Amostragem de peças da Fábrica do Carvalhinho


 
A Fábrica do Carvalhinho  começou a laborar junto da Capela do Senhor do Carvalhinho - local que inspirou o nome da fábrica pertença da Quinta da Fraga no Porto, junto à Calçada da Corticeira nas Fontainhas. Fundada no ano de 1840 pelos sócios : Thomaz Nunes da Cunha e António Monteiro Catarino, ambos com experiência no campo da cerâmica.
Em 1853 e início do século XX a fábrica foi sujeita a ampliações no mesmo local, que lhe permitiram lançar-se, definitivamente, no campo comercial - a sua produção, sobretudo de azulejos (os reproduziu ao estilo antigo dando-lhes a solidez e perfeição com novas técnicas industriais) e de peças de cerâmica decorativa segundo modelos de fábricas de cerâmica da Alemanha e Inglaterra.
Em 1930 o sócio A. Pinto Dias de Freitas vê-se obrigado  devido a grandes dificuldades financeiras, associar-se à Real Fábrica de Louça de Sacavém de grande prestígio na época e para onde se transfere a sede da Carvalhinho sob a direcção do Sr. Herbert Gilbert. Nesta fase a fábrica atingiu o que se considerou "a idade de ouro".
Depois da morte, em 1958 de António Dias de Freitas é nomeado Frederick W. Sellers para gerente da fábrica de Gaia (Campo dos Mártires da Pátria nas Devezas) em colaboração com um dos filhos do anterior sócio, Eng.º Ant.º Almeida Pinto de Freitas, que devido a desentendimento com aquele gerente acaba por retirar-se. Contudo, em 1965 juntamente com um irmão, compra à fábrica de Sacavém a sua parte no capital da empresa. Esta fábrica juntamente com a fábrica das Devesas, resistiram à passagem ao século XX atingindo elevado grau de desenvolvimento industrial. 
  • A Fábrica Carvalhinho celebrou o Centenário da sua existência em plena actividade - em 1940 e continuou a laborar até quase aos nossos dias. Não são, no entanto, estes dois irmãos, últimos representantes da dinastia Freitas, bem sucedidos. Têm enormes prejuízos e em Maio de 1974 a fábrica é comprada em haste pública pelo Sr. Serafim Andrade já numa fase de total decadência, acabando por encerrar definitivamente nos nossos dias (meados da década de 80), perdendo-se, assim, uma das mais notáveis unidades de cerâmica do nosso país. 
                                                           As minhas peças...
  • Prato decorativo em formato alongado de rara beleza, seja pelo formato seja pela minuciosa decoração.
  •  Jarra de grandes dimensões o vidrado parece grés(?) comprada na feira de Oeiras - tem um cabelo.
Já vi mais 3 - nenhuma com nome  como esta. 


Caspont  decorado com ramagens em tons de azul

A minha primeira aquisição...dois vasinhos a fazer lembrar os que as minha mãe tinha na cozinha às bolinhas... estão espostos numa parede de outra casa.
  • Apresentam ligeiras esbeiçadelas possivelmente quando os tiraram da parede...
  • Espero que vos tenha agradado esta amostragem!
                         

Comentários

  1. Olá Maria Isabel,
    Mostra aqui um belo conjunto de faianças da Fábrica do Carvalhinho.
    Gosto especialmente das de aba vazada de que também aqui tenho dois exemplares bonitos.
    Tenho andado para as mostrar no blogue, mas como já fiz outros posts sobre a Carvalhinho, ainda não calhou.
    Mas queria dizer-lhe especialmente que achei muito interessante a garrafa com a inscrição Neto Costa.
    É que é o nome de umas caves de Anadia bem conhecidas aqui na Bairrada, as Caves Neto Costa.
    O Mercador Veneziano postou duas garrafas também Carvalhinho com essa inscrição, no blogue "A Memória dos Descobrimentos Portugueses" de que deixo aqui o link:
    http://memoriadosdescobrimentosnaceramica.blogspot.pt/2011/10/n90-garrafas-nau-portuguesa-fabrica-do.html
    Abraços

    ResponderExcluir
  2. Olá Maria Andrade. Muito obrigada pelo seu comentário.Sem dúvida a garrafa a peça mais emblemática desta fábrica, vou acrescentar a sua dica preciosa.
    Beijos

    Isabel

    ResponderExcluir
  3. Maria Isabel deixe-me dizer-lhe que algumas peças são lindíssimas. Já me deu alguma informação pois acabei de comprar uma garrafa decorativa da bairrada de Horácio Neto Costa. Infelizmente não trás a rolha mas conheço quem ainda faça Carvalhinho e irei pedir para me fazer uma rolha para a garrafa.

    A informação da Maria Andrade também foi bastante importante ;) Obrigado.



    ResponderExcluir
  4. Cara Estrela seja bem vinda ao meu blog. Ainda bem que vai servindo para ajudar pessoas nas suas aquisições-, essa a mais valia na mostragem. Também a partilha do conhecimento é o mais interessante, além das amizades deste meio , amantes de velharias.

    Que bom saber de ainda haver alguém que lhe faz a rolha. Ora aqui está uma mais valia que seria útil para outros. Se for o caso e puder disponibilizar o contato, e até se o mesmo faz restauros -, sejam os visitantes e eu própria agradecia.
    Obrigada
    Cumpst
    Maria Isabel

    ResponderExcluir
  5. Esta artesã não faz restauros, mas faz as peças completas. É muito difícil fazer restauros a estas peças (mas não é impossível)

    http://gorettiguedes.com

    ResponderExcluir
  6. Cara Estrela obrigada pela cortesia da visita e da partilha da informação.
    Cumprimentos
    Isabel

    ResponderExcluir
  7. Boa tarde, vende esta pec,as? Se sim agradec,o contacto, ana.amaral@gmx.de

    ResponderExcluir
  8. Cara Ana Amaral, sim, algumas é para venda, queria responder mas o endereço de emal parece que não está correto.
    Cumprimentos
    Isa

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas