terça-feira, 9 de setembro de 2014

Jarra de altar tubular fabrico F.S.C.A (?) Cavaquinho (?)

Uma jarra de altar tubular, que no espelho antes do bocal, apresenta buracos  em redor para flores.
Peça em faiança decorada a flores  grandes e pequenas com folhagens e arabescos, em policromia azul e aguada do mesmo tom e amarelo a puxar para o canário.
No pé, rebordo, e antes do bocal,  filetes alternados em azul e amarelo compõem a pintura da jarra.
O esmalte da peça é azul safra.
Apresenta-se partida e colada no rebordo do espelho do espalhador onde se devem colocar  flores.
  • Na banca haviam três exemplares iguais, os outros dois partidos no rebordo, que me desencorajaram da compra, nem sequer pensei no restauro!
Havia duas jarras iguais, esta que comprei por estar completa, apesar das mazelas, assinada com siglas de letras que não depreendo a origem de fabrico, e a outra também com letras maiores, nitidamente saíram da mesma fabrica ,  pintadas por pintores diferentes, atendendo às letras que eram de aspeto bem diferente.Já a outra apenas mudava a tonalidade da flor central que era pintada a manganês, assinada na mesma cor e assinatura do pintor entrelaçada em baixo, que num repente julguei ser Constância.
Foi a primeira vez que vi uma jarra deste formato.
Uma forte probabilidade é serem todas fabrico do norte  do século XIX  (?) executadas em tempos espaçados, ou até de duas fábricas diferentes, mas do norte.
Descobri no Livro de Artur Sandão - Floreiras com buraquinhos da Fábrica do Rato 
Jarra tubular do  Juncal
Bilha em azul safra decorada a flores semelhantes à da minha jarra, atribuído o fabrico a Massarelos do século XVIII com marca identificada que levava o mais incauto a dizer que nunca seria Massarelos...
Marca: P
S.I.Sª 
A Fábrica CAVAQUINHO 1780 A 1800 Museu Nacional Soares dos Reis
Faiança rodada, com esmalte estanífero azul claro e decoração pintada a azul, laranja, amarelo e vinoso

Uma coisa é certa a sua  proveniência -,de um qualquer altar! 
A piada quando parei o olhar nela a distingui como sendo um defumador,  só vi os buraquinhos. 
Demorei horas para perceber que era uma jarra de aspeto diferente do habitual.
A mim também me acontecem estas cenas, pela paixão que me tolda as vistas e a mente!
Interessante é constatar que no tempo aparecem peças muito idênticas em locais dispares.Para mim revela que pertenciam a pessoas com a mesma idade que nesta vida se finaram, e neste agora as peças reaparecem no mercado, um suposição.
Viúva Lamego da minha coleção, mais pequena em altura

Descobri na net esta de formato em coluna que pode ser Campolide CP com a assinatura do pintor AR(?)


Já esta pode ser Miragaia ou Coimbra pelo azul e esponjados (?)
Inclino-me para Coimbra pelo formato do pé que tenho uma sopeira assim igual está cataloigada no MatrzNet como sendo fabrico de Coimbra.

Viana também fez destas jarras tubulares, Estremoz fez jarras e floreiras com buraquinhos e a Fábrica Constancia também copiou o formato da que apresento.
A minha jarra tubular , pelo esmalte anil e pintura  é concerteza norte, quiçá Cavaquinho (?).

4 comentários:

  1. A sua jarra tubular é muito original, nunca tinha visto nenhuma jarra com furinhos... Adorei!
    Abraço
    Ana Silva

    ResponderExcluir
  2. Cara Ana Silva muito obrigada pela cortesia da visita e do elogio sobre esta opeça tão fora do vulgar.
    Bjs

    ResponderExcluir
  3. Querida Isa.

    Quanto tempo...

    Bela e singela jarra. Bem diferente mesmo. E a que fábrica pertencem as iniciais?... Esta busca da origem é bem legal, sobretudo se se faz o achado. Aí é tão bom quanto encontrar a própria peça...

    Fiz dois posts, faz um tempinho, que adoraria ter sua apreciação. Foram um achado por aqui, Sempre tão difícil de encontrar dessas louças singelas e de tanta beleza, como este seu vaso florido e com floreira...
    Os post que fiz são um par de vasinhos de Viana:

    http://velhariasdomaurinho.blogspot.com.br/2014/08/louca-portuguesa-pequenos-jarros-que.html

    e uns pratos de Manises e Talavera:

    http://velhariasdomaurinho.blogspot.com.br/2014/08/louca-os-pratos-sao-oito-de-manises-ou.html

    Um abração. E perdão pela demora.

    ab

    ResponderExcluir
  4. Caro Amarildo muito obrigado pela cortesia da visita e do comentário tecido.
    Já vi os seus pots.
    Não tem de se desculpar, estive fora sem computador.
    Um abraço
    Isabel

    ResponderExcluir

Souvenir da Fábrica Cesol de Coimbra

Caneca da Fábrica CESOL de Coimbra anos 50. Pintura monocromática em castanho . Imagem de Nossa Senhora da Rocha dentro de um coração en...