segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Infusa da Fábrica Cervial Alvarães Minho

Excerto da Olaria do Prado-, Rocha Peixoto: o gosto pela cerâmica e pelos seus artífices pela Dra Isabel Maria Fernandes
"Há leituras que nos acompanham pela vida fora, textos que lemos e voltamos a reler sejam eles escritos por romancistas, poetas ou investigadores. Desde que fizemos da cerâmica o nosso campo de estudo, Rocha Peixoto é um desses autores a quem frequentemente retornamos.
Na sua época Rocha Peixoto foi o único que fez da cerâmica, mais concretamente da olaria, uma área de investigação. É sabido que Joaquim de Vasconcelos foi o primeiro a chamar a atenção para estas «louças da aldeia» ou «olarias rústicas» (VASCONCELOS,1884 [1883]: 93 e 98) e para a necessidade de as estudar e preservar. É Joaquim de Vasconcelos o principal impulsionador da exposição de Cerâmica que decorreu, em 1882, no Palácio de Cristal, no Porto, e que foi promovida pela Sociedade de Instrução do Porto 3, sendo nessa altura Rocha Peixoto um jovem de 16 anos
Joaquim de Vasconcelos é também o autor do livro «Cerâmica Portuguesa: estudos e documentos inéditos» editado na sequência da referida exposição. ( Neste momento encontra-se há venda o livro no OLX).
Desta arte ancestral: «O oleiro vegeta na miséria, em geral, numa miséria de que não fazem a mais leve ideia aqueles que só vêm as coisas por óculos cor-de-rosa e se regalam nas fofas cadeiras das secretárias, argumentando só com a alta cotação das inscrições, e esquecendo que o alto juro do papel oficial é uma das
causas da pobreza de capital nas províncias, e da usura colossal que o pobre industrial popular tem de saldar com a vida, porque o suor do rosto já não chega para isso. Fazemos esta observação porque alguns colegas da província acusaram esta ou aquela região de não haver concorrido. Nós, que sabemos
perfeitamente que o triste oleiro tem muitas vezes de pedir dinheiro emprestado para fazer uma pequeníssima fornada, cujo êxito é incerto, que conhecemos a profunda miséria que lavra na maior parte das províncias do país, apesar de todos os melhoramentos materiais, devemos recomendar toda a benevolência
para com a triste gente. Vejam esta miséria com olhos enxutos, e depois acusem, se tiverem ânimo» (VASCONCELOS, 1884 [1883]: 95-96).
Também Leite de Vasconcelos, do qual recentemente se comemorou os cento e cinquenta anos do nascimento, abordou a cerâmica mas nunca do modo sistemático e científico de Rocha Peixoto. De facto, há nos textos do autor de «As Olarias de Prado» uma profundidade na abordagem que mais nenhum outro autor da sua época atingiu. Rocha Peixoto não se limitou a recolher peças e testemunhos sobre os centros oláricos, tratou de os interpretar, quer no contexto das materialidades quer no que se relaciona com
o «conspecto social» e económico dos seus artífices (PEIXOTO, 1995 [1900]: 122-132). Rocha Peixoto procurava sempre compreender/interpretar o homem para lá das suas criações funcionais.
Para se ter uma ideia do que este investigador considerava importante recolher no âmbito do trabalho de campo e do inquérito às populações leia-se o que ele sugere a António Tomás Pires, numa carta datada de 4 de Maio de 1899: «Apesar do inquérito rural estar feito tem V.ª Ex.cia e as suas notáveis aptidões um vasto campo de trabalho etnográfico, sem sair de Elvas. Escuso-me de lho lembrar pois V.ª Ex.cia bem o sabe. Permito-me apenas chamar-lhe a atenção para algumas indústrias populares locais: olaria (louças populares de barro), espartaria, cordoaria, cestaria, cera, ferraria, funilaria, albardas e
outros arreios de cavalos, etc. A descrição minuciosa destas indústrias é um dos grandes capítulos do nosso
programa. Isto está quase tudo por fazer, não é verdade? O aprendizado, as matérias-primas, os produtos,
os salários, as condições de vida e comerciais, a organização do trabalho, etc., etc., tudo isto completado com croquis ou fotografias dos produtos confeccionados, dos utensílios das profissões, dos operários no trabalho, etc., eis um dos traços importantíssimos a registar» (GAMA, 1966: 100).
Lamentavelmente Rocha Peixoto morre novo (1866-1909), na altura em que pretendia publicar um trabalho de síntese sobre as investigações que vinha desenvolvendo sobre a etnografia das «províncias nortenhas do Minho e Trás-os-Montes». 
Alguns centros oleiros no distrito de Braga falados por Rocha Peixoto
Barcelos/Prado (Barcelos, Vila Verde, Braga).
Prado foi concelho, abolido em 1855, englobando várias freguesias onde se trabalhava o barro, as quais, depois da extinção são distribuídas pelos concelhos de Vila Verde, Braga e Barcelos mas passando a maior parte delas para este último concelho.
Tipo de loiça produzida: Preta, vermelha, vidrada e figurado.
Referido por Rocha Peixoto em: (PEIXOTO, 1995 [1900]:

Olaria de loiça vidrada em S. Tiago de Francelos. Lugar da freguesia de Prado, concelho de Vila Verde. Séc. XIX, último decénio. Museu Nogueira da Silva.
Arq. Fotográfico de Rocha Peixoto (N.º 51). Rocha Peixoto publicou esta fotografia no seu artigo sobre as olarias de Prado (PEIXOTO, 1995 [1900], est. V, 2).

Olaria de loiça fina em Cervainhos (Cervães, Vila Verde, Braga). Séc. XIX, último decénio. Museu Nogueira da Silva. Arq. Fotográfico de Rocha Peixoto (N.º 50). Esta fotografia não é publicada por Rocha Peixoto, mas muito provavelmente documenta o fabrico da «loiça fina de Prado» a que este autor alude no seu estudo sobre as olarias de Prado (PEIXOTO, 1995 [1900], 103).

Alvarães
«Alvarãis, além de centro agrícola, é também importante pelas suas indústrias. Servida pelo caminho-de-ferro, que aqui passa desde 1875, e por uma excelente rede de estradas, que a ela fazem convergir as populações dos concelhos mais próximos, tornou-se um importante e florescente centro industrial. A sua principal indústria é a de cerâmica, bem conhecida e estimada na província do Minho (…) saindo daqui alguma telha para o célebre Mosteiro da Batalha.
(…) Onde a indústria regional atinge a sua proeminência é na Sucursal das Fábricas Jerónimo Pereira Campos, construída no ano de 1921». 
Só a título de curiosidade, a fábrica referida neste trecho continua hoje em dia em pleno funcionamento. Para além desta foram também referências nacionais as cerâmicas Ceral e Rosas, sendo que esta foi a primeira empresa a receber energia eléctrica no concelho de Viana do Castelo.
Como podemos verificar, desde tempos remotos que Alvarães é um centro cerâmico por excelência.
De Valença a Braga, de Viana do Castelo a Caminha, toda a região do Minho recebeu telha de Alvarães. Primitivamente, as telheiras situaram-se no lugar da Chasqueira, numa zona chamada «Tintas». Daqui passaram para ocidente do lugar do Paço, para um local conhecido por «Vermelhas» e, por fim, para o Monte das Infias, onde se construíram vários fornos e se explorou o barro em grande escala.
Em Alvarães encontram-se ótimos jazigos de barro branco, o caulino, sendo considerado um dos melhores da Península Ibérica. É com este caulino que se fazem, na Meadela, as célebres peças de louça de Viana."
"Forno Telheiro de Alvarães  
O Forno Telheiro de Alvarães é um forno de planta retangular, escavado no solo, e construído em alvenaria de tijolo. Tem 7,5m de comprimento por 2m de largura e 2,10m de profundidade até à grelha e mais 1,1m até à base. É constituído por uma câmara de combustão inferior, com acesso por uma boca, de verga reta, colocada no topo e separada da câmara de coção superior.
Este é um forno tradicional construído para a produção artesanal de telha e tijolo. Construído na primeira metade do séc. XX, a sua propriedade é municipal." Este monumento está classificado com o nº IPA 160902011.Situa-se no Lugar da Telheira, mais concretamente no Monte de Infías, junto às antigas barreiras onde era extraído o barro. O forno encontra-se atualmente vedado por uma rede de arame com cerca de 2,5 metros de altura. Nesta área existiram outros fornos semelhantes que foram progressivamente destruídos. Conserva-se parte de um forno a cerca de 50 metros do monumento, integrado numa casa de habitação. A paisagem envolvente é dominada por algumas crateras, de grande dimensão, resultantes da antiga extração de barros.

 http://www.alvaraes.pt/portal/v6.0/mod_texto.asp?pag=historia&titulo=historia-da-terra
  • Fala-se pouco da loiça do distrito de Braga -, o que se fala é produção norte, sem qualquer , ou pouca especificação, e ainda assim, com interrogativas. 
Quando visitei o Museu de Arte Antiga saltou-me a vitrina com loiça bem esmaltada e decorativa em policromia da Real Fábrica de Custódio Ferreira de Braga.Pote datado de 1801 d.C- 1808 d.C 
                 

Num leilão do Cabral e Moncada
Um par de jarras cornucópia da fabrica CERVIAL - ALVARÃES - MINHO séc. XIX/XX


Curioso, quando aparecem no mercado peças com esta pintura de escorridos,  vem logo à cabeça  como 

sendo fabrico das Caldas da Rainha-, então como distinguir a pintura Caldas de Barcelos?


Barcelos? Será outra fabrica, ou olaria no distrito  de Braga.
 Supostamente o povo no tempo, deu-lhe o nome de  Barcelos (?) por ser mais sonante e vila importante. 

Apresenta o  fundo da peça, o vulgo  pé todo vidrado, enquanto que nas  Caldas o pé não é vidrado, 

apresenta-se em terracota. As cores no norte são mais escuras, mais brilhantes do que nas Caldas, a meu 

ver.
A mais antiga referência que se conhece ao fabrico de loiça  preta em Prado data de 1638.
 https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/24904/1/Tese%20de%20Doutoramento_Isabel%20Maria%20Fernandes_2012_%20parte%20II.pdf


 http://www.feiradebarcelos.com/artesaos/julio-alonso
Hoje em Galegos de Santa Maria ainda persiste um oleiro  Júlio Alonso na tradição desta cerâmica preta.
Há pouco tempo numa feira  havia vasto espólio  variado, de faiança e cerâmica de uma casa de Viseu .
Uma série de peças pretas muito interessantes, possivelmente seriam do Prado que chegavam a Viseu para serem vendidas, e não de Molelos em Tondela mais perto.
Porque nunca tinha visto peças tão antigas, graciosas; tachos, cafeteiras, potes e púcaros com testo, asados e, ...Alguém as comprou todas, foi mais sábio do que eu!

Num antiquário meu amigo com quem sempre aprendo muita coisa encontrei esta infusa para a minha coleção, foi paixão pelas cores, de preço simpatiquíssimo .
Marcada CERVIAL ALVARÃES MINHO R 15
Peça esmaltada com a técnica de escorridos, em tom azul cobalto e verde cobre sobre fundo amarelo claro.
Marca impressa na massa com carimbo da fábrica.
Produção século XX (?).

Cervial lembra-me Cervainhos em Cervães. 
Portanto uma fábrica descendente das antigas olarias que na região proliferaram, uma forte provabilidade!

domingo, 9 de novembro de 2014

Galo na pintura da faiança de Coimbra(?)

Um belo prato de grande dimensão, com 36 cm de diâmetro.
No primeiro impato pelo colorido e  faixa amarela na aba pensei se tratar de faiança do norte, da Fábrica Bandeira(?).
Apaixonei-me. No melhor consegui convencer  meu marido, que além deste me comprou outro com 37 cm, uma palangana "ratinha".

O prato apresenta-se com duplo filete fino ao limite do covo a manganês, ao centro um garboso galo de peito emproado em amarelo antimónio, e uma asa em azul.O rabo em forma de ramagens  com o limbo a manganês, ainda retoques no mesmo tom, a fazer sobressair o olho, o bico, o esporão das patas e as penas do rabo.
O galo é ladeado por folhas azuis ponteagudas sob rodapé esponjado em verde ervilha com  laivos a manganês.A aba alterna com ramagem de flor  azul e figura circular em vermelho, sob filete largo em amarelo.
Lembrei-me que a pintura da bordadura é mui semelhante a este prato que tenho há muito atribuído a Coimbra, julgo sem dúvidas. Mas é sabido que os pintores circulavam de olaria em olaria levando os materiais e técnicas, por isso é sempre difícil a catalogação.
Então este belo prato será fabrico de Coimbra(?). Claramente que sim, sem medo, atendendo a evidências substanciais como as cores: manganês esborratado, azul e o amarelo antimónio.Aos motivos florais e geométricos da aba muito usados.Ao rabo do galo em forma de ramagens de árvores, usada no casario de Coimbra.O mesmo das folhas ponteagudas em azul a ladear o galo.Ao rodapé em esponjado em verde ervilha.Ao esmalte amarelado( não sei o produto usado para lhe conferir esta tonalidade grão), porque se consegue ver que a peça antes deste banho era branca visível no tardoz.Ao tamanho, tenho vários pratos com o mesmo diâmetro e formato.
Fabrico dos meados do século XIX .
Incertezas:
As "trempes" cujas marcas são bem notórias, nada tem haver com as de cerâmica em triângulo, que deixavam marcas redondas, estas parecem ser em ferro(?) ou então as peças eram cozidas em caixas de cerâmica  redondas com furinhos onde se punham pauzinhos de esteva ou(?) para segurar as peças quando iam a cozer em chacota.
O problema é que até há data jamais foram encontrados dados arqueológicos em Coimbra sobre o uso de Caixas de Cerâmica para cozer a faiança, como de encontraram em Lisboa e Vila Nova(Gaia).
Esmalte craquelê, junto do frete visível o branco do esmalte
Há muito que gostaria de ter na minha coleção um prato com este galo, porque "galos" tenho vários em tamanhos dispares, de olarias de Aveiro e Cavaco. Mas igual a este, assim grande e belo foi o primeiro.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Canjirão antropomórfico da Fábrica da Meadela em Viana do Castelo

Comprei uma réplica de um  canjirão antropomórfico na feira de Algés para engalanar uma das minhas cozinhas, em parelha com os potes das especiarias . 
Darque em Viana, encerrou portas passados noventa e dois anos e em 1947, é fundada a Empresa de  Cerâmica Regional Vianense, Lda mais conhecida por Fábrica da MeadelaTinha como principal objetivo ressuscitar a louça tradicional de Viana do Castelo. Tarefa nada fácil, uma vez que não foi possível obter uma pasta tão perfeita como a antiga, nem as cores originais. É sob a orientação do engenheiro João Dias Coelho, vindo da Fábrica Vista Alegre, que se começam a utilizar novas técnicas de produção e começa a produzir-se louça em grés fino com pintura sob o vidrado.
Foi nesta altura que o artista António Pedro realizou obras notáveis em grés, contribuindo para o sucesso artístico da empresa. Mais tarde, sob a direcção do Eng.º Lencart e Silva, e com os artistas Armando Veríssimo e Augusto Alves, conseguiu aliar-se a qualidade e beleza da louça decorativa com o sucesso comercial da mesma. Também o escultor Laureano Ribatua preservou a prevalência dos critérios artísticos, verificando-se, nos dias de hoje, uma aposta em novos desenhos. Deste modo, a tradição das peças de decoração original alia-se, harmoniosamente, com a contemporaneidade de novas propostas.


Pintado em cor monocromática em azul. A caneca apresenta o homem de cabaça na mão a encher um copo.
Assinada a dourado para  consumo e exportação
Algumas canecas antropomórficas de faiança de Darque(?) que descobri na net

Durante muitos anos, sobretudo nos últimos adoptado a denominação de “Louça Regional de Viana” que produziu peças não só decorativas, mas também utilitárias e funcionais que podem ser utilizadas no dia a dia. 

A louça regional utilitária e decorativa que esta fábrica produz baseia-se em três motivos distintos: motivos religiosos, florais e brasões de famílias antigas que tiveram a sua história na cidade de Viana. 
Produz igualmente reproduções do séc. XVII e XVIII de peças existentes no Museu de Artes Decorativas da cidade e também uma nova linha do moderno design cerâmico. 
Fotos retiradas da net
A atravessar um momento difícil, a fábrica da “Louça Regional de Viana” encontra-se há um ano com a produção suspensa, mantendo somente uma loja/galeria junto à fábrica e um pequeno museu com o valioso espólio de que dispõe. 

Fontes
http://olharvianadocastelo.blogspot.pt/2011/08/exposicao-louca-regional-de-viana.html
http://olharvianadocastelo.blogspot.pt/2013/09/fabrica-de-louca-da-meadela-fazer.html

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Jarra ou cabaça mutilada de Santo António do Vale da Piedade (?)

Na feira de agosto na Figueira da Foz encontrei em saldos esta peça em faiança, mal lhe peguei para perceber o que teria sido a sua função,  percebi de imediato que tinha sido cortada no bordo, apesar de trabalho muito bem feito, fato que não passou despercebido no meu olho clínico .
Ainda bem que não a deitaram no lixo, a reaproveitaram como jarra, pois estava suja de flores por dentro e até na foto no rebordo, tenho de a limpar melhor.
A minha pequena jarra bojuda,que foi uma graciosa cabaçinha de quartilho e meio = 0,75 litros.
Garrafa pequena em forma de cabaça (do fruto da cabaçeira muito usado nos tempos de antanho pelo povo como garrafa em Portugal e Províncias Ultramarinas, com base circular, e corpo de formato pediforme, sensivelmente a meio da sua altura apresenta um ligeiro estrangulamento ).
A minha cabaça mutilada poderá ser com bastante certeza produção provável da Fábrica do Vale de Santo António do Vale da Piedade em Gaia (?) atendendo à pasta, ao esmalte, à decoração  floral e aos filetes largos, da cor, e ao frete do pé fino. 
CITANDO O VOLUME III 
LAURA CRISTINA PEIXOTO DE SOUSA
DISSERTAÇÃO DE MESTRADO APRESENTADA À FACULDADE DE LETRAS DA UNIVERSIDADE DO PORTO  EM ARQUEOLOGIA
A Fábrica de Louça de Santo António do Vale de Piedade, em Gaia: arquitetura, espaços e produção semi-industrial oitocentista.

 
Fabrico nesta fábrica documentado em 1821, dos meados do século XIX.
Os últimos fragmentos da escavação arqueológica apresentam imensas semelhanças com a minha peça, só diferenças em detalhes florais.
Para comparação como seria a minha peça ou jarra ou cabaça deixo exemplares
Museu Alberto Sampaio 

Jarra arredondada com gargalo afulinado, século XVIII/XIX


Garrafa na forma de cabaça no Museu dos Biscainhos será produção do norte (?)
Darque ou Vilar de Mouros (?)

Cabaça com asa da coleção do Museu Nacional Soares dos Reis, possível fabrico do norte(?)


 Cabaça atribuída a Darque,Viana ou Vilar de Mouros (?).
                          A eterna dúvida, ou foi jarra ou cabaça!                                              

Falar das Coisas que eu Gosto- História, Ansião e Faiança!

Foi o  Programa Visita Guiada ao Forte de S João Baptista na Foz do Douro no Porto  que vim a correlacionar o motivo vastamente pintado no ...