Souvenir feito no cristal da época, produzido pela Vista Alegre, em 1837, por altura da sua coroação.
Miniatura em prato com a esfinge da Rainha Vitória ao centro com o nome VICTORIA em relevo, encimado pela coroa real para fechar com grinaldas que terminam em laço.
Interessante a brutal comparação com os souvenirs e chinesises por altura do casamento este mês do seu trisneto...
Fica por saber a razão da Vista Alegre ter produzido estes pratinhos, se foi encomenda ou se para venda em Portugal aos muitos ingleses que já cá viviam.
Uma gracinha!
Tardoz
Prazer intenso pelas velharias: faiança, arte sacra, azulejos e cerâmica. Encantamento mayor perder-me ao contemplar peças que me prendem o olhar, por me reportarem de algum modo a lembranças de pessoas que ficaram nesta vida no meu coração por as terem em suas casas e registei na minha memória.Também porque as feiras me alentam por interagir com gente anónima pelo gosto da conversa e da partilha. Foto tirada no dia 21 de maio de 2011 no Carmo.
segunda-feira, 28 de maio de 2018
quarta-feira, 16 de maio de 2018
Tacinha ratinho para o manjar branco ou peitinhos de freira de Coimbra
Esta semana o privilégio de cá ter os meus netos. Em hora de descanso, antes da sesta, disse-lhes que ia escrever uma história e no fim lhes mostrava...Há muito que procurava uma peça desta pequenez que apesar de esbeiçada e partida com "gatos" não foi motivo de a deixar, antes de a trazer ao atestar peça estimada que mereceu recuperação em prol de ser deitada fora, por isso conta uma história com estórias... Os meninos adoraram a tacinha!
Não
é assim usual serem encontradas estas peças pequenas de fabrico "ratinho" mas
existem e a prova está aqui, mas nunca antes as tinha visto em feiras.Mede 3 cm de altura por 9 de diâmetro.
Decoração em barra delimitada por filetes finos a manganês pintada a verde cobre em ziguezague.
Com três "gatos" imagino o artesão a quem foi encomendado o serviço pelo trabalho que lhe teria dado com a broca movida pelo movimento para fazer os furos e colocar os gatos...
Outras peças semelhantes podem ser apreciadas em http://velhariasdoluis.blogspot.pt/2011/05/outra-vez-os-humildes-ratinhos.html(...) No Museu de Santa Clara a Velha, a nossa seguidora encontrou umas tacinhas com uma decoração semelhante e apresentando a inscrição DOCE, o que a fez pensar que poderiam ser usadas para servir um doce típico de Coimbra o manjar branco, ainda hoje servido em tacinhas de barro. Ainda segundo a nossa amiga, estes covilhetes poderiam ser usados para guardar fermento de pão.»

Por não ter sido mostrado os tardoz das peças é mais difícil de as perceber na sua funcionalidade.Ainda assim o atrevimento em não lhes chamar covilhetes a nenhuma, porque covilhete eram peças da Companhia das Índias que as empregadas nas cozinhas em casas ricas manuseavam e lavavam quando usadas para em suas casas passarem a usar a palavra a um prato individual onde comiam em geral as papas de milho nesta loiça "ratinho", «segundo me confidenciou uma mulher de Abiul que teve ascendência familiar a trabalhar no solar dos Duques de Aveiro- Távoras» .
Centro de fabrico : Coimbra
Datação: Finais do século XVIII, com muita certeza!
Serviam para o doce típico de Coimbra nos conventos:
Manjar branco
Feito com farinha de arroz também chamado Peitinhos de freira dado pelo mote de ir ao forno em que a ponta alourado lembra uma maminha com o mamilo.
Feito com farinha de arroz também chamado Peitinhos de freira dado pelo mote de ir ao forno em que a ponta alourado lembra uma maminha com o mamilo.
Fontes
http://velhariasdoluis.blogspot.pt/2011/05/outra-vez-os-humildes-ratinhos.html
Foto google
sexta-feira, 2 de março de 2018
Prato em esponjado frente e verso da Fábrica Carvalhinho (?)
Um belo prato pequeno em esponjados na dupla beje e castanho.
Interessante o prato é pintado igualmente no tardoz.
Apresenta duas marcas em carimbo impresso na massa, mas indecifrável
O rebordo apresenta ligeiro filete a castanho
Apresenta-se muito fino e leve, o que reporta para fabrico norte.
Atribuída à fábrica do Carvalhinho, no tempo de Vandell, técnica trazida de Coimbra, do Brioso que já pintava esponjados contemplando o verso da peça.
No livro de José Queiroz não encontrei marcas desta fábrica, só conheço o carimbo mais recente em forma redonda.
O esponjado é meticuloso diferente de outras técnicas em forma de escorrido.
Comentário
Júlia Meireles disse...
Boa noite
Gostaria de lhe colocar uma questão sobre uma peça que tenho em casa. Será possível? Se sim de que forma?
Obrigada
Cara Júlia Meireles entre em contacto via email
Isacoy@hotmail.com
Interessante o prato é pintado igualmente no tardoz.
Apresenta duas marcas em carimbo impresso na massa, mas indecifrável
Apresenta-se muito fino e leve, o que reporta para fabrico norte.
Atribuída à fábrica do Carvalhinho, no tempo de Vandell, técnica trazida de Coimbra, do Brioso que já pintava esponjados contemplando o verso da peça.
No livro de José Queiroz não encontrei marcas desta fábrica, só conheço o carimbo mais recente em forma redonda.
O esponjado é meticuloso diferente de outras técnicas em forma de escorrido.
Júlia Meireles disse...
Boa noite
Gostaria de lhe colocar uma questão sobre uma peça que tenho em casa. Será possível? Se sim de que forma?
Obrigada
11 de março de 2018 16:52
Isacoy@hotmail.com
domingo, 4 de fevereiro de 2018
Amostragem de peças da Fábrica de Alcântara
A Fábrica de Alcântara uma das fábricas de faiança industrial terá sido fundada em 1885 com a designação de "Fábrica de louça Inglesa" da firma Stringer, Silva & Companhia. Em 1886 foi vendida à firma Lopes
& Companhia sua proprietária até fechar por volta de 1936.
Na produção foi utilizado o barro de Leiria bem como materiais ingleses. Possivelmente os barreiros de Lisboa estariam esgotados ao terem seguido por barco para a produção da boa fainça no tempo áureo de Gaia. Contudo há peças que se nota flagrante semelhança com a Real Fábrica de Sacavém, sem se saber quem copiou quem, seja no formato das peças, na decoração e na sua textura, pelas experiências constantes na utilização de barros e pó de pedra. Na verdade as peças na sua maioria são porosas pela sua utilização as gorduras se entranham e escurecem as peças. Havendo outras que se assemelham à porcelana.
A
decoração da loiça utilitária em estampas inglesas ou pintada à mão. A utilização dos dourados seja a mais recente de todas. A fábrica foi alvo de alguns prémios ao longo dos anos.
Modelo éden
Prato de sopa com 23 cm de diâmetro, em preto, há outras cores.
Este modelo é raro.
Modelo cavalinho
Prato raso com 23, 50 cm de diâmetro, com o modelo inscrito no verso.
Modelo Porto
Prato raso com 23, 50 cm de diâmetro em verde esmeralda com modelo inscrito no tardoz .
Modelo Porto
Grande travessa em azul com 41 cm de comprimento por 32 cm de largo com o modelo inscrito no tardoz.
Modelo Fhantasia
Prato de sopa na tonalidade em castanho com 23 cm de diâmetro.
Modelo Paizagem
Terrina graciosa em formato mais raro.Mede de asa a asa 34 cm por 20 de largo e 22 cm de altura do pé à pega.
Motivo...Florizinhas?
Mostardeira mede de altura 13 cm por 11 o diâmetro do prato.
Cachepot da Fábrica Soares dos Reis em Gaia (?)
Cachepot em faiança gracioso pintado em reservas a xadrez e floral em azul e aguada intervalando ao meio uma tarja em policromia floral exuberante.O bocal pintado em azul.
Um amigo virtual, Carlos Martins, por gostar francamente da faiança em policromia, amiúde em temporadas no estrangeiro, quando pode acompanha os posts , seja este em especial que lhe dedico, por se tratar de peça diferente e carismática, faz parte da infância da minha geração, a minha mãe igualmente ostentava um maior em cima de uma floreira em madeira- cachepot à francesa, nome em miúda o achava estranho, tão pouco o sabia escrever.
Mede 18 de altura, 9,30 de boca e 12,30 de pé.
Impecável, apresenta defeito de fabrico na cozedura que colou no forno a outra peça conforme
se nota na foto.
Não está assinado.Contudo este tipo de faiança decorativa, atendendo ao formato do seu pé e a decoração ligou-me ao norte a Gaia.Encontrei na net no site OLX um semelhante, assinado cujo fundo revela a semelhança acima mencionada.
Citar excerto de https://mercadoantigo.weebly.com/soares-dos-reis.html
"A Fábrica estabeleceu-se em 1919 no sítio do Agueiro, em Mafamude, mas com entrada por Soares dos Reis. Dedicou-se ao fabrico de louça e azulejo. Foi continuada por impulso de José de Almeida Pinheiro, em 1941, sendo conhecida sob a firma Cerâmica Soares dos Reis Lª, embora também use, sobretudo em painéis de azulejo, o nome da antiga firma Fábrica do Agueiro. Manteve-se em laboração, com alguma qualidade e originalidade artística, até 1964."
Encontrei na net no OLX outro muito bonito que partilho
Passei a ter 3 exemplares de cachepots; este o único não assinado, outro da Fábrica do Senhor de Tavarede e do Carvalhinho.
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