sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Fábrica de Francisco de Vale Caseiro Barcelos (?)

Caneca, falta-lhe a tampa  em barro branco, base irregular e corpo semi-cilindriforme na figura de um homem na posição vertical gordo de olhos arregalados.  O seu nariz é de formato grande, vestido de colete e gravata. Nas costas a asa. A tampa em falta, irregular, amovível,  figura um chapéu ( porque já vi uma completa). A superfície exterior apresenta uma tonalidade castanha e amarelada revestida por vidrado , e a sua textura é alisada.

 Por dentro em vidrado amarelo
 
 
 
Marcado Sousa

Cozedura em atmosfera oxidante.
Século XX 
Produção Barcelos 
Areias de S.Vicente (?) 
Oleiro/Pintor - Sousa 
Jogo de peças com a jarra das Caldas da Rainha




Pratinho Miragaia de Rocha Soares (?)

Mais um pratinho em faiança para a minha coleção em esmalte azulado.
Pintura manual da aba decorada numa dupla de meios círculos, em duas tonalidades de azul, cobalto e a meia tinta. No rebordo três filetes; o mais largo a cobalto outro mais fino a ocre e de novo em azul.
O pintor passou sobre os limites do  desenho da aba aguada azul.
O tardoz revela argila amarelada, e se juntar o esmalte, pintura manual, reporta para produção Miragaia num determinado período do pintor Rocha Soares (?)

Mereceu honras na parede
 

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Prato da faiança de Gaia

Prenda do 39º aniversário de casamento, comprado na feira de Belém.
Trata-se de um prato com decoração cantão popular, numa pintura manual muito ingénua,em monocromia azul cobalto.Ao centro um casario ao jeito de pagode em rodapé sequência de pequenas ondas rematada por uma vedação junto a outro casario enquadrado com ramagens de flores.
A aba do prato é decorada com reservas onduladas  fechadas a riscas e por montes com flores
O tardoz apresenta um vinco do covo para a elevação da aba que é carateristico em faiança do norte (Gaia) mas ainda não sei qual foi a fábrica. é notário no tardoz e na frente.
Tinha de ser uma fábrica com capacidade financeira, para usar azul cobalto, que era importado e caro.
O barro usado é branco, na tonalidade usada em Gaia.Bom esmalte.

Poderá com muita certeza ser catalogado do século XIX, pelo tamanho pequeno, azul cobalto e pela pintura manual.Este tipo de casario ingénuo tem sido atribuído a Miragaia numa determinada época, creio que seja doutra fábrica sediada em Gaia, Senhor do Além ou SAVP ou...
Mereceu destronar outro na parede da sala...

terça-feira, 18 de julho de 2017

Fruteiro com floreira em vidro da Marinha Grande

Fruteira com floreira em vidro da Marinha Grande , duas peças que se unem de beleza ao género glamoroso do design  ART DECO, com as abas em graça onduladas e decoradas a filetes em verde .
O facto de se tratar de duas peças, por isso aparecem algumas desirmanadas. Foi o caso desta.
Primeiro encontrei a parte de cima afunilada sem saber o que se tratava até que mais tarde descobri uma completa em azul lindíssima.
Noutra feira encontrei a base semelhante com os mesmos filamentos a verde que comprei.
Não encaixava  a parte terminal do encaixe tipo rolha, por ser pertença de uma peça maior que esta.
Teve de ser desgastada com pedra  que agora não me recordo o nome e água. O meu marido cansou-se e abandonou o trabalho, fui eu que nunca tinha feito tal coisa que o consegui, foi preciso apanhar o jeito sendo até fácil , porque limei demais...
Ficou banzado comigo, como o tinha conseguido...
A parte de baixo com pé oco e o orifício onde encaixa a parte superior, a floreira.
Como a partiram foi usada a de baixo para o mesmo fim por isso o pé apresenta indícios de calcário da água que ficou nele depositada.
Assim como não consegui remover o "cancro" do vidro comprei umas pedras em verde que coloquei dentro, além de dar maior firmeza à peça disfarça.
 Contraste das abas em baixo e em cima

Enfeitada e simples.
Por se tratar de duas peças que não faziam parte integral e sim foram casadas com algum sucesso, a diferença será no ondulado da bordadura que a parte superior se mostra mais elaborado e repenicado em prol da parte inferior mais simples.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Bule de faiança estampado com ave fabrico do norte (?)

Numa das últimas feiras de Algés encontrei este bule de faiança que me cativou pela pintura vegetalista com um pássaro. O preço era convidativo tinha sofrido um acidente, a tampa faltava-lhe a pega e o pé do bule apresentava uma falha recente, a cor do barro em vermelho ainda estava virgem...
A decoração apresenta-se no bojo do bule com ramos em tons a manganês e folhagem pintada a verde e aguada, o pássaro em policromia vermelho e azul, abaixo dele  um círculo floral em decalque com pinturas a cheio e vermelho, pelo menos uma aventa ser um coração.Completa a decoração com filetes finos em manganês na tampa e no pé do bule, igualmente finos a azul na asa e no bico, para fechar com dois largos na boca do bule e na aba da tampa em amarelo claro.
A tampa como referi não tinha pega, adaptei uma tampa de galheteiro que também por casualidade tem a cor manganês, apenas está colada, falta a pintura em volta.
A asa apresenta-se rugosa, resulto do calor  no forno, sendo fabrico artesanal sem termómetros, era uma situação decorrente e aqui bem visível.
 Evidência do barro utilizado - vermelho que sobressai no esmaltado lácteo a puxar para cinza/azulado.
Apesar de ainda não estar pronto,já lhe arranjei lugar...
Este tipo de pintura em estampagem com aves foi usada desde meados do séc.XIX ao XX. Em Coimbra, Alcobaça e no norte.
A cor do barro  reporta-me para o centro de fabrico de Coimbra, contudo pela pintura estriada, se repararem no pássaro não se apresenta a cheio integral, apresenta riscos, uma carateristica de Gaia da Fábrica Cavaco num determinado período tal como a cor do esmalte cinza/azulado. E sabendo que só as fábricas com mais posses mandavam vir de Lisboa o barro branco para a sua produção, outras o misturavam com o vermelho dominante na região faz sentido dizer que na falta de barro branco usavam só vermelho (?).

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Prato de Gaia (?) em decoração singela de bolas

Pequeno prato em faiança cuja decoração singela pintada em cor monocromática em azul claro com filete fino a delimitar o centro e o limite do rebordo e aba de bolas pintadas a cheio
 O esmalte é lacteo
 O tardoz revela barro rosado pelas matérias plásticas do esmalte  que "arrepiou"
 
Fabrico do início séc XX (?).
O centro de fabrico pela pequenez do tamanho, o esmalte e a cor da massa reporta para o norte- Gaia, uma fábrica que ainda não descobri, mas que pintou muito em azul com graciosidade
Comprei-o ao meu amigo Carlos na feira de Paços d'Arcos!

sábado, 13 de maio de 2017

Prato de faiança do norte, Fervença (?)

Comprei este prato em Algés à D.Fátima. Claro que não estava assim descorado, aconteceu ao chegar a casa depois de o pôr em água se começou a descascar...fatalmente o que acontece aos restauros, a água é um inimigo. Apresenta um "ligeiro cabelo", tenha sido o mote para alguém ter decidido e mal pelo restauro e pintura, cobrindo pintura original. Em abono da verdade pior a emenda que o soneto...
Contudo o prato exalava algo que me cativou pelas cores com o ramalhete central delicado.
Por não ter foto do prato quando o comprei apresento esta como ficou com o banho...
As fotos mostram resquícios da massa a cobrir a pintura floral e a barra em amarelo e dois "buracos " primitivos da cozedura do prato, por a massa conter matérias plásticas, "arrepiou"...
 Julgo nesta foto seja mais notório a massa que ainda falta retirar.
Após a limpeza nota-se o "cabelo" já referido, ainda assim prato a merecer honras na parede da minha sala. Pintado em policromia ao centro com ramalhete gracioso e fino em azul claro, com ligeiro filete a manganês ao limite do covo, seguido de um largo até à elevação da aba decorada por grinalda lisa em ocre com palmito em verde desmaiado ao centro do balancé . Ao limite do rebordo filete a azul cobalto.
Trata-se de produção do norte sem dúvida alguma. O seu peso, a decoração, as cores; uso do manganês desmaiado, azul cobalto e verde desmaido, sejam mote de outros dois da minha coleção.
Apresenta esmalte lácteo acinzentado com craquelê, as cores do azul cobalto e azul bebé reporta a produção de Gaia, quiçá após a  chegada do químico Domingos Vandelli, a lufada de novidade e criatividade depois de ver a sua fábrica do Rossio de Santa Clara em Coimbra incendiada pelos desertores do Buçaco. Então qual seria a fábrica que produziu este prato? Pois não sei!
Eventualmente Fervença (?) , pelo equilíbrio da pintura e graciosidade do ramalhete central, sendo que até hoje ainda não se encontrou nenhuma peça assinada.Outra carateristica a forma em quinada viva do covo para a aba. A sua atribuição reporta aos finais do século XIX (?)

Falar das Coisas que eu Gosto- História, Ansião e Faiança!

Foi o  Programa Visita Guiada ao Forte de S João Baptista na Foz do Douro no Porto  que vim a correlacionar o motivo vastamente pintado no ...