quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Pequeno prato de faiança com marca "1" fabrico de Coimbra (?)

Encontrei um pequeno prato de faiança, com um "cabelo" de apenas 15 cm de diâmetro, na banca da Jú e da Anabela, na feira da ladra.
De pintura singela, além da pequenez que me atrai, foi outro o fator que fez que o trouxesse comigo. Descubram mais à frente.
Apresenta-se decorado ao centro com estampagem de um pequeno ramo floral  em policromia;verde e ocre
A aba também com estampagem de flores simples em azul cobalto
Dá para ver e bem, que o esmalte "agarrou" mal à massa , por esta ser de fraca qualidade na mistura de muitos materiais plásticos, por isso a má aderência do vidrado que se mostra e muito com " arrepiados e buraquinhos", seja pela frente, mas sobretudo no tardoz.
No tardoz ao centro marcado na massa com o algarismo nº 1.
Foi este o motivo principal da compra. 
A primeira vez que encontrei um prato minúsculo, marcado na massa com o algarismo "1", da Fábrica Viúva Lamego. O segundo foi este -, antes só vira em terrinas ou sopeiras, que tenho exemplares marcados com os nºs 1 - 3- 5 ( julgo que ao número poderia corresponder o tamanho ou formato(?), agora com o prato fiquei com mais certeza que estou no caminho certo(?).
Minha última aquisição, terrina marcada na pasta com o nº 5 e com o nome do artista José Cardoso (?) e local de fabrico- Coimbra
No caso do prato o nº 1 impresso seria referente ao prato que se chama de sobremesa (?)
Com muita certeza o seu fabrico é de Coimbra(?) dos meados do século XX.Embora as flores em azul da aba nos catapultem para o norte em Gaia onde foram pintadas por várias fábricas e o mesmo do ramo central.
Distingue-se a utilização de barro vermelho, a cor azul cobalto só as olarias mais credenciadas e abonadas financeiramente o podiam comprar, por ser muito caro, ( no tardoz há marcas de azul, o que evidencia no forno este foi cozer com demais faiança nesta cor pintada), também pela decoração, mas sobretudo pela numeração impressa, que no caso das terrinas são também com muita certeza de fabrico de Coimbra.
Não deixa de ser surpreendente como à partida um pequeno prato "tão mal amanhado" , acaba por se mostrar hilariante, para os amantes da faiança , divagar na sua origem e com isso deslumbramento pela graciosidade.

domingo, 18 de outubro de 2015

Faiança falante ou com legenda - AMOR fabrico de Coimbra (?)

Comprei este prato falante ou com legenda na banca do Pedro e do André na última feira de Algés. 
O preço na realidade não foi em conta, mas foi em relação ao preço marcado, pelo estado,  partido.
Impossível resistir mal os meus olhos nele caíram...

Pintura em monocromia em azul e aguada, ao centro decorado por um coração trespassado com uma seta, e a palavra AMOR.No limite do covo largo filete pintado a aguada limitado por filetes finos em azul.A aba apresenta-se com cercadura floral. No limite do rebordo um filete fino em azul.


Restaurei sem preocupação, apenas para se aguentar
Provável fabrico  de Coimbra, primeiro quartel do século XX.
 Tardoz  evidencia buraquinhos na textura de bom esmalte
Ao mostra-lo à minha filha logo mostrou interesse em o pôr na sua casa-, o primeiro!
Já o levou, ficou-se a olhar, porque achou o restauro muito bom...
E quer mais dois em azul!

Par de jarras de altar fabrico norte M.A.DA ROCHA(?)

Comprei em Setúbal este par de jarras que o colega, ou as partiu no caixote, que nunca acondiciona as peças, ou já as comprou fraturadas, achou por bem restaurar para "puxar dinheiro". O problema é que fez um péssimo restauro com materiais comprados nos "chineses" mas acreditem tive o prazer de enxovalhar à fartasana pela idiotice, ainda o enervei quando com a unha tentava retirar o excesso de acrílico azul com isso deixei o barro vermelho com que encheu as faltas, à mostra...

Furiosa por ver tão mau trabalho de restauro ainda assim não as quis perder, a pensar na alegria em as poder mostrar e partilhar com os meus muitos visitantes, apesar de caras.

Nesta foto descubram o barro vermelho num dos sítios onde fez restauro...
Jarra rodada, de bojo redondo, ombro com ressalto, carenada e colo alto, com estrangulamento central, bordo virado para o exterior e pé alto de base circular com estrangulamento na ligação com o bojo. 
Faiança com esmalte branco e decoração pintada e estampilhada a azul. 
Bojo decorado com uma paisagem oriental com pagodes e palmeiras, com nuvens estilizadas no céu ao género do motivo cantão popular. 
Em volta da base e no colo, cercadura de tracejado oblíquo, seguida de filete ondulante, entre barras azuis escuras.
Análise da base dos pés das jarras, de formato ligeiro abaulado do rebordo com o frete  rebaixado ao meio em forma delicada, belo.
Uma das carateristicas de atribuição de fabrico de SAVP (?).
Mas também a M. A. DA ROCHA

 Museu Nacional Soares dos Reis século XIX atribuído a Gaia ou Porto

O mesmo pé fechado como as minhas jarras
 Fragmentos resultantes da escavação na FSAVP em tonalidade azul mais escura
Foto retirada de A Fábrica de Louça de Santo António de Vale de Piedade, em Gaia: arquitetura, espaços e produção semi-industrial oitocentista / Laura Cristina Peixoto de Sousa
  • O 1º fragmento evidencia no pagode janela com traços na diagonal e a direto. Vejam-se as diferenças do motivo cantão popular com carateristicas que nos ajudam na catalogação: 
Também uma espécie de dois olhinhos na direita
No fragmento abaixo a ramagem do salgueiro para baixo
Uso de tracejados
Bordadura  em silva do prato com casario vário, alto e baixo 

 Museu Nacional Soares dos Reis século XIX atribuída a Gaia ou Porto

No OLX, a pintura do casario(pagode) diferente, mas carenada eo vidrado mui parecido
Mas o pé é fechado

Concerteza  em segurança o meu par de jarras de altar é de fabrico do norte (?)

    terça-feira, 13 de outubro de 2015

    Par de jarras de altar em faiança fabrico Vilar de Mouros(?)

    Comecei por comprar uma jarra que estava com o bocal todo partido e muito mal colado. Havia de voltar para trazer o par intato que estava dentro de uma vitrine.
    Par de jarras de altar com decoração em monocromia azul e aguada sobre branco.
    O formato é diferente dos usuais, apresenta-se com o pé oco ou aberto em formato redondo, o que indicia a sua antiguidade. 
    Jarra com base circular elevada. Bojo sobre um nó pouco acentuado e com duas zonas distintas: uma em forma de cilindro ligeiramente cintado e outra em forma de canudo com gargalo alto que se abre para um bocal ainda mais largo. 
    Decoração pintada  em monocromia em azul e aguada. 
    O pé ornado a filetes largos em azul , seguido de finos duplos para fechar com um em ziguezague ao estilo do usado no motivo cantão popular, na elevação do pescoço outro filete fino e todo o bojo a motivo vegetalista que fecha com filete em ziguezague, seguido de outro em aguada e de novo outro a cheio onde nasce o cano alto em aguada para se abrir em boca larga, o bocal ornado com filete largo a cheio no limite do rebordo seguido de duplo finos para dentro. 
    Percorrendo 53 páginas do MatrizNet nesta temática não encontrei nenhum exemplar no formato , apenas esta jarra em vidro proveniente de Espanha, a mais semelhante, sem o ser(?).
    As jarras em faiança são seguramente dos finais do século XIX e foram produzidas no norte, numa fábrica sediada entre Gaia até Vilar de Mouros inclusive, que ainda não descobri a que tinha pintores delirantes em afetos a pintar folhas em formato de corações.
    Elegância no desenho e execução da peça em barro branco, apresenta-se de boa  qualidade a textura, bem esmaltada, irradia brilho, boa pintura, fatores que  indiciam qualidade de fabrico.
    Produzida entre Miragaia, SAVP ou Vilar de Mouros (?)
    Na pesquisa acabei por encontrar esta marca de uma jarra no Museu Nacional Soares dos Reis.
    Já  anteriormente aqui mostrei outro par de jarras de altar com este formato de pé, fechado com anel ao meio, que vou acrescentar por ser exatamente igual. 
    Agora saber a fábrica onde este pintor M .A. DA ROCHA.  trabalhava?
    Museu Nacional Soares dos Reis
    Faiança século XIX atribuído a Porto ou Gaia
    Formato estranho , a base igual com pintura no pé  com grinalda com corações

    Souvenir da Fábrica Cesol de Coimbra

    Caneca da Fábrica CESOL de Coimbra anos 50. Pintura monocromática em castanho . Imagem de Nossa Senhora da Rocha dentro de um coração en...