terça-feira, 27 de maio de 2014

Cavalinho aguada amora Coimbra (?)


Comprei este prato em muito mau estado, com uma série de oito  "gatos" o que só pode evidenciar o carinho que o dono sentia por ele, para o continuar a estimar.Veio comigo porque é a segunda vez que avisto este motivo cavalinho com esta bordadura em esponjado ornado a floriado na tonalidade amora.
Sendo que os primeiros que vi o seu estado era novo, nunca usados, seriam uns seis, de tamanho mais pequeno, belos, de textura fina, leves, a rondar porcelana sem o ser, esmalte melado azulado que realçava mais a aguada em tom amora da estampa.Ainda tentei negociar um exemplar, debalde o "cigano Orlando" estava em dia não e só os vendia todos...Dizia-me "isto é Coimbra galega" ora tal jamais ouvi...

 Compare-se com esta travessa atribuída a Coimbra, a tonalidade mui semelhante e o jeito do    filete no rebordo


Decoração em "estampa cavalinho", na aba esponjados com floriados, toda a pintura se apresenta em cor monocromática a meias tintas que lembram o tom amora.O rebordo do prato é limitado por filete escuro do mesmo tom.
Atribuição do fabrico a finais do século XIX. Local -, Coimbra pela finura da textura e pintura, mas sempre interrogado(?).


Vejamos , os primeiros que vi eram em tudo iguais, apenas mais pequenos no tamanho e de beleza radiante no brilho amora, isto quer dizer que em cada fornada as cores sobretudo as meias tintas se podem mostrar mais escuras ou mais claras, e depois a cozedura também condicionava o brilho do esmalte com a temperatura, tipo de lenha e,...

  • Por acaso comprei dois covilhetes assinados OAL com o mesmo motivo que é a mostra do que falo- cada fornada a pintura pode não ser exatamente igual pelo que falei.
No 1º o azul é normal e no 2º é cobalto
No 1º o amarelo é ocre e no 2º é mais claro

3 comentários:

  1. Olá MIsa.

    Paz.

    Fiz um cmt um post abaixo, que se reportava a um post ainda mais abaixo: "cavalinho".
    E como Vc retomou o motivo, continuo o assunto aqui. Como disse, encontrei um prato de motivo cavalinho, verde, sem marca alguma. Parece inglês mas tem umas marcas de trempes que nunca tinha visto: 3 montinhos em cada parte do triângulo. Quando fizer o post da Sacavem vou postá-lo para Vc dar uma olhadinha.
    Acho incrível esse arranjo com os "gatos". Parece-me algo tão complicado estes grampos na louça... como são colocados?
    Adorei os covilhetes. Tão pareados e tão distintos.

    Um abraço.

    Amarildo.

    Fiz um post sem compromisso, com umas imagens e uma que não sei se é um S. José idoso ou um S. Joaquim sem calvície...

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  2. Caro Amarildo muito obrigado pelo comentário. Em tempos de antanho o povo era como agora pobre, só que hoje há fartura e com isso desperdício e dantes havia pouca loiça e por isso quando se partia era reparada com "gatos" que eram uns ferros que se cravavam na faiança. Cheguei a ver fazer o trabalho em miuda com uma broca manual com um fuso giratória pelo balanço com cordeis para fazer os buraquinhos, uma vez feitos punham os gatos que colavam com barro e depois com clara de ovo para vedar. Já fiz um post com a broca

    http://leriasrendasvelhariasdamaria.blogspot.pt/2011/06/broca-manual-para-fazer-gatos-nas.html

    Espero pela mostragem da sua peça cavalinho. Vou espreitar o seu post.
    Um abraço
    Isabel

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  3. MIsa,

    Fui lá olhar a tal broca. A coisa é ainda mais complicada que pensava.
    Mas os furos não vazam a peça, né? Se vazassem seria uma costura.
    E o que acho complicado também é pressão exata que os grampos parecem ter ao juntar as partes.
    Também me pergunto se o passado, com tantas soluções maravilhosas, não poderia ter encontrado uma cola que desse cabo a este remendo de louças.
    Por aqui lembro de minha vó arrebitando canecas e panelas de ferro ou alumínio ou colocando alças em latas reaproveitadas mas louça gateada nem fazia ideia.

    Um abraço.

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