quinta-feira, 18 de julho de 2013

Grés porcelânico e porcelana China variada

Hoje  mostro produção China.
Lamentavelmente no domingo não comprei, estupidamente , uma tampa de terrina grande, impecável ,com uma pega em botão-, qualquer coisa de extraordinário. Julgo que foi a tonalidade rosa que não me encantou no pequeno impacto...
 
  • Na feira da ladra vi este pires de aba levantada diferente dos normais direita-, prendeu-me a atenção e perguntei o preço, ainda o vendedor não me tinha dito, eis que encontrei a chávena, voltei a perguntar o preço das duas peças.

O vendedor estava hirto no pensar ...
Agachada no estaminé de chão, levantei-me, disse-lhe -, já deixei de lhe comprar porque além de careiro olha para mim para fazer o preço, coisa que não gosto...
  • Sorriu no seu ar maduro, responde -me..." é malandreca ... é que ainda agora vendi um conjunto de cinco a uma senhora, nem ela nem eu vimos, nem o prato nem a chávena,logo atrás chega a senhora ,vê logo os dois, apesar de não estarem juntos..."
Decoração  em dourados e rosa-, de flores e grinaldas ornadas a filetes em dourado na chávena por dentro e por fora e junto do pé. O prato apresenta um minúsculo círculo ao centro e em toda a aba.


Este tipo de chávenas  e pires datam de final do século XVIII e princípio do séc. XIX muito usadas na Europa onde outras fábricas as imitaram.
  • Pasme-se bebia-se o chá no pires - para arrefecer mais depressa ...por isso é côncavo na aba- leva o mesmo que a chávena.Testei, claro!

  • Foto retirada do blog da Maria Andrade  por ser muito colorida com o samovar . 
  • Temática  do chá  sorvido do pires elaborou um excelente post 
  • http://artelivrosevelharias.blogspot.pt/
Na feira de Setúbal encontrei esta gracinha em grés em saldo, e que saldo.
  • Gostei da espiral fechada no centro do pires, tal como a decoração no tardoz. 

  •  Uma peça retirada do Matriznet em grés porcelânico.


Pote - Local de Execução: China
Datação: 1573 d.C. - 1619 d.C. - Dinastia Ming, período Wanli
Matéria:Grês porcelânico
Técnica:Pintura sob vidrado
Descrição:Pote com quatro asas relevadas e estriadas, montadas à volta do colo, decoradas com um motivo floral em relevo. O pote foi feito e montado em duas partes, sendo a junção perceptível a meio do bojo com duas circunferências a azul que dividem o tema decorativo. A decoração a azul cobalto apresenta motivos florais que se assemelham a peónias na parte inferior do bojo, na superior encontramos duas grandes aves, canas de bambus e crisântemos.

  • Também na feira da ladra há anos encontrei este prato partido e muito mal colado. 
  • A decoração relevada em policromia é fantástica com borboletas, pássaros e flores.Fundo esmalte verde claro ornado a filete fino na aba em cor de camarão. Marcado
  • Noutro dia  encontrei este mais pequeno, na mesma decoração e impecável.Também marcado.

Vi peças iguais no  SITE    Antique and Vintage China, Porcelain, and Pottery 

Antique Chinese export Rose Medallion plate circa late 1800s. This celadon plate is hand painted in the traditional Rose Medallion palette which includes birds, flowers, bugs, and butterflies or moths. This plate measures approx. 10" across.



Numa feira de Algés na banca da D. Maria no chão estava este prato com motivo cantão numa cor que nunca tinha visto-, estalado, e uma esbeiçadela na aba.

  • Também na feira da ladra há coisa de 30 anos comprei esta chupeta


Espero que tenham gostado!

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Fábrica Cavaco em Gaia (?)

  • Relembrando Aquilino Ribeiro  no livro -, Os ladrões das almas  
 "Num ápice vasculhava caçoilas e tachos, arranjando um bazulaque com que atestava uma almofia em que os pequenos se atufavam até às orelhas." 
  • Subentende-se almofia como sendo um pequeno alguidar onde se lava a cara -, na verdade esta apresentada serve na cozinha.
  • Almofia - quis a teimosia no lembrar os árabes dar para hoje chamar o nome à pequena -, taça, bacia ou pequeno alguidar baixo de boca larga de barro vidrado pelo seu verdadeiro nome ancestral.

  • Tardoz evidencia que o fabrico não é Coimbra nem Alcobaça -, antes norte
    Prato cuja flor tem muita semelhança atribuído à Fábrica Cavaco à almofia


Comprei-a na feira de Oeiras ao Mário.
Apresenta ao centro decoração floral em policromia -, em pintura manual típica da Fábrica Cavaco finais século XIX. O rebordo da aba apresenta filete azul seguido de grega em manganês.

sábado, 13 de julho de 2013

Faiança de Coimbra (?) em nova amostragem

  • A faiança de Coimbra do século XIX julgo nunca foi muito estudada e deveria. 
Ora nesse espaço de tempo -, que é grande, havia muita laboração de  cerâmica em Coimbra , em meados do séc XIX haviam 14 fábricas em laboração, sendo 7 de barro branco e o mesmo número de barro vermelho. Acredito devia ser régio cada uma delas ter o seu preceito de pintura em determinado período de tempo, só inovado com mudança de novos pintores, também do preceito do fazer as tinas das cores -, se havia fartura ou não de produtos para as fazer, e ainda as novas decorações que viam e copiavam, além de novas técnicas quer de fabrico, pintura e cozedura. Se juntarmos as várias técnicas diferentes de fazer as peças fosse à  roda ou em formas -,fácil é concluir que se  apresentam com texturas diferentes e de peso, homogeneidade e substanciais diferenças no  esmaltar e num perímetro substancialmente pequeno da cidade .
Tudo porque o fabrico era em série para escoamento das feiras, realizar dinheiro.

  • Por isso a diversidade e a difícil catalogação atendendo ao fabrico de faiança em série -,só em períodos específicos de produção com o Brioso e o Vandelli foi mais aperfeiçoada  segundo os especialistas.
Por exemplo  é sempre fácil abordar uma peça assinada. Já de outra sem qualquer marca são poucos os que se atrevem a especular para deslindar a sua origem. Interrogo-me porque razão isto acontece com gente muito inteligente, de cariz erudito, com muita cultura -,só vejo uma saída - insegurança (?) ora a ambivalência neste meio da descoberta quanto a mim se for doseada é interessante ser especulada. 
  • Tomo como exemplo duas peças com o mesmo motivo, uma assinada  e  a outra não, e com poucas semelhança -, quem as aprecie na maioria são levados a dizer que a não marcada não será da mesma fábrica...e, o fato é que podem ser as duas. Porquê? Não se pode descuidar o que atrás foi escrito: analisar a época de fabrico -, cada fábrica laborou X anos, durante esse tempo pintou vastamente um motivo de formas diferentes ( galos, flores, peixes, cantão, casario) atendendo aos ingredientes usados nas cores -, abuso de mais cobalto, ou menos, até de novos pintores, do tipo de esmalte usado, mais melado ou menos ,mais estanho ou não, do tipo da cozedura, do tipo de lenha, se o forno estava quente demais...enfim...muitos SeSeSeSeS....
Não sei se consegui ser suficientemente explicita. Tentei, ao querer dizer que é sempre difícil a atribuição, mas não podemos simplesmente baixar braços e ser céptico, dizer sim ou não, ou mesmo nada! 
Depois, não é vergonha nenhuma hoje se aventar uma atribuição, e mais tarde com mais estudo mudar de opinião. A faiança é uma ciência viva que estará sempre em constante mutação -, por isso é o maior desafio e fascínio que ela me dá a cada dia, sem dúvida apaixonante.
  • Hoje apresento três peças
Prato de grandes dimensões-,34 cm. Sejam os escorridos do esmalte no tardoz, o esmalte, a decoração, a textura ,homogeneidade,  e as cores aventam para fabrico de Coimbra.
Apresenta-se "estalado" possivelmente pela aranha de arame muito mal feita que trazia.
Agora a "estória" do prato...viu-o juntamente com outro do mesmo tamanho na feira de Oeiras-, o meu marido não gostou deles e claro não os comprou. Fomos à praia, ao sol arquitectei um plano para conseguir comprar um pelo menos-, na verdade tinha gasto quase todo o meu dinheiro na feira...assim quando decidimos ir almoçar eu disse que queria ir almoçar a outro lado que não aonde ele pretendia ir...claro sem chatices deu-me o dinheiro. Almocei e em correria fui à feira e comprei o prato!
Ornado perto do limite do covo  e no rebordo por filete  fino em manganês.
Dois filetes mais largos em azul limitam uma decoração esponjada na aba e no covo bastante pronunciado.
Voltei da feira feliz com o prato na mão, fui ter com ele que ainda esperava pelas favas...disse-lhe que tinha poupado no almoço para comprar o prato...
Depois porque estava calor fizemos o que a maioria tinha feito-, escolher uma sombra de palmeira onde nos deitámos na relva do jardim. Entretanto mostrei o prato e gostou dele-, no imediato reforcei que tinha ficado com pena de não poder trazer o outro...levantei-me num instante quando disse, vamos voltar à feira...
Voltámos, e comprou-se o prato!
  • Pedi desconto...que não me fez, claro lancei uma "praga, sendo gordo... Deus queira que engorde mais um quilo..."  até o Nuno outro vendedor que estava ao lado se riu!
Disse-me que a dona deles era alentejana.


Ao centro um ramo de flores em azul e ramagem verde ladeado em circulo a manganês e outro mais largo em rosa velho que no inicio da aba se repete. A aba em esponjado castanho claro
Este prato trazia também a aranha muito mal "enjorcada"  vinha colado com cola de contato na aba...tive de o descolar e tentar fazer o melhor.

Estes pratos de grandes dimensões são extraordinariamente belos pela grandeza e imponência. Davam-lhe o nome de prato de Casamento e neles ia a oferenda, fossem chouriças, queijos,talego de farinha, milho ou...

Não eram pratos de uso diário, só em casamentos a servir de travessas, o hábito de  os emprestarem. Nas casas mais abastadas no verão nas eiras quando o pessoal andava de roda da debulha do trigo ou do milho vinham pela tardinha com um prato destes cheio de arroz doce de onde todos na sua roda o comiam.
  • Estes pratos nunca foram usados. No azul vou oferecer um arroz doce quando fizer uma festa na casa rural! E no outro alguma coisa há-de ser.
O prato  que vou apresentar por último já o tenho há mais de 30 anos, veio de Castanheira de Pera, aliás eram dois iguais, a minha irmã deu sumiço ao dela ou alguém...
  
Apresenta decoração floral com ligação por grinaldas pintado a estampa em azul ao centro e aba.  
  • Quanto ao fabrico tanto pode ser 
Fábrica do Rossio de Santa Clara que foi de Vandelli
Fábrica  de Joaquim Alfredo Pessoa
Fábrica das Lages de António Benito

Perguntam e bem, o porquê?
  • Porque estas três fábricas produziram loiça recortada no rebordo-, não sei se mais!

O tardoz é muito semelhante aos grandes na forma como evolui do fundo para o covo e aba

terça-feira, 9 de julho de 2013

Fábrica de Campolide mostra de peças

A fábrica de Campolide foi fundada pelo Visconde  José de Sacavém em 1896.
Os proprietários Casimiro José sabido e Irmão.
Produzia loiça e azulejos.A primeira fornada ocorreu a 8 de Setembro de 1901 sendo uma das peças uma bilha de barro vermelho com a data gravada feita pelos irmãos Sabidos.
Em 1902 começaram a produzir azulejo.
  • Segundo o livro de José Queiroz são raras as peças assinadas.
  • Agradeço a cortesia dos colegas com a amostragem de três peças das suas bancas
Jarro ou enfusa na banca do Nuno que fotografei na feira da ladra e voltei a ver em Oeiras



  • Na banca do Pedro e do André de Sintra  na sua 1ª vez na feira de Setúbal estas duas peças
Guarda jóias pintado com a caravela o símbolo do tempo glorioso das descobertas -, quis renascer na década de 40 . Também foi pintado pela fábrica Constância , Santa Anna e,...

Jarrinha. Este modelo decorativo já tinha visto igual.


Prato coberto da Fábrica de Alcântara

Encontrei duas peças da Fábrica de Alcântara na banca do Pedro e do André na sua 1ª vez na feira de Setúbal. 
Mas afinal só a primeira é certeira!
  • Um prato coberto sem tampa -, Motivo Paisagem .
  • Ao centro decorado em tom monocromado a verde de casa  de campo com um homem encostado à vedação de madeira -,tudo ladeado por dois troncos e ramagens de árvores.
  • Um dos cantos encontra-se partido, levou "gatos" que tiraram à posterior, no tardoz vêem-se os buracos e a ferrugem dos mesmos ao longo dos anos.
  • Tardoz com as marcas dos "gatos" e o carimbo da fábrica de Alcântara.
  • As pegas apresentam-se relevadas 
Comprei também esta base de sopeira  que apresentava manchas ao centro e depurei em limpeza. Mas não é loiça de Alcântara, sim o modelo Minerva de fabrico belga. 
Motivo que se confunde com o "Mundo".

O tardoz do prato Minerva só apresenta uma numeração e duas letras-, o Pedro afiançou se tratar de Alcântara...Debalde é estrangeiro.
Aqui ficam as fotos para melhor aprendizado.
  • Na depuração o tardoz ficou manchado...tem de voltar à limpeza um dia destes!

terça-feira, 2 de julho de 2013

Faiança de Aveiro casario pintada à lastra

Pequena travessa graciosa pintada à mão de aba relevada feita à lastra pintada com casario verde
  • Escolhi-a na banca da minha minha amiga Isasay depois de lhe ter ofertado um penico e uma toalha em linho.
  • O motivo central sobejamente conhecido por casario ou inspiração oriental com o típico pagode bordajado por salgueiros e pessegueiros, ainda no alto da torre a bandeirola símbolo de riqueza dos chalets dos primeiros emigrantes enriquecidos no Brasil que construíram acima de Coimbra.
A travessa foi pintada no motivo central à mão em tom verde ervilha.O fundo revela uma tonalidade cor de rosa mais predominante nos relevos da textura da aba.


Tardoz da travessa que posto
Do lado direito do pagode(?) há uma vegetação com dois ramos descaídos com folhagem que me chamaram à atenção. No dicionário de marcas há uma marca atribuída a CAMINHA cujo símbolo eram dois ramos entrelaçados muito semelhantes a estes - com data de 1846/54 - atribuído à fabrica José Martins Rua.Se juntar que os irmãos Ruas ou Rua pintaram à imagem da faiança de Coimbra e de Darque onde trabalharam.Também as cores predominantes eram precisamente o verde ervilha e o rosa .
  • Mas não se trata de faiança de CAMINHA -, sim de AVEIRO
Das fábricas : Prantos e Moreira Lda ou Fábrica das Leirinhas de Manuel Vitória.

  • O meu bom amigo Jorge Saraiva, na estima aprecio o trato JS da Oficina da Formiga em Ílhavo enviou-me esta mensagem no facebook que transcrevo:
...em relação à travessa que postou, envio uma igual (?) feita aqui em Aradas pelo pintor António Carvalho, que também pintava Cantão ou China (designação usual para o desenho da travessa que postou), mas não encontrei nos meus parcos arquivos o mesmo desenho, por isso, deixo-lhe mais estes dados.
  • A fábrica era a João Gomes Gonçalves da Vitória, Lda (de alcunha o "Jarreto") em Aradas.
  • Também num dos seus posts do ano passado referiu esta família, que até hoje ainda está ligada à cerâmica pela Primus Vitória, SA:
"Há conhecimento da existência de oficinas de olaria em Aradas pelo menos desde finais do século XIX.
  • Em 1923, Manuel Gonçalves da Vitória e Manuel Gonçalves Vitória Machado constroem em Aradas a primeira fábrica de louça branca . Anos depois em 1931 foi dissolvida.
  • Nesse mesmo ano João Gonçalves Machado fundou nova fábrica nas Aradas e Manuel Gonçalves Vitória Machado veio a fundar outra em 1955.
  • Ao longo da década de 30 apareceram ainda as fábricas de louça de João Vitória e João Moreira."

Segundo o meu pai, na sua opinião ambas as peças -, a minha e a que postou foram feitas à lastra  terão sido produzidos numa das empresas:
Prantos & Moreira Lda  de Aradas
Fábrica das Leirinhas de Manuel Vitória.
  • Em Aradas existiam muitas pequenas unidades e poucas marcavam as peças-, faziam louça barata e pobre em termos de decoração (os esponjados por exemplo)
Peças feitas à lastra - o processo é simples, basta ter um molde em gesso da parte interior do prato ou travessa e fazer uma lastra de pasta com rolo da massa. Depois elevar a lastra feita e colocá-la sobre o molde de gesso. Calcar a lastra com uma "boneca de pano com o interior em esponja ou pano" para fazer contactar bem a lastra de pasta com o molde. De seguida recortar pelo perfil do molde e se for para levar frete, faz-se um rolinho de pasta  que se coloca no perímetro onde se pretende que fique -, unir com os dedos para que este faça parte integrante da peça e deixar secar lentamente. Quando ganhar a consistência de couro e já tiver retraído e descolado do molde, retira-se deste (que irá ser usado novamente) e fica a fazer a secagem final.É um processo para produção de pequenas quantidades de peças ou usado em oficinas com pequenos recursos.

  • Claro que o Cantão por estes lados de Aveiro foi pintado principalmente em azul...
  • Fotos de chapas em folha de Flandres?

Era muito fácil e rápido copiar (chapar, como se pode designar) estas formas para o fabrico em série.
  • Citando o comentário do JS
" Apercebi-me agora da confusão sobre chapar uma peça. Esta designação tem a ver com copiar um modelo (formato) de uma peça. Se alguém quer produzir uma peça para ficar igual a outra já existente, um modelador terá de manufacturar um modelo em gesso com as compensações de tamanho (dependendo do tipo de pasta que irá ser usada [faiança, grés ou porcelana])por causa das respectivas retracções (diminuição de tamanho que a peça irá sofrer no seu processo de fabrico, que são diferentes para cada tipo de pasta). Assim o modelo novo terá de ser maior, para que no final se obtenha a peça no tamanho igual ao pretendido. 
Quando se deseja obter uma peça igual, mas podendo ser mais pequena no seu tamanho, usa-se a própria peça como modelo, sabendo que depois se irá obter uma peça mais pequena e que os relevos que eventualmente esta tenha, no final, irão ficar menos salientes ou disfarçados. 
É um processo mais rápido e mais barato a que se designa, na gíria, de chapar uma peça.."
  • As "chapas" normalmente em Aveiro chamam-se estampilhas. Se bem que em diversas fábricas faziam-se em chapa (folha de flandres) e eram usadas para pintar com aerógrafo, como na Fábrica de Sacavém.
  •  A travessa com o motivo do moinho foi pintada pelo Mestre Flamínio Reis em 1968.
  • A travessa que o JS gentilmente enviou é de fabrico mais recente com um motivo mais minalista e pelo vidrado que se apresenta esquartejado, enquanto a minha pelo esmalte e pintura é seguramente será mais antiga década 20/30/ (?).
  •  Tem em comum a textura relevada da aba feita à lastra , os recortes do bordo e o frete no tardoz.

Interessante é constatar que  até reparei e escrevi que a bordadura da aba se apresenta  ondulada e relevada - graciosidade que viria a ser inspiração depois na porcelana Vista Alegre, para onde foram trabalhar alguns oleiros após terem fechado as fabriquetas onde laboravam.
  •  Seguramente a travessa é fabrico de Aveiro-, vem mais uma vez engrandecer o fabrico de loiça  que já era vasto, agora ainda mais graças ao JS se descobriu a sua origem erradicando o norte como centro de produção. 
Em baixo um covilhete de fabrico de Coimbra onde se notam evidencias de copianço na cúpula.
Jorge Saraiva, o seu contributo é sempre uma mais valia para o conhecimento da  nossa faiança .
  • Aveiro está a crescer na descoberta com mais duas fábricas e mais esta particularidade de "peças feitas à lastra" que já vi no matriznet várias designadas produção (?) norte.
Assim a sua terra dá cartas na busca da verdade desta verdade que é conhecer a nossa faiança. 
Gosto de opinar dando sugestões com interrogação, tenho errado, e vou alterando sem vergonha ou complexos -,antes fico orgulhosa de ter bons amigos que me ajudam , ensinam e partilham a sua sabedoria como o JS. 
  • Bem haja meu amigo extensivo ao seu querido pai-, um homem sábio que sei trabalhou em fábricas destas, acabando na de S. Roque-, espero não ter cometido uma inconfidência. Acho oportuno rematar o post com a sabedoria de um homem artificie -, que sabe o que diz, e claro o filho seguiu-lhe as pisadas.
  • Adorei o carinho da sua mensagem...logo o meu  "velhote" vem cá a casa, vou-lhe mostrar as fotos...

Faiança do norte de Gaia com flor de avenca a imitar o Juncal

Grande prato em faiança com motivo decorativo simples- ramos de avenca. Numa primeira impressão diz-se que é produção do Juncal. Numa s...