Prato de formato e textura elegante, apresenta-se de rebordo recortado em reservas alternadas, liso e sequência de nervuras ao género de vírgulas.
Decoração floral fina de grande elegância a cor monocromática a castanho com dois ramos iguais e um maior que sobressai.
Tardoz assinado com carimbo em forma de brasão com indicação do nome do motivo
Prazer intenso pelas velharias: faiança, arte sacra, azulejos e cerâmica. Encantamento mayor perder-me ao contemplar peças que me prendem o olhar, por me reportarem de algum modo a lembranças de pessoas que ficaram nesta vida no meu coração por as terem em suas casas e registei na minha memória.Também porque as feiras me alentam por interagir com gente anónima pelo gosto da conversa e da partilha. Foto tirada no dia 21 de maio de 2011 no Carmo.
sábado, 3 de fevereiro de 2018
Terrina motivo Paizagem da Fábrica Alcantara
Terrina da Fábrica Alcântara motivo Paisagem em cor monocromática em castanho da minha coleção, pelo tamanho médio, o que gosto e do pequeno em detrimento das grandes que não aprecio.
A decoração retrata motivo campestre com casario típico inglês e vegetalista.
A decoração retrata motivo campestre com casario típico inglês e vegetalista.
Louça Fina - Lopes & Companhia com produção depois de 1889 ao início séc. XX
Lusitânia - Lufapo prato Ordem de Mães de 1950
Comprei este prato pela singularidade que jamais tinha visto, e fiquei a pensar a razão das letras, afinal a sua decoração. Tive a sorte de haverem dois sendo um comprado por um senhor entendido que levou um e ainda partilhou a informação que agora é a minha vez de partilhar.
OBRA DE MÃES DE 1950
Segundo o comentário de Clara de Melo trata-se de Obra de Mães, e não como fui levada pelo engano do postit ,que menciona Ordem .
Pintura monocromática azul, cuja decoração ao centro apresenta a sigla da Ordem de Mães em letras artísticas, ao género de iluminura de Foral, encerrada por dois círculos de filetes finos, que um deles se repete ao limite do começo da aba e fecha com outro mais largo no remate da aba.
Assinado. Fabrico de 1950.
Segundo http://ceramicamodernistaemportugal.blogspot.pt/2016/05/a-marca-lufapo.html
A designação LUFAPO é construída a partir das palavras;
LUsitânia
FAianças
POrcelanas
A Fábrica surgiu em meados da década de 1940, com sede em
Coimbra, no Loreto, nas imediações da Estação Velha.
Faiança das Caldas da Rainha de Afonso Angélico
Faiança das Caldas da Rainha - Uma parra!
Belíssima peça, relevada, parece verdadeira em estado impecável, e com tantas pontas...
Muito bem pintada, os contraste das tonalidades em verde com as cores fortes e quentes das pontas .
Tardoz assinado
Belíssima peça, relevada, parece verdadeira em estado impecável, e com tantas pontas...
Muito bem pintada, os contraste das tonalidades em verde com as cores fortes e quentes das pontas .
Tardoz assinado
Prato em faiança estampa cavalinho de Gaia
Prato em faiança estampa "cavalinho" em cor monocromática a negro e aguada.
Esta reprodução "cavalinho" vastamente usada pela Fábrica Sacavém, Massarelos, Alcântara, muito semelhantes e por isso identificáveis pelo formato e pela marca, ao invés desta estampa que apresenta esponjados e mais simplista no desenho, mas para mim mais interessante.
A aba apresenta motivos florais sobre tarja em esponjado em aguada.
Esta reprodução "cavalinho" vastamente usada pela Fábrica Sacavém, Massarelos, Alcântara, muito semelhantes e por isso identificáveis pelo formato e pela marca, ao invés desta estampa que apresenta esponjados e mais simplista no desenho, mas para mim mais interessante.
A aba apresenta motivos florais sobre tarja em esponjado em aguada.
O tardoz apresenta-se de barro de ligeiro rosado, massa homogénea e esmalte brilhante translucido em branco de ligeiro craquelê.
Evidencia fabrica do norte sediada em Gaia, que produzia também grandes tamanhos, dado pelo uso das trempes neste que é pequeno, se notam na ponta da aba. Finais do séc. XIX início de XX.
Prato estampa cavalinho do centro, Coimbra (?)
Mais um prato em faiança de olaria no motivo "Cavalinho".
O que me inspirou para o trazer comigo? A estampa do motivo central não ser em cor monocromática e sim tricolor, verde desmaiado, amarelo ocre, e preto confere ao mesmo um agradável prazer à vista.
A barra em estampa floral em azul.
Fabrico entre finais do séc.XIX inicio de XX com corte do frete à cana.
Curiosamente tenho mais dois pratos todos ostentam o mesmo detalhe, ainda com a massa mole fizeram um pequeno roço, ou com o "cu do pincel ou o bico de um prego", que interpreto como uma marca, atendendo ao tempo ao grau de analfabetismo.
O que me inspirou para o trazer comigo? A estampa do motivo central não ser em cor monocromática e sim tricolor, verde desmaiado, amarelo ocre, e preto confere ao mesmo um agradável prazer à vista.
A barra em estampa floral em azul.
O "buraquinho" na aba revela que tem história de um tempo de pobreza que não tendo a maioria do povo mobiliário, apenas a cantareira na cozinha para pôr os cântaros da água e as bacias de faiança para os cachopos comerem, em geral só o "home" da casa tinha direito a prato, fazia-lhe o furo para o pendurar no prego da cantareira, um uso do centro, na região de Coimbra.
A mistura de barros com matérias plásticas, se distingue bem no tardoz,dita o fraco vidrado
rugoso, evidencia fabrico do centro cuja barra foi vastamente pintada por Coimbra, mas Tavarede copiou muito do que se fazia em Coimbra.Fabrico entre finais do séc.XIX inicio de XX com corte do frete à cana.
Curiosamente tenho mais dois pratos todos ostentam o mesmo detalhe, ainda com a massa mole fizeram um pequeno roço, ou com o "cu do pincel ou o bico de um prego", que interpreto como uma marca, atendendo ao tempo ao grau de analfabetismo.
sexta-feira, 15 de dezembro de 2017
Caixa de guardar cartas de Domingos Vandelli de Coimbra (?)
Cortesia agradávelíssima de Verónica Andrade!
Entrou em contacto comigo porque leu um post que a fez sorrir sobre uma pessoa o Sr. Lapónia, que também conhece, tendo aproveitado para me pedir se a ajudava na catalogação de uma peça maravilhosa. Caixa em Faiança, segundo ela "a paisagem é muito Europa central."
Para mim não evidencia fabrico estrangeiro, antes portuguesa. Tenha sido pintor de bom traço e mão quase firme no pincel em retratar uma pintura da época - casario onde não falta a emblemática torre da igreja, e as araucarias, tão pintadas a norte, olhando em pormenor os telhados, sobretudo o da esquerda, o campanário da Igreja, já estaria em desuso no séc. XIX em Portugal , em contraponto à cúpula de outra mais pequena que ainda existem, estranheza ou não, a pintura das serras pela desenvoltura, dite a possibilidade de produção estrangeira...
Contudo a cor do barro rosado/amarelado, as cores; verde e manganês, o esmalte craquelê sendo pesada é produção portuguesa.Entrou em contacto comigo porque leu um post que a fez sorrir sobre uma pessoa o Sr. Lapónia, que também conhece, tendo aproveitado para me pedir se a ajudava na catalogação de uma peça maravilhosa. Caixa em Faiança, segundo ela "a paisagem é muito Europa central."
Para mim não evidencia fabrico estrangeiro, antes portuguesa. Tenha sido pintor de bom traço e mão quase firme no pincel em retratar uma pintura da época - casario onde não falta a emblemática torre da igreja, e as araucarias, tão pintadas a norte, olhando em pormenor os telhados, sobretudo o da esquerda, o campanário da Igreja, já estaria em desuso no séc. XIX em Portugal , em contraponto à cúpula de outra mais pequena que ainda existem, estranheza ou não, a pintura das serras pela desenvoltura, dite a possibilidade de produção estrangeira...
Desculpem esta frontalidade!
Caixa de guardar o baralho de cartas pela simbologia que apresenta na tampa aos cantos, apresenta-se muito delicada pela pintura manual fina do desenho floral e reservas em xadrez , e nos cantos pinceladas gordas em cor verde desmaiado em contraste com o manganês, cor primária .
Para mim depois de ter começado por especular produção de Gaia, a peça a ser pesada aventa fabrico de Domingos Vandelli , químico italiano chamado pelo Marquês de Pombal para a Universidade de Coimbra onde na cidade tomou contacto com o Brioso, famoso produtor de faiança, vindo a construir a sua fábrica do Rocio de Coimbra em 1730, fechou portas depois de incendiada pelos invasores franceses, desertores do Buçaco em 1816 , quando se mudou para Gaia, onde comprou a fábrica do Carvalinho, cuja fábrica apresenta muitas peças também pintadas a traço fino, cujo pintor exímio no traço delgado e certo, contudo a textura e o esmalte não é Carvalhinho.
Naquele tempo os pintores também mudavam de uma para outra fábrica sempre à procura de melhor salário, o que dita por vezes maior dificuldade na atribuição de fabrico.
Naquele tempo os pintores também mudavam de uma para outra fábrica sempre à procura de melhor salário, o que dita por vezes maior dificuldade na atribuição de fabrico.
Explica-se o desenho alusivo ao casario da Europa central, por ser o da sua Itália, no meu opinar.
E também a cor do verde desmaiado, uma sua criação, por ser químico, deve-se a ele a ampliação da palete de cores primárias, apenas contemplavam ; azul cobalto; verde cobre, ocre, e manganês.
Tenho parte de uma trempe com apenas dois lados que era da sua fábrica, graças à oferta de um arqueólogo que a encontrou nas escavações feitas há coisa de 15 anos no adro do Mosteiro de Santa Clara onde foram encontrados imensos fragmentos e trempes , porque no chão da fábrica veio a ser construído o Jardim dos Pequenitos em Coimbra, e os escombros foram depositados junto da então ruína do mosteiro. Lamento não ter a peça nesta casa, nem a foto, a cor do barro amarelado como os pés da caixa.
Por último há anos deixei de comprar uma travessa quinada com este tipo de desenho pintado como se fosse por uma criança , era cara, mas o desenho era muito naif...para mais tarde quando visitei o Museu Soares dos Reis no Porto melhor enxergar a sua obra, e finalmente perceber que seria dele.
Peças de Domingos Vandelli em exposição no Museu Machado de Castro em Coimbra
Mostra outra perspectiva da caixa semi aberta produzida em época que as senhoras começaram a frequentar Clubes e salões onde jogavam às cartas, no propósito de as guardarem na caixa.
Se reparamos bem na pintura , sobretudo na grega há pequenos desvios do pincel,
traços mais finos e largos na restante decoração do encanastrado e
xadrez .
Produção através de molde, em fábrica, com marca
relevada na pasta dando a sensação de um coração cujas pontas ao centro
se fecham em forma de elo aparentemente um "C" de Coimbra e "D" Domingos (?) terminado com folha ou lágrima,
pormenor romântico.
Marca atribuída a Domingos Vandelli à partida, apesar de não ser ainda reconhecida neste Mundo da faiança portuguesa, pelo menos não a encontrei (?). O
pormenor da folha, lágrima reporta-me para pintura portuguesa, pelo
romantismo imputado pelo pintor na obra executada, em comparação a esta
peça motivo cantão popular, o suposto salgueiro à direita, imputada produção a
norte.
Travessa cantão popular da minha coleção
Atribuída a norte em tudo semelhante à caixa menos, no peso.
Portoa Fábrica de Augusto Bastos e Teixeira com vidrado caraquelê.
Atribuída a norte em tudo semelhante à caixa menos, no peso.
Portoa Fábrica de Augusto Bastos e Teixeira com vidrado caraquelê.
Foi a minha análise, sem ser especialista, apenas comandada pela paixão com muitas peças balançadas, ajudada por leituras e visitas a Museus.
Bem haja à Verónica Andrade pelo carinho da partilha, não sei onde mora, se for no norte não se iniba de procurar o Museu Soares dos Reis para a ajudarem na certificação da peça ou em Coimbra no Museu Machado de Castro onde um director já editou um Livro sobre a faiança portuguesa .
Seria uma grande contribuição para mais se saber da faiança portuguesa.
Mais uma vez emano agradecimento e votos de Boas Festas e mais aquisições como esta, que deixa qualquer um com o eu, natural de Coimbra com um niquinho de inveja...
Seria uma grande contribuição para mais se saber da faiança portuguesa.
Mais uma vez emano agradecimento e votos de Boas Festas e mais aquisições como esta, que deixa qualquer um com o eu, natural de Coimbra com um niquinho de inveja...
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