segunda-feira, 28 de maio de 2018

Souvenir da Vista Alegre da coroação da Rainha Victoria

Souvenir feito no cristal da época, produzido pela Vista Alegre, em 1837, por altura da sua coroação.
Miniatura em prato com a esfinge da Rainha Vitória ao centro com o nome VICTORIA em relevo, encimado pela coroa  real para fechar com grinaldas que terminam em laço.
Interessante a brutal comparação com os souvenirs e chinesises por altura do casamento este mês do seu trisneto...
Fica por saber a razão da Vista Alegre ter produzido estes pratinhos, se foi encomenda ou se para venda em Portugal aos muitos ingleses que já cá viviam.
Uma gracinha!
 
 
 
 Tardoz
 
 

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Tacinha ratinho para o manjar branco ou peitinhos de freira de Coimbra

Esta semana o privilégio de cá ter os meus netos. Em hora de descanso, antes da sesta, disse-lhes que ia escrever uma história e no fim lhes mostrava...Há muito que procurava uma peça desta pequenez que apesar de esbeiçada e partida com "gatos"  não foi motivo de a deixar, antes de a trazer ao atestar peça estimada que mereceu recuperação em prol de ser deitada fora, por isso conta uma história com estórias... Os meninos adoraram a tacinha!
Não é assim usual serem encontradas estas peças pequenas de fabrico "ratinho" mas existem e a prova está aqui, mas nunca antes as tinha visto em feiras.Mede 3 cm de altura por 9 de diâmetro.
 
Aconteceu esta felicidade de a encontrar na feira de Algés a um feirante alentejano que a comprou num Monte, em Arronches. Resquícios de loiça de Coimbra do tempo de Senhorios ou de algum convento (?)...Antes só vira algumas semelhantes da coleção de uma seguidora do Velharias do Luís.
Decoração em barra delimitada por filetes finos a manganês pintada a verde cobre em ziguezague.
A cor verde transparece para o tardoz onde se notam as "arrepiados" no esmalte da mistura de barros diferentes com o vermelho propicio a matérias plásticas.
Com três "gatos" imagino o artesão a quem foi encomendado o serviço pelo trabalho que lhe teria dado com a broca movida pelo movimento para fazer os furos e colocar os gatos...
Outras peças semelhantes podem ser  apreciadas em http://velhariasdoluis.blogspot.pt/2011/05/outra-vez-os-humildes-ratinhos.html(...) No Museu de Santa Clara a Velha, a nossa seguidora encontrou umas tacinhas com uma decoração semelhante e apresentando a inscrição DOCE, o que a fez pensar que poderiam ser usadas para servir um doce típico de Coimbra o manjar branco, ainda hoje servido em tacinhas de barro. Ainda segundo a nossa amiga, estes covilhetes poderiam ser usados para guardar fermento de pão.»

Por não ter sido mostrado os tardoz das peças  é mais difícil de as perceber na sua funcionalidade.Ainda assim o atrevimento em não lhes chamar covilhetes a nenhuma, porque covilhete eram peças da Companhia das Índias que as empregadas nas cozinhas em casas ricas manuseavam e lavavam quando usadas para em suas casas passarem a usar a palavra a um prato individual  onde comiam em geral as papas de milho nesta loiça "ratinho", «segundo me confidenciou uma mulher de Abiul que teve ascendência familiar a trabalhar no solar dos Duques de Aveiro- Távoras» .
Ao meu olhar trata-se de uma tacinha funda, muito parecida com a minha, apenas difere no filete mais pequeno em relação à minha , dois pires de chávenas e o maior de facto parece ser uma malga usada para o crescente da broa.
Centro de fabrico : Coimbra
Datação: Finais do século XVIII, com muita certeza!
 Serviam para o doce típico de Coimbra nos conventos:
Manjar branco
Feito com farinha de arroz também chamado Peitinhos de freira dado pelo mote de ir ao forno em que a ponta alourado lembra uma maminha com o mamilo.
Fontes
http://velhariasdoluis.blogspot.pt/2011/05/outra-vez-os-humildes-ratinhos.html
Foto google 

sexta-feira, 2 de março de 2018

Prato em esponjado frente e verso da Fábrica Carvalhinho (?)

Um belo prato pequeno em esponjados na dupla beje e castanho.
 Interessante o prato é pintado igualmente no tardoz.
 Apresenta duas marcas em carimbo impresso na massa, mas indecifrável

 
 O rebordo apresenta ligeiro filete a castanho
Apresenta-se muito fino e leve, o que reporta para fabrico norte.
Atribuída à fábrica do Carvalhinho, no tempo de Vandell, técnica trazida de Coimbra, do Brioso que já pintava esponjados contemplando o verso da peça.
No livro de José Queiroz não encontrei marcas desta fábrica, só conheço o carimbo mais recente em forma redonda.
O esponjado é meticuloso diferente de outras técnicas em forma de escorrido.

Comentário
Júlia Meireles disse...
Boa noite
Gostaria de lhe colocar uma questão sobre uma peça que tenho em casa. Será possível? Se sim de que forma?
Obrigada
11 de março de 2018 16:52

Cara Júlia Meireles entre em contacto via email
Isacoy@hotmail.com

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Amostragem de peças da Fábrica de Alcântara


A Fábrica de Alcântara uma das fábricas de faiança industrial terá sido fundada em 1885 com a designação de "Fábrica de louça Inglesa" da firma Stringer, Silva & Companhia. Em 1886 foi vendida à firma Lopes & Companhia sua proprietária até fechar por volta de 1936.
Na produção foi utilizado o barro de Leiria bem como materiais ingleses. Possivelmente os barreiros de Lisboa estariam esgotados ao terem seguido por barco para a produção da boa fainça no tempo  áureo de Gaia. Contudo há peças que se nota flagrante semelhança com a  Real Fábrica de Sacavém, sem se saber quem copiou quem, seja no formato das peças, na decoração e na sua textura, pelas experiências constantes na utilização de barros e pó de pedra. Na verdade as peças na sua maioria são porosas  pela sua utilização as gorduras se entranham e escurecem as peças. Havendo outras que se assemelham à porcelana.
A decoração da loiça utilitária em estampas inglesas ou pintada à mão. A utilização dos dourados seja a mais recente de todas. A fábrica foi alvo de alguns prémios ao longo dos anos.

Modelo éden
Prato de sopa com 23 cm de diâmetro, em preto, há outras cores.
Este modelo é raro.

 
 
 
Modelo cavalinho
Prato raso com 23, 50 cm de diâmetro, com o modelo inscrito no verso.
 
Modelo Porto
Prato raso com 23, 50 cm de diâmetro em verde esmeralda com modelo inscrito no tardoz .
 
 Modelo Porto
Grande travessa em azul com  41 cm de comprimento por 32 cm de largo com o modelo inscrito no tardoz.
 
 Modelo Fhantasia
Prato de sopa  na tonalidade em castanho com 23 cm de diâmetro.

 
 Modelo Paizagem
Terrina graciosa  em formato mais raro.Mede de asa a asa 34 cm por 20 de largo e 22 cm de altura do pé à pega.
 
 
 
 
Motivo...Florizinhas?
Mostardeira mede de altura 13 cm por 11 o diâmetro do prato.

 
 
 

Cachepot da Fábrica Soares dos Reis em Gaia (?)

Cachepot em faiança  gracioso pintado em reservas a xadrez e floral  em azul e aguada intervalando ao meio uma tarja em policromia floral exuberante.O bocal pintado em azul.
Um amigo virtual, Carlos Martins, por gostar francamente da faiança em policromia, amiúde em temporadas no estrangeiro, quando pode acompanha os posts , seja este em especial que lhe dedico, por se tratar de peça diferente e carismática, faz parte da infância da minha geração, a minha mãe igualmente ostentava um maior em cima de uma floreira em madeira- cachepot à francesa, nome em miúda o achava estranho, tão pouco o sabia escrever.
Mede 18 de altura, 9,30 de boca e 12,30 de pé.
 
Impecável, apresenta defeito de fabrico na cozedura que colou no forno a outra peça conforme
se nota na foto.
 
Não está assinado.Contudo este tipo de faiança decorativa, atendendo ao formato do seu pé e  a decoração ligou-me ao norte a Gaia.
Encontrei na net no site OLX um semelhante, assinado cujo fundo revela a semelhança acima mencionada.
Citar excerto de https://mercadoantigo.weebly.com/soares-dos-reis.html
"A Fábrica estabeleceu-se em 1919 no sítio do Agueiro, em Mafamude, mas com entrada por  Soares dos Reis. Dedicou-se ao fabrico de louça e azulejo. Foi continuada por  impulso de José de Almeida Pinheiro, em 1941, sendo conhecida sob a firma  Cerâmica Soares dos Reis Lª, embora também use, sobretudo em painéis de azulejo,  o nome da antiga firma Fábrica do Agueiro. Manteve-se em laboração, com alguma  qualidade e originalidade artística, até 1964."

 Encontrei na net no OLX outro muito bonito que partilho
Passei a ter 3 exemplares de cachepots; este o único não assinado, outro da Fábrica do Senhor de Tavarede e do Carvalhinho.

Falar das Coisas que eu Gosto- História, Ansião e Faiança!

Foi o  Programa Visita Guiada ao Forte de S João Baptista na Foz do Douro no Porto  que vim a correlacionar o motivo vastamente pintado no ...