terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Fazer o pão, lembrar as raízes...



O meu pai quando mandou fazer um poço, com o barro construiu um forno para mim e minha irmã. Tinha telheiro. Mas não resistiu ao tempo.
Gostávamos de fazer merendeiras de azeite, canela, sardinha, bacalhau e chouriço.
No dia de natal a minha irmã acendeu o forno.
Além do cabrito com batatinhas assadas, aproveitei e assei batata doce, fiz o pão para o repasto e ainda a sobremesa, uma tigelada tão vulgar na Beira Baixa e afinal tão perto de nós.
Amassei a massa num alguidar vidrado verde da Bidoeira, região entre Pombal e Leiria. Muito tradicional da minha terra de adopção.Pormenor do tabuleiro em madeira para tender as bolinhas, faltou o pano branco.
Adorei reviver a profissão dos meus avós paternos Zé do Bairro e Piedade da Cruz que tiveram uma grande padaria, que já vinha de tradição da casa da minha avó.

Painel em azulejo de Coimbra de 1786















Há coisa de 25 anos, ou mais, na feira de artesanato na FIL, vi um jovem de Alhos Vedros a pintar sobre azulejo, usando uma técnica muito interessante que tinha aprendido nas Caldas da Rainha.
Encomendei-lhe este painel com um motivo da minha terra natal,Coimbra .
Usei uma foto de 1786.
Na chaminé ainda se vê o rebordo de um prato faiança de Coimbra com flores garridas.

Lareira com o madeiro de natal



2009
Com a pressa este ano não fiz a árvore de natal
As prendas ficaram a monte desarrumadas ali mesmo junto à lareira
Ao fundo em vermelho o antigo pote de azeite
A barrica de pinho com as alfaias do lume, tenazes, pá, vassoura,abano, fole....
A bacia em cobre da lenha
No chão a tigela em faiança típica do "crescente" assim antigamente chamado à massa de pão com fermento
O pote em barro, assador de castanhas

Oratório e presépio de 2009

O meu presépio

Muito à pressa fiz o presépio à antiga com musgo, fetos e pedras.
Para a cabana usei uma pequena pia que serviu outrora de bebedora a pintos. Comprei-a na feira de Belém.
Trouxe do quintal da casa rural as hastes secas com as bolinhas vermelhas.Da encosta da fonte da Costa trouxe os ramos secos e uma cesta de verga com o musgo.

Como expor chaves antigas



Cabeceiras de móveis em amostragem de chaves antigas
                              Cabeceira da cama do quarto da minha filha

 Painéis em madeira com chaves antigas 



Cabeceira da cama do meu bisavô paterno em madeira onde fiz um chaveiro.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Faianças de Coimbra em peças de coleção

Faianças de Coimbra dos finais do século XIX.





Bacia e gomil onde o meu sogro foi lavado quando nasceu há mais de 80 anos, também herança da avó paterna do meu marido.
Penico herança do meu marido, foi da sua avó Rosa. O requinte da utilização do dourado velho nos frisos .
Escarradeira sem tampa, comprei-a na feira de Setúbal a um cigano,este motivo da hera é carateristico da faiança de Coimbra,  ao lado outra também Coimbrã recebida de herança de um familiar padre, falta-lhe a asinha, uma pintura fina, delicada com verdes ervilhas e cor de rosa inventados pelo químico italiano Vandelli que foi chamado pelo Marques de Pombal para lecionar na Universidade, acabou a fazer faiança na fábrica  do Rossio de Santa Clara, que foi incendiada pelos franceses desertores do Buçaco, depois foi para Gaia comprando a fábrica Carvalhinho.

Amostragem de faianças e vidros














Basicamente tudo comprado em feiras de velharias.
  • A travessa do galo foi comprada na feira de Azeitão.
Pratos pequenos todos da fábrica de "Sacavém", assim como a terrina e a caneca de L.
  • O açucareiro é da fábrica de "Alcântara".
  • O pequeno bule de caldo é uma peça do século xix de "Coimbra", servia para alimentar os bebés e enfermos. Adquiria-a num antiquário junto à Sé de Lisboa há coisa de 20 anos pelo preço astronómico de umas dezenas de contos...
As jarras em vidro comprei-as na feira da ladra, no tempo em que lá apareciam tais raridades, Em pequena parti uma ainda mais bonita e maior que tinha sido herdada pela minha mãe.
Os pratos grandes em faiança da zona de Aveiro foram comprados na feira da ladra por 10 € cada. 
  • A travessa oval faiança da mesma zona, foi comprada na feira de Algés, achámos piada por ter uma mensagem inscrita alusiva à Fig da Foz, terra onde passámos 14 Atais e dos quais tenho grandes recordações.
Praticamente todas rondaram os 10€ cada peça.
Ainda duas pequenas peças cremes com rebordo dourado de Coimbra.
  • Um tabuleiro bordado a ponto de Castelo Branco que a minha irmã me ofereceu.
Há, o prato pequeno com motivos azuis e a chupeta , são peças em porcelana chinesa, conseguem identificá-la? compradas num estaminé no chão da feira da ladra.
 

Terrina de porcelana Sarreguemines



Terrina com marca Sarreguemines com coroa, cor verde.
Fabrico frances.
Comprei-a na feira da ladra com o naperon em "ponto cruz" .
O conjunto de saleiro, pimenteiro e molheira adquiri-os num antiquário, são de "Sacavém" que mais tarde copiou o desenho francês.



Azeitoneira 






Porcelana francesa. Sarreguemilles
Cremeira.
Comprada na feira de Paço d'Arcos .
Pena não ter a tampa.

Artesanato de felpo de Nisa















Fui a Nisa de propósito para escolher os painéis.
  • Substitui-o por este que fiz à laia do lenços dos namorados com uma lenga lenga alusiva às avós-, minha e do meu marido, por via dos roubos.
 
  • Este tem semelhança a resquícios de um hipotético brasão de família. Para rir, esta casa com 80 anos pertenceu a pessoas muito honestas e trabalhadoras,remediadas, de olhos azuis, daí a tonalidade escolhida para o fundo do painel...

Aprecio este tipo de artesanato, outro maior lá comprado .
O suporte em madeira comprei-o numa dessas casas em promoção com
peças espectaculares.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Pés de suporte para arcas



Comprei-os numa loja de coisas velhas e cheiros nauseabundos. Estavam em muito mau estado. Restaurei-os e com o resto de tintas das camas - diferentes, o azul por ser para metal ao não aderir ficou com o aspecto pipo laivos, que achei interessante.A arca é da minha filha oferecida pela minha irmã quando ela nasceu. Na altura forrei-a toda com chita e guardava lá os brinquedos.



 Outros pés de madeira noutra arca.

Móveis altos e estreitos em madeira


Comprei dois móveis estreitos e altos para servirem de mesas de cabeceira. Numa daquelas casas que agora há com toxicodependentes que ficam com os pertences de quem parte para o além.Acontece que o espaço nos quartos da casa rural é muito pequeno. Fiquei desfraldada. Aproveitei-os para a sala.



Muitas peças foram furtadas - a travessa pendurada tipo hexagonal em faiança com um desenho incomum e as leiteiras e  açucareiros.

Faiança do norte de Gaia com flor de avenca a imitar o Juncal

Grande prato em faiança com motivo decorativo simples- ramos de avenca. Numa primeira impressão diz-se que é produção do Juncal. Numa s...