Sacavém Coroa na molheira em formato de terrina

Para os amantes da Loiça de Sacavém
  • Bela molheira em formato de terrina que comprei na feira de Setúbal.
  • Apresenta-se a peça composta por três peças:travessa, terrina com tampa e concha

Pintura policrimada  de flores que parecem violetas c atons de lilás com folhas verdes encimadas por cordões de grinaldas de verdura com florzinhas amarelas a revestir as abas da tampa, terrina, travessa e concha.
Rebordos recortados pintados a filetes dourados. 
Pegas deliciosas com dourados.
A travessa na graça relevada nos redondos com dourados tal como a pega do tampo em relevo.
  • A terrina por ter sido usada revela patine da gordura que a escurece mas que pode ser limpa

  • Marca impressa na textura da massa com a coroa do tempo que a fábrica foi de um conde
 
  • Inegavelmente peça para colecionadores

As fotos foram as possíveis na feira.

Comentários

  1. Isabel,os meus parabéns .Esta molheira é um encanto,que peças lindas você encontra.Confesso que nem parece,Sacavem.Estamos habituadas aos pratos vulgaríssimos que se vêm por todo o lado e de repente aparece-nos uma belezura destas,como dizem os brasileiros.Deve ser peça única .Só tenho pena de não ter acesso a essas feiras,desterrada que estou para as bandas da S. da Estrela.Um abraço,Graciete

    ResponderExcluir
  2. Cara Graciete muito obrigada pela cortesia da visita e do elogio da peça que é como diz lindérrima, nem parece Sacavém à primeira impressão -, contudo a terrina pelos cantos relevados e dourados já anteriormente fiz outro post alusivo no tempo que também a congenere do mesmo patrão em Inglaterra produziu o mesmo molde e a Vista Alegre igual, com isso apresentei as três, sendo a inglesa oferta de uma amiga virtual aqui conhecida que na feira de Alcochete me presenteou, tinha sido o avô que a trouxe quando foi embarcadiço .
    Mas não sendo a fábrica uma das minhas favoritas, de vez em quando encanto-me, porque ao longo da laboração o fabrico foi diverso com texturas diferentes de argila e pó de pedra, por isso há peças que se parecem a porcelana e outras de pintura incrivelmente bela como esta que deixo para os especialistas falarem mais e melhor, limitei-me apenas a partilhar porque me dá prazer faze-lo.
    Ora tudo a correr bem com sol pela S da Estrela.
    Um abraço
    Isabel

    ResponderExcluir
  3. É muito delicada esta peça.
    Tem no seu blogue alguma peça da fábrica Madalena de Leiria? Tenho uma peça que é ao mesmo tempo "foleira", mas me encanta. Comprei-a há alguns anos na feira de Setúbal.

    Venho aqui muitas vezes. Gosto de loiças antigas e velharias, mas compro pouco.
    Boa semana!

    ResponderExcluir
  4. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  5. Prezada MIsa,
    Paz.
    Quando cheguei de uma pequena fuga, longe de tanta coisa, sobretudo da rede, quis logo ver o que os blogueiros conhecidos haviam postado e Vc, como sempre, muita louça especial. Não deu para comentar adequadamente. Mas agora tento dizer algo que possa interessar.
    Tenho notado que há louças marcadas de diversas formas: marcação à tinta, marcação em relevo (como é o caso destas peças), marcação com os dois modos, e ainda com os dois modos e umas pinceladas minúsculas de ouro, iniciais ou números, o que é comum em louça branca decorada posteriormente em casa. Mas refiro-me a louça que sai de fábrica já assim marcada. Sei que os tijolos e telhas de nossas olarias eram marcados com as iniciais dos operários. Deviam receber pela produção. Já, no caso das louças não faço idéia.
    Realmente as louças da Sacavém são muito atraentes. O que gosto nelas é a penetração da tinta na peça, quase um "fresco" em alguns casos. Tenho umas poucas peças desta marca e estou tentando postar mas ando sem câmara. Quando cheguei ia postar sobre louças. Arranjei uns pratos e umas outras peças e queria postar, sobretudo pensando em sua refinada atenção e gosto. Mas uma gravura antiga da qual meu irmão fez umas fotos no celular passou à frente... Caso saiba alguma coisa de gravuras adoraria saber sua opinião. O fato de ter um exemplar dela no Museu Britânico já é interessante mas nada como o bom olhar e apreciação dos amigos.
    Naquele meu apressado comentário dizia que me lembrava de uma enfusa que Você postou. E que os bicados naquele tipo de peça não incomodam. Isso é verdade. Mas só para determinados tipos. Em algumas louças a integridade compõe a beleza. Vou voltar aos posts e te dizer o que acho.
    Um abração.
    Amarildo

    ResponderExcluir
  6. Cara Isabel muito obrigada pela cortesia da visita e do comentário tecido que agradeço. Julgo travamos conhecimento pessoal no sábado em Setúbal, estou um pouco confusa porque foi dia de conhecer gente muito interessante: uma pintora da fábrica Santana de Lisboa a única ainda a pintar azuleijos na Europa, outro ligado à Fundação Ricardo Espirito Santo, revi a Maria Luísa, tal como eu não se envergonha se vir algo em bom estado deitado fora junto do lixo a levar...Versatilidade apaixonante sem preconceitos...

    Bem a loiça da Madalena é mais recente anos 60/70 (?) .
    Vivi em Ansião por ser do distrito aparecia muita loiça de esmalte muito branco que rapidamente fica craquelê de flores pintadas em vermelho vivo...
    Não tenho nenhuma peça, mas vou estar atenta nas feiras, quando saio da banca e vou namorar a dos colegas.
    Um hábito, e se vender, no final do dia compro e trago comigo, mas corro o risco de algumas se venderem, por isso namoro várias...
    Um prazer namorar...loiças antigas que me fascinam e de que maneira, dão-me paz, nunca me desiludem, antes engrandecem quando depois de tanto as mirar observo detalhes, antes não observados que me fascinam e fascinam descobrir...

    Ora por certo é a Isabel sim, porque na despedida perguntei o seu nome e achei giro, as duas com o mesmo nome...
    Bem haja pelo carinho e partilha que sei no futuro pode ser frutícola.
    Um beijo
    Isabel

    ResponderExcluir
  7. Tenho pena que essa coincidência não seja verdadeira, mas não sou essa Isabel, não.
    Eu morei perto de Setúbal três anos, porque trabalhei no distrito, mas a minha residência é Castelo Branco.
    Enquanto aí estive fui algumas vezes à feira e comprei algumas coisas. Esta peça de louça, de que falo, duas ceias (tenho várias) , uma chave de ferro enorme... adorei a feira e na altura não comprei mais coisas, porque depois também me era difícil trazê-las, uma vez que nos fins-de-semana viajava de comboio.

    Gosto muito destas feiras e de louças e velharias, mas compro pouco, porque falta-me espaço e...dinheiro, porque as peças bonitas são caras.
    Muito obrigada pela sua resposta.

    (Se visse alguma peça bonita no lixo tirava-a sem problema, infelizmente por aqui não há)

    ResponderExcluir
  8. Cara Isabel
    Pois já vi que me enganei...Por certo havemos de nos encontrar um dia destes noutra feira.Tenho casa em Ansião, quando começar a parar mais por lá sou capaz de fazer a feira de Castelo Branco e mais na zona centro.Pois as minhas casas parecem museus...com caixotes, uma das coisas porque me interessam as feiras, para vender o que já me deu gozo, e substitui, e outra, as relações entre gente anónima que acabam por ficar amizades, e isso é muito bom. Gosto de escrever, tenho outro blog onde escrevo sobre feiras e de tudo o que me apeteça no momento.
    Bjs

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Se começar a fazer aqui a feira (no terceiro domingo de cada mês) deixe-me um recado no meu blogue, que eu tento "encontra-la". Vou muitas vezes até lá espreitar.

      Uma boa semana!

      Excluir
    2. Sim fique descansada quando for comunico.
      Boa semana paar si também
      Bjs

      Excluir
  9. Caro Amarildo
    Me desculpe só agora responder, tenho andado com afazeres e dor de dentes...
    As peças antigas esbeiçadas refletem o uso, ao tempo havia menos loiça, o povo não era como hoje consumista, por isso muito usada. A loiça ratinha se apresenta gasta do uso do garfo ou colher, sempre comiam dela... Claro que os colecionadores preferem peças impecáveis-, mas antiguidade é sinónimo de utilização, e o tempo, as diferenças de temperatura estragam as texturas e os esmaltes, há tempo comprei um prato de faiança com uma aranha de arame manual que se mostrava prestes a partir em várias partes, e assimteve se ser todo colado.Pelos anos numa parede a suportar humidade , quando acabou numa banca de feira com o calor de verão não se aguentou...O mesmo com um novo de Sacavém que nunca foi usado, desde que anda na banca o esmalte ficou craquelê...
    Ainda bem que gostou desta peça-, molheira, uma graça.
    Bjs
    Isabel

    ResponderExcluir
  10. MIsa,

    Achom que ando meio carente... Já pensava que tivesse se ressentido por reparar nos bicados...

    Realmente esta é uma bela peça. Verde e rosa sempre combinam nas louças . E aqui na Mangueira (Escola de Samba) também.

    Obrigado pela atenção. Mas sou eu que ando em tanta falta com os amigos.

    um abraço.

    Amarildo

    ResponderExcluir
  11. Caro Amarildo, carentes ando meio mundo, você porque o verão está a acabar, nós por cá porque a primavera teima assentar arraial.
    Jamais me ressentia de uma observação plausível que nem sequer é critica, que se o fosse seria construtiva e nunca destrustiva.Podemos sempre opinar, não se meilindre, comigo está à vontade.
    Desejo-lhe um bom fim de semana, divirta-se. Bjo

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas