segunda-feira, 7 de abril de 2014

Sacavém Coroa na molheira em formato de terrina

Para os amantes da Loiça de Sacavém
  • Bela molheira em formato de terrina que comprei na feira de Setúbal.
  • Apresenta-se a peça composta por três peças:travessa, terrina com tampa e concha

Pintura policrimada  de flores que parecem violetas c atons de lilás com folhas verdes encimadas por cordões de grinaldas de verdura com florzinhas amarelas a revestir as abas da tampa, terrina, travessa e concha.
Rebordos recortados pintados a filetes dourados. 
Pegas deliciosas com dourados.
A travessa na graça relevada nos redondos com dourados tal como a pega do tampo em relevo.
  • A terrina por ter sido usada revela patine da gordura que a escurece mas que pode ser limpa

  • Marca impressa na textura da massa com a coroa do tempo que a fábrica foi de um conde
 
  • Inegavelmente peça para colecionadores

As fotos foram as possíveis na feira.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Vista Alegre e as camélias pintadas entre 1852 a 1869

Desta vez não deixei ficar na banca a chávena da Vista Alegre  por 5€, embora a chávena apresente um "cabelo e o ouro do prato envergonhado" como a ele se referem os antiquários...

  • Conjunto gracioso. No Museu dos Biscainhos existe um serviço igual de asas mais requintado
  • Marcada V.A. em azul mufla usada entre 1852-1869, com quase 150 anos... 
  • Pétalas de camélias...
  • Incrível a ter encontrado, no olhar senti a sussura para a trazer comigo...

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Enfusa de faiança policromada fabrico do norte(?)

Encontrei esta grande enfusa de faiança  na feira da ladra que não resisti a comprar apesar de esbeiçada no bico que já pintei, e no pé.
Apresenta-se de esmalte homogéneo em policromia cromática que se estende pelo bojo em arranjo floral  de grande flor ao centro com pétalas em formato de coração em rosa e olho amarelo de onde irradiam ramagens dispersas de folhagem pontiaguda em castanho claro e rosa com  pontinhos e folhas de agrião em verde forte, fechando o desenho com flores mais pequenas em azul claro de olho amarelo e outras em amarelo torrado , encimadas por largo filete em verde desmaiado e outro fino em rosa. Junto do rebordo três filetes em rosa e o bico pintado a azul, que julgo foi restaurado.

As folhas de agrião  as que tenho visto são pintadas em verde ervilha e os pontinhos foram muito pintadas  por Coimbra  e Vilar de Mouros.
O pé evidencia fabrico norte ou Coimbra (?) porque o que tenho visto fabrico de Darque  o pé é diferente, mais largo.
  • Possivelmente fabrico início século XX e do norte.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Faiança com casario em verde com marca "3" de Coimbra (?)

Comecei por namorar esta terrina sem tampa numa loja de velharias , para mal dos meus pecados de porta fechada em vários dias...Até que numa tarde de sol , triste em jeito remediada, na solidão, passei de novo estando a porta aberta entrei, e a comprei.
A decoração em tom monocromático verde  e aguada desmaiada apresenta-se no casario  em perspetivas várias: telhados de apenas uma água e com duas, vistos de frente e de lado , envolto por arvoredo do lado direito, e palmeiras do lado esquerdo, sob rodapé esponjado.
Poderá ser fabrico finais do século XIX de José Reis  Alcobaça (?) atendendo às semelhanças da aguada do rodapé da vegetação à esquerda e outras.
Foto de um prato da coleção do Dr.Jorge Sampaio
Uma nota a destacar: nesta terrina o pintor vincou os ramos da árvore e na de cima não
As pegas decoradas na dupla de filetes em paralelo e um traço sobre elas na meia altura. Rebordo do bojo da terrina e do pé debruada com filete fino.
Interessante é constatar que a peça foi inicialmente passada num esmalte branco -, notório junto das pegas os escorridos, depois mergulhada noutro esmalte que chamo cor de grão para lhe dar aspecto que se conhece na faiança numa determinada época.
Curiosamente no fundo tem impressa na textura da massa o algarismo "3" seguido de três pontinhos, como se fossem reticências...
Pois sobre a numeração nada sei. O que sei tenho outras duas terrinas, aparentemente com o mesmo motivo de casario com envolvências diferentes , sendo que uma tem gravada na massa o nº "1" e a outra o nº "2". Tema que nos pode levar a conjeturar hipóteses...
Possivelmente será a diferença no motivo a atribuição da numeração...Acho que não. Numa feira vi uma  quarta terrina, completa, maior que as minhas três, tinha impressa o nº "1" motivo pintado a azul .
  • Pois não sei explicar, e esta última aquisição ainda por cima com as reticências...
Da net retirei esta foto, apesar da paisagem ser diferente, a cor  do esmalte e os traços nas pegas  e no pé são iguais
Pega tipo flor de liz
 Parte da coleção do Museu Dr Jorge Sampaio em Alcobaça com peças atribuídas a José Reis
Há muita semelhança no desenho com esta terrina.
Ora fico dividida sobre o  fabrico , pelo menos a minha  terrina por ter impressa a numeração aventa ser já elaborada em fábrica feita  por molde e não olaria(?) .
Será que  José Reis  em Alcobaça  já assim trabalhava ?
Esta última terrina o rodapé apresenta-se em bicos como em Coimbra se pintaram e noutras fábricas como Miragaia e Cavaco.
Fabrico de Coimbra (?) a minha pelas evidências do barro vermelho  e do esmalte amarelado e a da  net,  José Reis Alcobaça(?),  tempo o dirá!

quinta-feira, 27 de março de 2014

Alcobaça OAL (?) na decoração de trajes populares

Comprei estes pratos ao meu amigo Fontinha na sua banca repleta deles de vários tamanhos.Ao escolher dois mais pequenos, porque na decoração os acho com mais graça, no rol da conversa, a dispersão, e com isso escolhi  de marcas de fabrico esborratadas...
  • Já anteriormente fiz um post sobre esta decoração em pratos grandes de trajes populares, vastamente pintado por Alcobaça e Aveiro-, pela sorte de estarem assinados,com isso a certificação deste opinar verdadeiro sem margens de dúvida.
No 1º prato o motivo central com um casal a dançar, pescador e varina vestidos em policromia, no 2º um casal saloio. No rodapé um coração raiado e sobre eles simbolo do amor duas pombas a segurar um coração mais pequeno. A barra no 1º mais cheia com as ramagens de flores em policromia verdes, azuis claros, amarelos e castanhos ornada a filete fino na orla do rebordo na dupla de amarelo e castanho , no prato mais pequeno a barra se mostra menos esplendorosa, apenas com 4 ramagens e sem a cor  azul.





  • Os dois pratos na diferenciação de tamanhos e do motivo central

  • Tardoz marcado, as marcas da fábrica estão impercetíveis, apesar de saber que são produção de Alcobaça, vi os outros que estavam na banca da mesma casa onde todos vieram.
  • Se alguém tiver algum prato com esta marca percetível agradeço a partilha
 
  • Gentilmente o meu amigo JS da Oficina da Formiga enviou-me estas fotos, a marca é muito semelhante, só falta descodificar a fábrica -, julgo seja OAL(?). Tenho uma taça com esta marca castanha noutra casa vou clarificar, mas sim julgo seja.
São amorosos pela riqueza criativa dos trajes populares e pelo simbolismo do AMOR que encerram!

terça-feira, 25 de março de 2014

Prato oitavado com naipe de carta de póquer

Descobri este prato num estaminé de chão. Há mais de um ano vira outro idêntico que a vendedora fazia à  minha amiga que me acompanhava a módica quantia de 40€, pois pedia  ao público muito mais.
  • O que me fascinou no imediato nesse prato foi o formato quinado e ao centro uma Cruz -, o que me pareceu -, por ter na memória a visualização de  uma esculpida em pedra num portal de uma mina d'água , que me parecia igual e com ela andava às voltas para saber a Ordem a que pertencia. 
Hoje penso que estava enganada. Mostrei o prato ao Pedro  a quem comprei uma travessa, que me alvitrou ser um naipe de póquer...
  •  Visiveis arrepiados no esmalte nos cantos do rebordo pelas impurezas da argila.
  • O tardoz apresenta-se brilhante, ao centro amarelado como se vê noutra faiança atribuida a Coimbra.
  • Fabrico entre finais do século XIX, início do XX.
  • Segundo o Pedro num catalogo de leilões em tempos apareceu um prato destes atribuído a fabrico de Coimbra. 
  • O autor revela-se no formato e na temática decotativa pessoa criativa à época  em dignificar com arte uma peça de faiança que bem poderia ter honras de exposição, seja pela forma oitavada tão usual no formato de travessas que se mostra em prato bela, moderna, de textura leve de bom esmalte numa arte , a do jogo de póquer, quiçá praticado pelas senhoras da nobreza (?).


A decoração central é representada por uma carta do naipe de "paus" delimitada por ramos de flores em policromia, de rebordo oitavado delimitado por fino filete em azul e outro mais grosso em vermelho no rebordo, antes do covo.
 
Temática de novo pintada no periodo Art Déco


Cinzeiro  anos 50 da Fábrica Aleluia de AveiroFoto retirada http://modernaumaoutranemtanto.blogspot.pt/2012/02/cinzeiro-anos-50-modelo-630-aleluia.html


Faiança do norte de Gaia com flor de avenca a imitar o Juncal

Grande prato em faiança com motivo decorativo simples- ramos de avenca. Numa primeira impressão diz-se que é produção do Juncal. Numa s...