terça-feira, 9 de julho de 2013

Fábrica de Campolide mostra de peças

A fábrica de Campolide foi fundada pelo Visconde  José de Sacavém em 1896.
Os proprietários Casimiro José sabido e Irmão.
Produzia loiça e azulejos.A primeira fornada ocorreu a 8 de Setembro de 1901 sendo uma das peças uma bilha de barro vermelho com a data gravada feita pelos irmãos Sabidos.
Em 1902 começaram a produzir azulejo.
  • Segundo o livro de José Queiroz são raras as peças assinadas.
  • Agradeço a cortesia dos colegas com a amostragem de três peças das suas bancas
Jarro ou enfusa na banca do Nuno que fotografei na feira da ladra e voltei a ver em Oeiras



  • Na banca do Pedro e do André de Sintra  na sua 1ª vez na feira de Setúbal estas duas peças
Guarda jóias pintado com a caravela o símbolo do tempo glorioso das descobertas -, quis renascer na década de 40 . Também foi pintado pela fábrica Constância , Santa Anna e,...

Jarrinha. Este modelo decorativo já tinha visto igual.


Prato coberto da Fábrica de Alcântara

Encontrei duas peças da Fábrica de Alcântara na banca do Pedro e do André na sua 1ª vez na feira de Setúbal. 
Mas afinal só a primeira é certeira!
  • Um prato coberto sem tampa -, Motivo Paisagem .
  • Ao centro decorado em tom monocromado a verde de casa  de campo com um homem encostado à vedação de madeira -,tudo ladeado por dois troncos e ramagens de árvores.
  • Um dos cantos encontra-se partido, levou "gatos" que tiraram à posterior, no tardoz vêem-se os buracos e a ferrugem dos mesmos ao longo dos anos.
  • Tardoz com as marcas dos "gatos" e o carimbo da fábrica de Alcântara.
  • As pegas apresentam-se relevadas 
Comprei também esta base de sopeira  que apresentava manchas ao centro e depurei em limpeza. Mas não é loiça de Alcântara, sim o modelo Minerva de fabrico belga. 
Motivo que se confunde com o "Mundo".

O tardoz do prato Minerva só apresenta uma numeração e duas letras-, o Pedro afiançou se tratar de Alcântara...Debalde é estrangeiro.
Aqui ficam as fotos para melhor aprendizado.
  • Na depuração o tardoz ficou manchado...tem de voltar à limpeza um dia destes!

terça-feira, 2 de julho de 2013

Faiança de Aveiro casario pintada à lastra

Pequena travessa graciosa pintada à mão de aba relevada feita à lastra pintada com casario verde
  • Escolhi-a na banca da minha minha amiga Isasay depois de lhe ter ofertado um penico e uma toalha em linho.
  • O motivo central sobejamente conhecido por casario ou inspiração oriental com o típico pagode bordajado por salgueiros e pessegueiros, ainda no alto da torre a bandeirola símbolo de riqueza dos chalets dos primeiros emigrantes enriquecidos no Brasil que construíram acima de Coimbra.
A travessa foi pintada no motivo central à mão em tom verde ervilha.O fundo revela uma tonalidade cor de rosa mais predominante nos relevos da textura da aba.


Tardoz da travessa que posto
Do lado direito do pagode(?) há uma vegetação com dois ramos descaídos com folhagem que me chamaram à atenção. No dicionário de marcas há uma marca atribuída a CAMINHA cujo símbolo eram dois ramos entrelaçados muito semelhantes a estes - com data de 1846/54 - atribuído à fabrica José Martins Rua.Se juntar que os irmãos Ruas ou Rua pintaram à imagem da faiança de Coimbra e de Darque onde trabalharam.Também as cores predominantes eram precisamente o verde ervilha e o rosa .
  • Mas não se trata de faiança de CAMINHA -, sim de AVEIRO
Das fábricas : Prantos e Moreira Lda ou Fábrica das Leirinhas de Manuel Vitória.

  • O meu bom amigo Jorge Saraiva, na estima aprecio o trato JS da Oficina da Formiga em Ílhavo enviou-me esta mensagem no facebook que transcrevo:
...em relação à travessa que postou, envio uma igual (?) feita aqui em Aradas pelo pintor António Carvalho, que também pintava Cantão ou China (designação usual para o desenho da travessa que postou), mas não encontrei nos meus parcos arquivos o mesmo desenho, por isso, deixo-lhe mais estes dados.
  • A fábrica era a João Gomes Gonçalves da Vitória, Lda (de alcunha o "Jarreto") em Aradas.
  • Também num dos seus posts do ano passado referiu esta família, que até hoje ainda está ligada à cerâmica pela Primus Vitória, SA:
"Há conhecimento da existência de oficinas de olaria em Aradas pelo menos desde finais do século XIX.
  • Em 1923, Manuel Gonçalves da Vitória e Manuel Gonçalves Vitória Machado constroem em Aradas a primeira fábrica de louça branca . Anos depois em 1931 foi dissolvida.
  • Nesse mesmo ano João Gonçalves Machado fundou nova fábrica nas Aradas e Manuel Gonçalves Vitória Machado veio a fundar outra em 1955.
  • Ao longo da década de 30 apareceram ainda as fábricas de louça de João Vitória e João Moreira."

Segundo o meu pai, na sua opinião ambas as peças -, a minha e a que postou foram feitas à lastra  terão sido produzidos numa das empresas:
Prantos & Moreira Lda  de Aradas
Fábrica das Leirinhas de Manuel Vitória.
  • Em Aradas existiam muitas pequenas unidades e poucas marcavam as peças-, faziam louça barata e pobre em termos de decoração (os esponjados por exemplo)
Peças feitas à lastra - o processo é simples, basta ter um molde em gesso da parte interior do prato ou travessa e fazer uma lastra de pasta com rolo da massa. Depois elevar a lastra feita e colocá-la sobre o molde de gesso. Calcar a lastra com uma "boneca de pano com o interior em esponja ou pano" para fazer contactar bem a lastra de pasta com o molde. De seguida recortar pelo perfil do molde e se for para levar frete, faz-se um rolinho de pasta  que se coloca no perímetro onde se pretende que fique -, unir com os dedos para que este faça parte integrante da peça e deixar secar lentamente. Quando ganhar a consistência de couro e já tiver retraído e descolado do molde, retira-se deste (que irá ser usado novamente) e fica a fazer a secagem final.É um processo para produção de pequenas quantidades de peças ou usado em oficinas com pequenos recursos.

  • Claro que o Cantão por estes lados de Aveiro foi pintado principalmente em azul...
  • Fotos de chapas em folha de Flandres?

Era muito fácil e rápido copiar (chapar, como se pode designar) estas formas para o fabrico em série.
  • Citando o comentário do JS
" Apercebi-me agora da confusão sobre chapar uma peça. Esta designação tem a ver com copiar um modelo (formato) de uma peça. Se alguém quer produzir uma peça para ficar igual a outra já existente, um modelador terá de manufacturar um modelo em gesso com as compensações de tamanho (dependendo do tipo de pasta que irá ser usada [faiança, grés ou porcelana])por causa das respectivas retracções (diminuição de tamanho que a peça irá sofrer no seu processo de fabrico, que são diferentes para cada tipo de pasta). Assim o modelo novo terá de ser maior, para que no final se obtenha a peça no tamanho igual ao pretendido. 
Quando se deseja obter uma peça igual, mas podendo ser mais pequena no seu tamanho, usa-se a própria peça como modelo, sabendo que depois se irá obter uma peça mais pequena e que os relevos que eventualmente esta tenha, no final, irão ficar menos salientes ou disfarçados. 
É um processo mais rápido e mais barato a que se designa, na gíria, de chapar uma peça.."
  • As "chapas" normalmente em Aveiro chamam-se estampilhas. Se bem que em diversas fábricas faziam-se em chapa (folha de flandres) e eram usadas para pintar com aerógrafo, como na Fábrica de Sacavém.
  •  A travessa com o motivo do moinho foi pintada pelo Mestre Flamínio Reis em 1968.
  • A travessa que o JS gentilmente enviou é de fabrico mais recente com um motivo mais minalista e pelo vidrado que se apresenta esquartejado, enquanto a minha pelo esmalte e pintura é seguramente será mais antiga década 20/30/ (?).
  •  Tem em comum a textura relevada da aba feita à lastra , os recortes do bordo e o frete no tardoz.

Interessante é constatar que  até reparei e escrevi que a bordadura da aba se apresenta  ondulada e relevada - graciosidade que viria a ser inspiração depois na porcelana Vista Alegre, para onde foram trabalhar alguns oleiros após terem fechado as fabriquetas onde laboravam.
  •  Seguramente a travessa é fabrico de Aveiro-, vem mais uma vez engrandecer o fabrico de loiça  que já era vasto, agora ainda mais graças ao JS se descobriu a sua origem erradicando o norte como centro de produção. 
Em baixo um covilhete de fabrico de Coimbra onde se notam evidencias de copianço na cúpula.
Jorge Saraiva, o seu contributo é sempre uma mais valia para o conhecimento da  nossa faiança .
  • Aveiro está a crescer na descoberta com mais duas fábricas e mais esta particularidade de "peças feitas à lastra" que já vi no matriznet várias designadas produção (?) norte.
Assim a sua terra dá cartas na busca da verdade desta verdade que é conhecer a nossa faiança. 
Gosto de opinar dando sugestões com interrogação, tenho errado, e vou alterando sem vergonha ou complexos -,antes fico orgulhosa de ter bons amigos que me ajudam , ensinam e partilham a sua sabedoria como o JS. 
  • Bem haja meu amigo extensivo ao seu querido pai-, um homem sábio que sei trabalhou em fábricas destas, acabando na de S. Roque-, espero não ter cometido uma inconfidência. Acho oportuno rematar o post com a sabedoria de um homem artificie -, que sabe o que diz, e claro o filho seguiu-lhe as pisadas.
  • Adorei o carinho da sua mensagem...logo o meu  "velhote" vem cá a casa, vou-lhe mostrar as fotos...

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Loja on line do Lérias e Velharias

Ao sabor que esta música inspira em mim ...perco-me apenas no essencial desta vez!
 
Loja on-line apresentará peças para venda .
  • As entregas podem ser em Lisboa, no  Cais do Sodré, ou Almirante Reis, via CTT -, no caso terão de suportar os portes ou nas feiras onde participo, após confirmação de ambas as partes.Também em mão em feiras: Azeitão, Algés, Setúbal e,...
  • Contato: email  isacoy@hotmail.com
 Sacavém para colecionadores
Real Fábrica

Prato de torradas Real Fábrica 
30€
Fábrica de Sacavém encomenda para a exposição o Mundo Português de 1940 
Temas das Províncias Ultramarinas
Estado impecável 30 €
Estampa "cavalinho" em tom azul forte. Impecável
25€

Motivo Buçaco. Impecável
30 €
 
COIMBRA
Alguidar pós "ratinho" de Coimbra  com um "cabelo"
60 €
Grande prato com motivo "casario"
Pintura monocromática em verde seco 
70 €
Prato em faiança século XX impecável
 30€
Século XVIII
Impecável, oitavado, motivo pagode  70€
Oitavado, com figura e paisagem, ligeiro "cabelo" 50€
Rebordo ondulado, motivo floral, ligeiras esbeiçadelas no rebordo
 70€
Século XX modelo Mari  impecável 
 25€
 Fabrico  norte Cavaco (?). 
Taça ovalada de aba gomada pintada em policromia com motivo floral. 
Apresenta no tardoz ligeiro "cabelo". 
25€
LOIÇA INGLESA  DAVENPORT
Motivo de paisagem oriental, vulgo cantão. Pequeno prato.
Ancora gravada na pasta no tardoz, colado
10€
 
Travessa Alcântara motivo Porto ligeiro cabelo no covo
70€
 
BOAS ESCOLHAS!

Faiança do norte de Gaia com flor de avenca a imitar o Juncal

Grande prato em faiança com motivo decorativo simples- ramos de avenca. Numa primeira impressão diz-se que é produção do Juncal. Numa s...