quinta-feira, 20 de março de 2014

Cantão Popular pintado em azul sobre azul do norte(?)

O meu marido surpreendeu-me na minha ausência com um prato motivo cantão popular, jamais antes visto pelo desenho com substanciais diferenças e pelo esmalte brilhante numa pintura quanto a mim de azul sobre azul , durante décadas atribuído a Itália e em Portugal também se executou.
Numa  de rivalizar tamanha beleza impossível de fotografar com arte, sob o arranjo floral de camélias que trouxe, e que muitos chama japônicas.
O que se revela interessante nesta decoração  mono cromática em azul radioso de beleza imensurável é a existência de dois barcos um com remadores maior em baixo, e outro pequeno com capota supostamente o da fuga dos amantes, a sua casa como é habito ainda nas gentes que vivem em barcaças tapadas a palha.
  • O que se encontra habitualmente neste motivo apenas um barco, noutros casos, nenhum. 
Só aparece uma árvore, o suposto salgueiro do lado direito. Dois pagodes unidos com duas cúpulas.
Em cima no barco a figura parece talhada em relevo feita com instrumento pontiagudo que a distingue do resto do desenho, o mesmo numa tarde do telhado abaixo e da cúpula e a ramagem do salgueiro é relevada.
Nitidamente fabrico do século XIX e do norte (?).
Mas porquê?
  • Baseei-me na forma do salgueiro  e dos arbustos do seu lado direito em ligeira queda para o centro, pelo formato das cúpulas, e de duas janelas ao centro da frontaria , que parecem ser olhos com as sobrancelhas carregadas arqueadas, pela árvore estilizada em cima ao meio do barco dos amantes em fuga,  sobretudo pelo esmalte fantástico de fundo azulado ao invés de brenco o habitual.
Analisem estes meus pratos: O prato grande, possível fabrico Bandeira  (?) pelo tracejado acima do rodapé e as árvores estilizadas que viam chegar ao porto de Gaia nos pratos de loiça  inglesa, como os que o rodeiam.


Agora a fábrica ...Norte concerteza!
Fabrico em barro vermelho e bom esmalte evidencia fabrico de Santo António do Vale da Piedade(?)
Estátua fabrico norte e os balaustres, possivelmente da fábrica referida, Devezas ou outra,  que no tempo perderam o esmalte, sendo notória a cor vermelha do barro em que foi produzida, o que corrobora esta teoria, porque se trata de produção de excelência como o prato por se revelar diferente de quase tudo!

  • Perco-me apenas nestas, quiçá um dia descubra a terceira, ou não, fazendo fé que uma das minhas hipóteses estará certa ,e com isso digo  -, a segunda a minha favorita nesta aposta.Sabido que esta fábrica pouco se sabe da sua produção, o que se sabe, produziam loiça de belo esmalte, brilhante, e julgo por isso a minha teoria.Lamentável as fotos não revelarem a beleza do prato, na parede se revela ser bem diferente dos demais, e são alguns da mesma época espalhados.
Tardoz acinzentado a puxar anilado. As esbeiçadelas são fruto da aranha em arame feita à medida que gente sem escrúpulos retirou de qualquer maneira , com isso molestou o esmalte-, coisa que amiude acontece e não devia, por gente que na cabeça não tem miolos, antes cinza...

Souvenir da Fábrica Cesol de Coimbra

Caneca da Fábrica CESOL de Coimbra anos 50. Pintura monocromática em castanho . Imagem de Nossa Senhora da Rocha dentro de um coração en...