sábado, 25 de novembro de 2017

Jarra de altar das Caldas da Rainha

Um jarra de altar em escorridos das Caldas da Rainha, anos 30/40.
Peça elegante pela altura e formato das asas com a flor ao centro e folhagem.
O rebordo do bocal e do pé com nervuras dá-lhe graça.
Pintura em policromia oxidada ; amarelo, verde e castanhos na forma de escorridos.
 O pé sem esmalte dita o fabrico das Caldas da Rainha

Faiança da 3ª fase de Darque (?)

Um prato de grande dimensão, bastante colorido.
Veio do Alentejo mas a sua produção é norte, Darque (?), tendo em atenção o tamanho, o formato, com a aba em quina, onde se sente o desgaste do talher e o fundo por dentro não é direito, só se sente passando a mão, a que se juntam os pormenores sem qualidade, o oleiro a pô-lo no forno para cozer como é grande e a massa não estava ainda consistente, o peso e apenas uma mão a segurar no prato o deixou ficar desequilibrado na textura que depois na cozedura ficou torto, também o pintor não equacionou a pintura manual dos palmitos da aba para dar certo deixando um bocado sem pintura, por isso seja da 3ª e última fase desta fábrica que acabou por fechar, precisamente pela fraca qualidade da loiça.
Decoração exuberante com um pequeno ramalhete ocre ao centro fechado em meios círculos a azul cobalto em que nos seus vértices nascem novos círculos em esponjado manganê, no centro estampagem de flores em verde desmaiado, típico do norte, ao meio dos esponjados nascem grupos de três folhas em amarelo canário.Do remanescente centro irradiam em azul cobalto cercaduras em pincelada livre que encerram palmitos em ocre e verde desmaiado.
 
 Notório o desajuste da pintura da aba que ficou um bocado em branco...
O tardoz mostra a cor do barro claro com mistura de matérias plásticos, por isso os arrepiados"buraquinhos. Revela ainda os escorridos do esmalte quando foi mergulhado na tina.
Partido com "gatos".
Atribuição ao norte, a Darque, 3º e última fase 1850 (?).
 
 
A peça em faiança mais cara que comprei até hoje.Muito mais de uma pombinha...O tenha sido por tantos erros de fabrico!
Por isso merece honras para estar na parede.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Fábrica de Francisco de Vale Caseiro Barcelos (?)

Caneca, falta-lhe a tampa  em barro branco, base irregular e corpo semi-cilindriforme na figura de um homem na posição vertical gordo de olhos arregalados.  O seu nariz é de formato grande, vestido de colete e gravata. Nas costas a asa. A tampa em falta, irregular, amovível,  figura um chapéu ( porque já vi uma completa). A superfície exterior apresenta uma tonalidade castanha e amarelada revestida por vidrado , e a sua textura é alisada.

 Por dentro em vidrado amarelo
 
 
 
Marcado Sousa

Cozedura em atmosfera oxidante.
Século XX 
Produção Barcelos 
Areias de S.Vicente (?) 
Oleiro/Pintor - Sousa 
Jogo de peças com a jarra das Caldas da Rainha




Pratinho Miragaia de Rocha Soares (?)


Mais um pratinho em faiança para a minha coleção em esmalte azulado.
Pintura manual da aba decorada numa dupla de meios círculos, em duas tonalidades de azul, cobalto e a meia tinta. No rebordo três filetes; o mais largo a cobalto outro mais fino a ocre e de novo em azul.
O pintor passou sobre os limites do  desenho da aba aguada azul.
O tardoz revela argila amarelada, e se juntar o esmalte, pintura manual, reporta para produção Miragaia num determinado período do pintor Rocha Soares (?)

Mereceu honras na parede
 

Souvenir da Fábrica Cesol de Coimbra

Caneca da Fábrica CESOL de Coimbra anos 50. Pintura monocromática em castanho . Imagem de Nossa Senhora da Rocha dentro de um coração en...