segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Mostra de peças da Fábrica de Loiça Sacavém

Propriamente a Loiça de Sacavém não é a minha favorita, contudo faz parte da minha vida por a ter visto na casa das pessoas, e sobretudo exposta para o cliente comprar na calçada larga na frente dos Paços do Município em Ansião, no mercado de sábado, grande desfile de loiças e barros, em tantas cores e desenhos, que me fascinava o olhar.Mostra de alguns exemplares.

Modelo ? Gracioso em art déco
Motivo Congo
 
 Motivo Alcobaça
 Motivo Beira, falante com filete em dourado
 Motivo Estátua - Cavalinho
Outro exemplar em pó de pedra, partido, um colega ofereceu ao meu marido
 Prato de bolo, julgo motivo egípcio (?)
Pratinho de sobremesa motivo lacinhos ou Berlim
 Pratinho
 Pratinho e covilhete motivo excelcior
 Covilhete florzinhas
 Motivo Togo
 Motivo Chinês
 Motivo Marinha

 Manteigueira da Real Fábrica
 Prato no motivo Florzinhas com debruo a dourado
Mesmo motivo sem o dourado
 Caneca cavalinho

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Travessa motivo floral de aba martelada e bicada, fabrico norte, Darque ou Vilar de Mouros(?)

A semana passada  ao descer a escada de ferro para ir ao quintal do vizinho apanhar molas, andava a vizinha da minha filha, a D. Amélia, senhora com ar de minhota, na poda dos arbustos, na conversa reparei que tinha no meio do jardim um prato Sacavém, estampa "cavalinho", apesar da aba brucinada, ainda assim irradiava beleza, fosse pelo verde autentico, o bebedouro para os melros seja a paga das sementes de flores que lhe trazem...lançou-me o convite para ir à sub cave, onde deparei com um mundo de coisas velhas, desde cadeiras que foram de Lisboa para Viana do Castelo e voltaram, loiças e vidros, malas, candeeiros, num caixote empoeirada descobri um tardoz de uma travessa, que hesitou em me oferecer por estar "gateada" achando que não valia nada, ainda trouxe um prato Massarelos e uma saboneteira em esmalte, para pregar numa parede da casa rural.
Muito obrigada D Amélia pela gentil cortesia das ofertas.
A travessa em faiança em formato ovalado de aba recortada e relevada em cartelas ou reservas em cor monocromática esmeralda(?) e esmalte lácteo a recebeu de herança do seu sogro.
O motivo central desenvolve-se do fundo até ao centro com uma ramagem floral , graciosa em policromia
Pintura delicada com as famosas folhas ditas de agrião
O tardoz em textura homogenea apresenta a aba com transparência da pintura da frente, uma característica que se encontra numa determinada época na faiança de Coimbra e Fervença, eventualmente outras(?).
 Esta decoração floral já antes a apresentei
http://leriasrendasvelhariasdamaria.blogspot.pt/2014/12/travessa-em-faianca-aba-relevada.html

A que acrescento esta enfusa muito semelhante
O fabrico desta travessa poderá atribuir-se ao início do século XX, por altura da implantação da República, porque  Coimbra também fabricou este tipo de aba assim martelada, como poderão ver no post atrás mencionado. 
E a Fábrica das Devezas também, foto retirada dum site de leilões, por ostentar a marca

  Enfusa em grés da minha coleção
Atendendo à tonalidade do esmalte não me parece seja Fabrico das Devezas, porque o foi num branco branquíssimo, a rivalizar a porcelana, poderá ser eventualmente fabrico norte (?) de uma outra fábrica que copiou o motivo porque na verdade o verde da folha de agrião é mais escuro, poderá ser Darque sendo que supostamente Coimbra também o pintou, mas num verde ervilha, mais aberto.
Ou será fabrico de Vilar de Mouros (?), atendendo ao esmalte lácteo e aba bicada ?.
O tardoz apresenta transparência usual em Fervença e também Coimbra.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Travessa em faiança com motivo floral de Alcobaça (?)

O meu colega Paulinho Filipe, na feira de Setúbal encontrou esta travessa completamente suja que acredito comprou em estaminé de chão. a custo quase zero...apressado se chega à minha banca para perguntar se valia alguma coisa...Passados minutos volta de novo com a travessa lavada que pedi para fotografar, por a achar interessante.
Peça em faiança de formato oval, de rebordo ligeiramente ondulado.
Ao centro um ramo de flores em policromia elegante, ao limite do covo uma grega a meia tinta em preto, seguida de dois filetes um em amarelo torrado e outro em azul. A aba com estampa floral a vermelho.
Tardoz translúcido em pasta homogénea com "seis gatos", é porque o dono tinha estima na peça(?).Lamentavelmente foi mal colada há anos com cola amarela...
O mais interessante é ter gravado na massa o algarismo "4", que tenho algumas peças numeradas, mas sem saber se o número seja relativo ao tamanho da peça (?) ou à fabrica que além do nome também se identificaria por algarismo(?)
Com grande probabilidade ser fabrico dos meados do século XX. Agora saber a origem?
Poderá ser eventualmente fabrico de Coimbra, pelo motivo e pelo uso do vermelho.
Mas esta travessa inclino-me para fabrico de Alcobaça, no inicio da OAL, anos 30 (?).Porque copiama à semelhança do que se fazia em Coimbra, conseguiram peças de melhor qualidade, sobretudo em textura e grandes pintores, neste caso há pétalas em formato de coração, seriam bons amantes...
Saliento que só nestas duas terras tenho encontrado peças numeradas.

Faiança de aba recortada e relevada com paisagem de casario norte ou Coimbra(?)

Encontrei esta travessa oval em faiança na feira de Algés. Não que seja exuberante, o que me chamou a atenção foi o rebordo relevado como Sacavém e a Vista Alegre, também produziram assim peças. Agora saber quem copiou quem, não faço ideia, porque julgo a inicial é copiada de Inglaterra(?).
O motivo central da travessa apresenta-se em policromia com um rio ( Mondego ou Douro) pintado em azul claro e nele barcos, nas margens casario alto com telhados diferentes a vermelho, defronte na outra margem com cúpulas e arvoredo a verde ervilha. No céu supostas aves.
O rebordo pintado em esponjado a meia tinta num azul desmaiado.
Tardoz  na evidência do rebordo recortado, esmalte em pasta homogénea no tom "branco sujo". Marcas das trempes.
Com um pequeno "cabelo com um "gato".
Foi utilizado barro vermelho, nota-se no escorrido.
Apesar de não estar marcada, poderá tratar-se de faiança de fabrico de Coimbra  ou do norte (?)
Motivo de paisagem com um rio ao meio a mediar as margens, pode ser o Mondego ou o Douro.
Uso do barro rosado, pesada e recorte na abas, atributos a ambas.
A tonalidade do esmalte escura aventa ser fabrico de Coimbra. Porém  pode ser do norte (?) pela aba relevada.
Provável fabrico finais do século XIX inicio de XX (?).
Lembro um prato na casa de um familiar que tinha sido herdado de um padre na região centro, com muita certeza produção de Coimbra, decorado com a  mesma pintura a mais pequena, à direita. Por isso seja a minha inclinação por hora desta travessa para fabrico de Coimbra.
 Mereceu honras na sala, claro destronou outra!

Falar das Coisas que eu Gosto- História, Ansião e Faiança!

Foi o  Programa Visita Guiada ao Forte de S João Baptista na Foz do Douro no Porto  que vim a correlacionar o motivo vastamente pintado no ...