Jarra de altar em faiança das Caldas da Rainha

Encontrei esta  pequena mas graciosa jarra de altar em forma bojuda, base circular, boca espalmada formada por folhas recortadas em verde, abertas em leque, rematada com duas flores em ocre.


Decoração relevada na face do bojo com reserva em medalhão ovóide com ramos e flores encimada por outra pequena e dos lados apresentam-se outras flores tipo malmequer que formam as pegas.
Peça em faiança vidrada e policroma a castanho camurça, amarelo torrado, canário e ocre, verde, e vermelho.


Apresenta uma marca gravada na pasta no reverso da base  mu sumida e por falta de lupa...julgo será M. MAFRA (?)  Datação: Da segunda metade do Século XIX (1870 - 1887 (?).
Estado de Conservação: Apresenta no bocal uma flor partida  e  outras esbeiçadelas.

 A graça  que senti quando a vi na feira de Óbidos prostrada num estaminé de chão...

 Não tive tempo para a limpar as manchas esbranquiladas suponho seja salitre que não sai quando a lavei...
Deixei-a na prateleirinha junto do oratório até lhe dar outro destino.

Comentários

  1. Querida MIsa,

    Paz e Alegria.

    Não sei já falei para você que somente agora é que estou me debruçando sobre as louças. Antes meu coração era todo para Arte Sacra (tudo bem que tem as terracotas, azulejos sacros...).

    E por conta disso sou pouco informado neste campo. Mas tenho como bem forte a cerâmica portuguesa.
    Uma espécie de norteadora ou farol para outras louças... Uma atração. Mas tenho muito que assimilar.
    Se passasse por este vasinho no chão da Pça. XV, dependendo da posição que se encontrasse, seguiria sem ver. Já a parte posterior, pela tentativa do naturalismo nas folhas, me lembraria Bordalo...Caldas... E eu me abaixaria para vê-lo de perto e nas mãos e já perguntaria o preço... Como te disse tenho muito que me informar.

    Vejo que S. Antonio tem um lugar especial neste seu cantinho... E esta barra de azulejos? Vai até onde?

    Muito obrigado pela visita e pelo atento e elogioso comentário que recebi como chuva serena e fecunda.

    Notei que mudou a "face" do blog. Sou meio conservador e lento para lidar com a rede. Mas depois a gente pega o jeito.

    Depois vou olhar o post anterior. Bichos alados nos pratos me encantam (imagina que há até moscas em alguns Cia. das Índias...). Gosto também das questões de atribuição e autenticação que parece ser o caso.

    Não repare por comentar meio pulado. Tem dias que estamos assim. Mas passei para agradecer, cumprimentar e, por que não?, buscar pequenas ou grandes novidades que vão colorindo e movimentando a vida da gente que se for só da gente vai ficando sozinha e triste. Então que bom você ter achado este vaso de altar e ter partilhado este gosto.

    Um abração agradecido.

    Amarildo

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  2. Caro Amarildo sabe que é sempre bem vindo, seja pela cortesia da visita, comentar ou perguntar.

    A jarra de altar será de outro grande escultor barrista das Caldas de seu nome Mafra. As cores são fantásticas.

    Deixei-a numa das minhas 3 casas, na prateleirinha onde guardo os souvenirs que se traziam das visitas a Santuários e outras que encontro nas feiras.

    A barra de azulejos reveste a entrada e hall onde fiz o oratório com um pé de máquina Singer em ferro pintada de branco e um balcão em granito rosa que foi do banco onde trabalhei , com a mudança do lay out o aproveitei, parece que foi feito de propósito. Tenho uma caixa de esmolas da capela de Santo António onde vivi de caras para o adro com mais de 100 anos.

    De vez em quando gosto de mudar. A verdade tenho tido mais visualizações.

    Bem haja pelo carinho das palavras que sempre me dirige, que agradeço e retribuo na intensidade.
    Um abraço
    Isabel

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