
Quadro.Relíquia encontrada para os lados da casa da Amália no Brejão.
Ao meio da caminhada por entre frondosa vegetação a imitar Sintra,ainda pedras basálticas soltas e o riacho com levada corrida em ravina sinuosa, do outro lado mimosas ressequidas a morrer de pé em jeito de imitar o lindo soneto de Florbela Espanca, por entre os ramos a rede de limitação da propriedade, mui velha, ferrugenta esburacada...
Lugar emblemático, não sei se foi dos morangos saborosos que antes comi, se foi da emoção do local, algo mexeu e de que maneira comigo, uma brutal indisposição.
Cenário deprimente!
Não sei o que me passou pela cabeça e sem pensar, ponderar, não resisti, ainda hoje tal me intriga como fui capaz,num gesto impensado não me assustou o pó, teias de aranha e pregos ferrugentos, mesmo assim, tirei-a debaixo do entulho de lixo.
Restaurei-a ao meu jeito, enriquecia-a numa moldura cujo estilo vira na colecção Berardo no CCB
Decora hoje o quarto da minha filha noutra casa das três que possuo.
Quem a contempla gosta dos tons fortes, quentes que incuti para esconder as mazelas, o resultado é no mínimo muito agradável.
Melhorou com a moldura preta.Pena é não ter a foto primitiva para se avaliar o forte contraste. Nada a fazer!


