segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Pé de encaixe para prato escorredor Coimbra (?)

Nada menos que um pé de suporte de um prato escorredor de copos de aguardente que se enchiam a deitar fora, por isso se aproveitava o que caia no prato com furinhos para escorrer para dentro do pé.

Encontrei-a por mero acaso na feira da ladra

Gostei do rendilhado azul, cor minha preferida nas faianças.
Peça atribuída ao século XIX  (?) em faiança. 
Elegância da peça no seu interior aberto para o reservatório da água. 
Peça com pintura monocromática em azul a cheio na base do pé e por entre os galões de flores, e a dois tons mais claro nas duplas de filetes. 
Quanto ao fabrico analisando o fundo, a cor láctea do esmalte, dupla de filetes e os esponjados -, pode ser Coimbra (?).

Uma peça em motivo cantão popular completa retirada http://ascoisasdequeeugosto.blogspot.pt/
Retirada de  http://velhariasdoluis.blogspot.pt/2013/07/salva-de-aguardente-em-cantao-popular.html
Adaptei ao meu pé uma vela grande redonda, ficou belíssima na sala junto ao candeeiro de cristal.

Mais tarde encontrei um prato coedor com os furinhos na feira de Paço d'Arcos - lindo e caríssimo na banca do Sr Lacerda -estranho, nem sabia a função

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Cortiço com tampa com estevas



Em cortiça claro!
Peça que me lembro desde sempre conhecer, a minha mãe quando casou trouxe um de casa dos meus avós para pôr atrás da porta da casa de banho,serviu como cesto da roupa suja durante anos.
Depois foi arrumado no sótão até ser redescoberto por mim, numa das últimas limpezas que lhe fiz, trouxe-o comigo, não sabia bem o que fazer dele.Por dentro ainda tem os paus cruzdos para as abelhas fazerem os favos de mel.
Aí surgiu-me a ideia de o pôr no hall da casa rural, mas não tinha tampa, essa tinha-se com o tempo perdido.
Nessa altura a minha filha trabalhava em Odemira, onde eu ia várias vezes, confesso que já conhecia, mas fiquei mais apaixonada, além da beleza da costa alentejana, as pessoas por certo são adoráveis, perdi horas a conversar...adoravam ouvir-me, senti, sempre tive jeito para as pessoas, de ensinar, coisas básicas, sorrir e fazê-las sorrir também...não é falta de modéstia....está-me nos genes!
Bem, aí soube de um senhor numa aldeola que era cesteiro e lá fui, o Sr Pombareiro, homem de mais de 80 anos, um sedutor!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Estórias de azulejos e porcelana...


O que encontrei junto ao rio Tejo ali ao junto do torreão sul do terreiro do paço...estava tudo enlameado...o que tive de esfregar...
Se olharem com atenção podem ver um deles ainda no chão...


Podem não valer nada, eu gosto deles, quem sabe se conseguirei fazer deles um quadro de Alminhas ,além de outros que hei-de arranjar
Interessante, é que a espessura é diferente


Fragmento em porcelana que só vi do género no paço de Alcáçovas no Alentejo, o jardim com alpendres cujas cúpulas estão revestidas a fragmentos de porcelana, havia um deles caído e claro trouxe-o comigo


Aqui os de Alcáçovas para poderem ver as semelhanças, estas porcelanas são figurativas pela frente e no verso

O fragmento maior de faiança que quase aposto ser pertença do século XVIII, já vi num Museu e livros.


No miradouro do convento dos Capuchos na Costa de Caparica no jardim também ainda existe este tipo de decoração, mais recente já com faiança portuguesa
Curiosamente mote para numa prateleira que comprei com 3 azulejos decorativos, que tirei e no lugar deles colei aleatoriamente caquinhos de faiança...ficou um espanto!
Tenho de me especializar em fotografia digital como a Maria A.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Medidas de capacidade de antigamente



Alqueire, meio alqueire, selamim...quem sabe o nome dos pequeninos que serviam para vender os tremoços...onça?
O primeiro, o alqueire, com pegas era pertença da minha Titi
O meio alqueire era do avô do meu marido
O selamim mais pequeno não está aqui, mas sim na casa rural e foi-me dado pela minha prima Júlia
Os pequeninos não resisti a compra-los numa feira de Setúbal por 5 €

Gravatas em jeito de painel



Recebi-as há anos de herança por falecimento do meu sogro.
Resolvi num rasgo criativo pendura-las no hall da casa rural, sítio mais apropriado, afinal era dele a casa.
Adaptei um azulejo alusivo aos "lenços dos namorados" que julgo era da cozinha da minha mãe para pendurar os panos,perdido algures até ser encontrado por mim onde as gravatas assentaram na perfeição.
Gosto de as apreciar com os noz feitos...dão-lhe vida...
Estão prontas a ser usadas!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Altar de souvenirs de locais de culto...



Comprei a prateleira comprida na feira de Oeiras .
Apreciei a antiguidade, fragilidade , logo me lembrei como ficaria bem por cima do meu oratório na casa de província. Assim foi, gosto do conjunto com o crucifixo engalanado por mim em jeito de imitação como vi na televisão na zona de Braga.
Na prateleira uma Senhora de Fátima e o Sagrado Coração de Jesus ornados a rendas,claro que antes lhes comprei as coroas, sempre fui vaidosa nos adornos... adoro enfeitá-los... ladeados por souvenirs de vários locais de oração ....ainda um Cristo estilizado que comprei numa feira de artesanato, no canto direito um ícone que a minha irmã me trouxe de um dos países de leste....gostaria que fosse a Virgem Negra...mas não me parece!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Chocalhos em latão



São seguramente as primeiras peças que comecei por comprar, já lá vão 30 anos...
Ainda me lembro de ver as ovelhas e cabras com eles à volta dos pescoços, sobretudo do ruído característico, sonante, relaxante no ritual do pastoreio da erva rasteira no adro da capela mesmo à frente da minha casa, já na primavera adorava os borregos e cabritos pequenichotes com apêndices pendurados no lugar dos chocalhos e ainda restos do cordão umbilical seco,de pernitas trolhas a cambalear...
Alguns chocalhos tem coroas gravadas
Há anos que não os vejo pelas feiras...

  • Os chocalhos grandes de fivelas em cabedal trabalhadas a canivete pelos pastores.

Os meus azulejos

Os meus parcos azulejos decoram inexplicavelmente a minha minúscula casa de banho do r/c da minha casa de província
Gosto de os mirar pendurados em aranhas de metal,em jeito de quadros, acho fascinante... ali naquele escuso espaço sob o comprido, então não a fizeram aproveitando o vão da escadaria para o 1º andar
O que eu tenho de falar, implorar para o meu marido, que não gosta nada de pregar os pregos, a parede é rija como um raio...
Por isso é que ser livre deve ser muito agradável, faz-se o que nos dá na real gana e não se ouve epitáfios de ninguém
Tempo de começar a pensar...ehehehehe
Quanto a este exemplar é de 1640, o vendedor na feira-da_ladra pediu-me 10 €, aí perguntei-lhe pela esposa, apelei aos afectos, disse-me que estava doente, fez-me um desconto, trouxe-o por 5 €
Nesse sábado ao mesmo vendedor também comprei este nas mesmas tonalidades,azul e amarelo, as minhas favoritas, a banca no chão repleta de painéis de todos os séculos, este disse-me que era do século XVIII, custou 5 €
Quanto a este adorei a simplicidade, harmonioso o desenho, também comprado na feira da ladra por 2 €
Bem, quanto a este, desculpem-me, sei que não devia...mas o impulso de o ter foi mais forte!
Um belo dia fui passear à quinta da Fidalga no Seixal, por entre o arvoredo e o tanque que enche consoante a maré, um retiro para lazer decorado a azulejos, no chão alguns partidos, este inteiro...olhei para ele e não resisti, as esbeiçadelas já foram feitas por mim a tentar por-lhe a aranha, é tremendamente grosso
Se a quinta foi do irmão do Vasco da Gama, seguramente é século XVI
Este também o comprei na feira da ladra, nunca tinha visto outro assim igual, como era em tons azuis os meus favoritos,não hesitei em compra-lo por 2€
Sempre gostei de azulejos figurativos, sobretudo com animais
Este será do século XX, uma boa reprodução de anteriores, comprei-o a um velho conhecido vendedor em Setúbal por 5€

Restauro - Quadro


Quadro.Relíquia encontrada para os lados da casa da Amália no Brejão.
Ao meio da caminhada por entre frondosa vegetação a imitar Sintra,ainda pedras basálticas soltas e o riacho com levada corrida em ravina sinuosa, do outro lado mimosas ressequidas a morrer de pé em jeito de imitar o lindo soneto de Florbela Espanca, por entre os ramos a rede de limitação da propriedade, mui velha, ferrugenta esburacada...
Lugar emblemático, não sei se foi dos morangos saborosos que antes comi, se foi da emoção do local, algo mexeu e de que maneira comigo, uma brutal indisposição.
Cenário deprimente!
Não sei o que me passou pela cabeça e sem pensar, ponderar, não resisti, ainda hoje tal me intriga como fui capaz,num gesto impensado não me assustou o pó, teias de aranha e pregos ferrugentos, mesmo assim, tirei-a debaixo do entulho de lixo.
Restaurei-a ao meu jeito, enriquecia-a numa moldura cujo estilo vira na colecção Berardo no CCB
Decora hoje o quarto da minha filha noutra casa das três que possuo.
Quem a contempla gosta dos tons fortes, quentes que incuti para esconder as mazelas, o resultado é no mínimo muito agradável.
Melhorou com a moldura preta.Pena é não ter a foto primitiva para se avaliar o forte contraste. Nada a fazer!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Cantão Popular com 36 cm de diametro de Miragaia(?)



 






Mede 36 cm, o meu maior prato...
A foto não lhe dá a notoriedade que tem ao se olhar para ele, que pena.Apresenta uma pintura naturalista típica do norte - um homem com a enxada às costas e um animal.
Adore-o ainda mais quando o vi, pela sua eloquente tonalidade e grandeza.
Também pela tonalidade ser em azul, a minha favorita.
  • Este modelo decorado a azul -, com o tipo Miragaia -, a que chamamos Cantão Popular foi fabricado por volta de 1850.
Comprei-o num site na net, custou 17 €, gateado.
O  esmalte é lácteo e de agradável brilho e leve e de boas formas.

Numa feira de Montemor vi numa banca um grande muito decorativo em amarelos que o vendedor me dizia ser Fervença...vi logo que não era -, intrigou-me que tinha em azul a cúpula igual a este que no caso destoava. 
Já vi terrinas com este motivo e a pintura nelas todas é muito ingénua, mal definida tal como esta que apenas se destaca  -, cúpula, arvoredo e um homem e um animal.
  • O esmalte no tardoz identifica muito a fábrica em conjunto com o tamanho e a pintura . Num site de leilões vi dois pratos iguais atribuídos a Miragaia.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Pequena arca de madeira



Foi pertença da minha sogra.Serviu durante anos para levar para as vindimas para terras do Ribatejo
Por dentro tem uma pequena divisória, nela levava os enchidos e toucinho, batatas e feijão seco,panela,bacia para comer a que gosto de chamar palangana e alguidar.
Comprei os pés para a assentar e assim ficar mais elegante.
Uso-a para guardar as mantinhas de inverno com que nos aconchegarmos nos sofás numa outra casa.

Faiança em policromia do norte

Belo prato pintado em policromia. Ao centro vaso com flores; azul e vermelhas. Ao limite do covo filete fino castanho e um largo amarelo ca...