domingo, 4 de fevereiro de 2018

Amostragem de peças da Fábrica de Alcântara


A Fábrica de Alcântara uma das fábricas de faiança industrial terá sido fundada em 1885 com a designação de "Fábrica de louça Inglesa" da firma Stringer, Silva & Companhia. Em 1886 foi vendida à firma Lopes & Companhia sua proprietária até fechar por volta de 1936.
Na produção foi utilizado o barro de Leiria bem como materiais ingleses. Possivelmente os barreiros de Lisboa estariam esgotados ao terem seguido por barco para a produção da boa fainça no tempo  áureo de Gaia. Contudo há peças que se nota flagrante semelhança com a  Real Fábrica de Sacavém, sem se saber quem copiou quem, seja no formato das peças, na decoração e na sua textura, pelas experiências constantes na utilização de barros e pó de pedra. Na verdade as peças na sua maioria são porosas  pela sua utilização as gorduras se entranham e escurecem as peças. Havendo outras que se assemelham à porcelana.
A decoração da loiça utilitária em estampas inglesas ou pintada à mão. A utilização dos dourados seja a mais recente de todas. A fábrica foi alvo de alguns prémios ao longo dos anos.

Modelo éden
Prato de sopa com 23 cm de diâmetro, em preto, há outras cores.
Este modelo é raro.

 
 
 
Modelo cavalinho
Prato raso com 23, 50 cm de diâmetro, com o modelo inscrito no verso.
 
Modelo Porto
Prato raso com 23, 50 cm de diâmetro em verde esmeralda com modelo inscrito no tardoz .
 
 Modelo Porto
Grande travessa em azul com  41 cm de comprimento por 32 cm de largo com o modelo inscrito no tardoz.
 
 Modelo Fhantasia
Prato de sopa  na tonalidade em castanho com 23 cm de diâmetro.

 
 Modelo Paizagem
Terrina graciosa  em formato mais raro.Mede de asa a asa 34 cm por 20 de largo e 22 cm de altura do pé à pega.
 
 
 
 
Motivo...Florizinhas?
Mostardeira mede de altura 13 cm por 11 o diâmetro do prato.

 
 
 

Cachepot da Fábrica Soares dos Reis em Gaia (?)

Cachepot em faiança  gracioso pintado em reservas a xadrez e floral  em azul e aguada intervalando ao meio uma tarja em policromia floral exuberante.O bocal pintado em azul.
Um amigo virtual, Carlos Martins, por gostar francamente da faiança em policromia, amiúde em temporadas no estrangeiro, quando pode acompanha os posts , seja este em especial que lhe dedico, por se tratar de peça diferente e carismática, faz parte da infância da minha geração, a minha mãe igualmente ostentava um maior em cima de uma floreira em madeira- cachepot à francesa, nome em miúda o achava estranho, tão pouco o sabia escrever.
Mede 18 de altura, 9,30 de boca e 12,30 de pé.
 
Impecável, apresenta defeito de fabrico na cozedura que colou no forno a outra peça conforme
se nota na foto.
 
Não está assinado.Contudo este tipo de faiança decorativa, atendendo ao formato do seu pé e  a decoração ligou-me ao norte a Gaia.
Encontrei na net no site OLX um semelhante, assinado cujo fundo revela a semelhança acima mencionada.
Citar excerto de https://mercadoantigo.weebly.com/soares-dos-reis.html
"A Fábrica estabeleceu-se em 1919 no sítio do Agueiro, em Mafamude, mas com entrada por  Soares dos Reis. Dedicou-se ao fabrico de louça e azulejo. Foi continuada por  impulso de José de Almeida Pinheiro, em 1941, sendo conhecida sob a firma  Cerâmica Soares dos Reis Lª, embora também use, sobretudo em painéis de azulejo,  o nome da antiga firma Fábrica do Agueiro. Manteve-se em laboração, com alguma  qualidade e originalidade artística, até 1964."

 Encontrei na net no OLX outro muito bonito que partilho
Passei a ter 3 exemplares de cachepots; este o único não assinado, outro da Fábrica do Senhor de Tavarede e do Carvalhinho.

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Raposa em olaria de Barcelos (?)

Peça decorativa
Raposa de bom tamanho em esponjados nas tonalidades:castanho, verde, amarelo.
Esta pintura de esponjados é característica do fabrico das Caldas da Rainha e Barcelos.
Inclino-me para esta última por o seu fundo estar totalmente vidrado, e as Caldas não vidravam.
Apesar de algumas mazelas, gostei do tamanho, das cores e do farto rabo...mas ao primeiro impacto achei que se tratava de um gato apesar de achar a cara estranha...
 
 
 
 Fundo da peça vidrado
 

Olaria de Alcobaça OAL em cantão popular

Um prato em faiança da Olaria OAL de Alcobaça no motivo "Cantão popular" em cor monocromática verde quando o normal e habitual é ser azul. Por isso a singularidade e a ingenuidade do desenho a rondar naif que me fascinou.

O centro apresenta cinco edifícios típicos da China - pagodes , apenas um encimado por bandeira, aos pés um chinês sentado com o tradicional salgueiro que em geral se apresenta na direita e aqui na esquerda, já na direita uma conifera  e motivos vegetalistas em rodapé, sem ponte.
Aba decorada a estampa com motivos florais alternados por bolinhas e espirais delimitado na aba por fino filete.
 Marcado com o carimbo da Fábrica OAL Olaria de Alcobaça, provável data de fabrico década de 30.
 

Prato motivo Paisagem da Fábrica do Desterro

Prato de formato e textura elegante, apresenta-se de rebordo recortado em reservas alternadas, liso e sequência de nervuras ao género de vírgulas.
Decoração floral fina de grande elegância a cor monocromática a castanho com dois ramos iguais e um maior que sobressai.
 
 
 Tardoz assinado com  carimbo em forma de brasão com indicação do nome do motivo
Fabrico provável de  1891 em pó de pedra, por isso a massa é permeável à gordura.

Terrina motivo Paizagem da Fábrica Alcantara

Terrina da Fábrica Alcântara motivo Paisagem em cor monocromática em castanho da minha coleção, pelo tamanho médio, o que gosto e do pequeno em detrimento das grandes que não aprecio.
A decoração retrata motivo campestre  com casario típico inglês e vegetalista. 
 
 
 
Louça Fina - Lopes & Companhia com produção depois de 1889 ao início séc. XX 
 
 
 
 
 

Lusitânia - Lufapo prato Ordem de Mães de 1950

Comprei este prato pela singularidade que jamais tinha visto, e fiquei a pensar a razão das letras, afinal a sua decoração. Tive a sorte de haverem dois sendo um comprado por um senhor entendido que levou um e ainda partilhou a informação que agora é a minha vez de partilhar.

OBRA DE MÃES DE 1950
Segundo o comentário de Clara de Melo trata-se de Obra de Mães, e não como fui levada pelo engano do postit ,que menciona Ordem .
Pintura monocromática azul, cuja decoração ao centro apresenta a sigla da Ordem de Mães em letras artísticas,  ao género de iluminura de Foral,  encerrada por dois círculos de filetes finos, que um deles se repete ao limite do começo da aba e fecha com outro mais largo no remate da aba.
 Assinado. Fabrico de 1950.

 Segundo http://ceramicamodernistaemportugal.blogspot.pt/2016/05/a-marca-lufapo.html

A designação LUFAPO é construída a partir das palavras;
LUsitânia
FAianças
POrcelanas


A Fábrica surgiu em meados da década de 1940, com sede em Coimbra, no Loreto, nas imediações da Estação Velha.

Falar das Coisas que eu Gosto- História, Ansião e Faiança!

Foi o  Programa Visita Guiada ao Forte de S João Baptista na Foz do Douro no Porto  que vim a correlacionar o motivo vastamente pintado no ...