito conhecedora de faiança, veio cá a casa e aventou ser um peça rara com uma cor fabulosa num castanho  e com as pegas em "cu de galinha depenada " num tom dourado , além da carateristica da tampa com ligeira elevação ao meio, elementos que evidenciam fabrico de Fervença, (?)
Lembram-se num post anterior  -, prato com uma perdiz empoleirada num ramo, atribuo fabrico a norte, apresenta folhagem semelhante pintada  a stencil  tal como na terrina.


Pintura em estampa floral no bojo da terrina e da tampa em cor castanha a meio tinta de ligeiro brilho a dourado, ornada por fino filete tanto  na tampa como na terrina e esta  no pé uma grega entrelaça o filete em tom laranja .
  • A tampa apresenta ligeira elevação ao centro com ramagem relevada em tom laranja. 
As pegas robustas e relevadas apresentam-se num marmoreado fantástico, ornado de filete na pega à terrina.
Só lhe falta a pega
Formato oval o pé faz lembrar a loiça de Alcântara.

As pegas soberbas pela pintura apresentam um buraquinho que geralmente aparecem debaixo das pegas da tampa.



sábado, 31 de maio de 2014

Pia de água benta da Fábrica E.L.A de Aveiro

Pia de água benta  encimada por cara de anjo.
Pintada em policromia em fundo azul claro e debruada a filete fino azul.
A pia com reservas de cruzes intervalada por filetes largos  a vermelho e ocre, e no meio uma circular de bolinhas azuis, em baixo com flores, terminado em bico com  filetes amarelo e vermelho.
O corpo da pia  tem uma bela cruz em amarelo forte estriado com arrepiados a lembrar art déco.


A pintura da cruz é soberba com arrepiados tal como nas ramagens em vermelho a contorná-la





















Produção de Aveiro da Fábrica. E.L.A
1929
Pintor:Valentim
Já vi uma lavanda e gomil deste pintor soberbamente pintada na mesma data.


Curiosamente recentemente apareceram no mercado algumas pias de água benta.
Vi uma Cavaco, pequena 



Ora pendurei-a só para registar a foto debaixo de um covilhete da OAL.

Faiança do norte de Gaia com flor de avenca a imitar o Juncal

Grande prato em faiança com motivo decorativo simples- ramos de avenca. Numa primeira impressão diz-se que é produção do Juncal. Numa s...