sábado, 31 de julho de 2010

A minha buganvília



Por incrível que pareça vivo aqui há coisa de 17 anos e praticamente nunca tive vizinhos num dos lados, coisa de 1 ano ou nem isso
Acontece que foi vendido o m~es passado
Resolvi para ter mais privacidade na minha varanda por um entrançado branco e uma buganvília cerise que de certa forma vai irá proporcionar uma maior privacidade
Tem coisa de 3 semanas e já floriu depois de transplantada

Prato de torradas da Vista Alegre



Belo prato de torradas decorado com florzinhas cor de rosa
Impecável. Finíssimo
Marcado carimbo verde

Pratinhos da Viúva Lamego




Feira-da-ladra
Dois com umas mazelas minúsculas, o maior impecável
Gostei da tonalidade. Vendi dois, julgo que fiquei com um.


quinta-feira, 29 de julho de 2010

O meu pátio da casa rural




 

Casa rural vista pelo lado do quintal. A eira em rectângulo dá acesso a um patim que por ser acolhedor chamo carinhosamente de pátio, afinal só é aberto pela frente... ao fundo pode ver-se a minha cozinha saloia, antiga pocilga, onde ainda cozinho a lenha, feita ao tosco em cimento,para a alegrar e tornar mais higiénica decidi pintar as paredes e chaminé em branco, o armário também, apesar da tinta não ser apropriada, conferiu ao móvel um ar minimalista...risos, o mosqueteiro já tinha pintado o ano passado(armário alto com 3 prateleiras revestido em rede onde se guardavam dos gatos e das moscas, a sardinha frita, ou para assar, queijo,enchidos, enfim era o frigorífico de outros tempos, encontrei-o no lixo junto à casa da minha mãe, guardei-o na loja dela, lavei-o à mangueirada , escovado e raspado, tirei as redes velhas, todo muito bem pintado de branco, ganhou nova rede branca e até puxador novo, ficou outro...
Agora muito mais airosa, fresca com a enorme arca de pinho onde guardo a lenha e serve de banco, decorei as paredes com pratos e bacias de faiança,do mais rasca, apesar de as achar bonitas, não vá o diabo e lá voltem e roubem tudo outra vez...
Sob os balcões, que surgiram por as paredes até ao meio serem em pedra e acrescentadas por tijolo,tenho garrafões de vidro um cheio de vinagre, sabem que servia para tudo, para a culinária e para higiene intima, quer de mulheres, quer dos homens , a acidez funciona como anticéptico e na mulher regula o excesso de alcalinidade
No norte as casas ricas tinhas pias em barro medianas chamadas de vinagreiras, lindíssimas com um pote na tampa para se encher cada vez que era necessário
Vi-as em Azeitão, num vendedor cigano que trás muita mercadoria do norte...pias de capelas, talhas de todos os feitios, algumas datadas, tudo é demasiado belo....
A fachada é normal, foi feita à poucos anos,na altura enquanto pocilga tinha apenas um pequeno rebordo e valia-se da inclinação do terreno para o fazer parecer mais alto e os porcos não fugirem...a porta de ferro e a janela em alumínio que foi adaptada, foi pertença de uma torre ali em Miraflores que foi casa de uma familiar, pintei-as em azul anilado, o meu preferido a fazer lembrar as cores de antigamente
Falta ainda acrescentar o telheiro, sem telhas apenas com troncos de eucalipto para dar um ar mais leve e típico, retirando o sol em demasia
Já comprei floreiras para colocar nas paredes, também lanternas para as noites de verão iluminar o jantar no pátio
Ainda se pode ver de lado as escadas que dão acesso à casa e á garagem, que funciona como arrecadação
Todas as paredes irão ser pintadas de branco e o lavatório de Sacavém também oriundo de Miraflores irá ser substituído por uma pia em pedra...bem cimentada para não a roubarem...
Ainda há muito por fazer, o giro é ir fazendo devagarinho, e então com o calor ponho a dorna de plástico na eira, encho de água que começa a aquecer com o sol, pela tardinha visto o biquíni antigo, é o que tenho nesta casa e salto lá para dentro...no mínimo sinto-me como se estivesse numas dessas praias estrangeiras paradisíacas ...
 Tudo ali é deslumbrante, apetecível, único e muito simples!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Fábrica Viúva Lamego



Taça oval gomada .
No domingo depois das 3 da tarde na feira de Algés...
Banca posta no chão, algumas peças partidas, esta estava sujissima e muito mal colada, com indicação de 10 € cada
Achei caríssimo, corri a feira toda, calor por demais
Não sei porquê tive a sensação de ter visto o Luís e o Manel, isto porque um deles aponta para uma banca para um painel de 4 azulejos dizendo talvez o padrão que não percebi...cruzámos-nos nesse instante, ainda olhei por trás, mas não senti pela foto do Luís tirar parecenças...
Afinal sou tímida...já sabia!
De volta à feira voltei a parar lá, o feirante rapaz novo, conhecido estava junto a outro a quem chamo Stallone, pelo porte atlético,tatuagens e óculos de sol, bonitão
Acabámos por trazer por 10 € esta taça e uma lanterna grande branca para alumiar as noites de verão no pátio da casa rural
Ainda encontramos copos de cristal que fazem parte do conjunto incompleto da mesma casa, também um lençol, sim porque sendo as camas de ferro, só lençóis antigos tem a medida certa, o toque e as rendas, e ainda um prato pequeno de Massarelos em azul, lindo
Valeu a pena ter lá ido
A taça ficou magnífica na saleta

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Cantão Popular da fábrica Cavaco




Encontrei-os na feira da Costa de Caparica
A vendedora estava ainda a pô-los em exposição
 
Adorei-os pelo tom forte, brilhante e sobretudo por estarem assinados
Magníficos
Comprei o par por 8 €, uma pechincha, regateei, claro.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Caixa de esmolas com estória



Pertenceu à capela de Santo António do Bairro com o mesmo nome em Ansião
Foi-me oferecida pela minha prima Júlia
Tem mais de 100 anos

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Escotilha de Cacilheiro



Escotilha de cacilheiro. Comprei-a na feira de Setúbal . Ainda tinha restos de tinta cor de laranja típica do cacilheiro. O meu marido raspou-a toda. Depois foi a uma serralharia para zincar, acho que não é bem este o nome e finalmente pintada com tinta cinzenta a imitar o ferro forjado.
Foi colocada na WC na parede que dá para o hall. Fazem-lhe companhia dois vasos da fábrica "CAVAQUINHO".
Fazia falta uma janela no pequeno wc do r/c da minha casa de província.
Quando a vi, imediatamente a idealizei lá, assim aconteceu
Acho-a simplesmente uma delícia.

Machados do Paleolítico ?



Todos por mim encontrados na serra da Ameixieira em Ansião.
Espalhados por entre as lages e arbustos.
Uns mais afeiçoados do que outros, um deles é ainda bem notório que foi executado pela mão humana.

Fascinam-me
Pena que a pedreira para fabrico de pedra de calçada tenha no local devastado possivelmente imensos outros vestígios...

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Senhor do Bonfim da D. Albertina


 Imagem do  Senhor do Bonfim


Esta imagem do Senhor crucificado faz parte do meu imaginário desde miúda
Pertenceu a um casal que morava lá no bairro que viveu muito tempo em Lisboa, tinham uma banca na feira da Ladra
Já os conheci velhotes reformados a viver nuns casarões, antigas estalagens à beira da estrada real, conta a sobrinha com mais de 80 anos, em dias de trovoada, o povo juntava-se lá em casa à beira do Senhor do Bonfim...
Esta imagem é muito antiga, não se sabendo a sua proveniência
Possível ter pertencido ao Mosteiro de Ansião, algumas imagens foram vendidas em meados do século XX.
  •  Arco de volta perfeita ainda de pé do suposto mosteiro no Vale Mosteiro em Ansião
Sendo o seu dono vendedor de velharias na feira da Ladra, poderia ter sido um potencial comprador, chegou a levar para Lisboa a pia de água benta do referido Mosteiro
Agora saber se esta imagem lá pertencia, é um enigma como o é também se foi pertença da capela com o mesmo orago em virtude de se situar relativamente perto do Mosteiro
Naquela de fazer fé à ladainha , "com o terramoto caíram todos os arcos que ligavam a capela ao Mosteiro, e que ainda hoje apenas resiste de pé um de volta perfeita

domingo, 4 de julho de 2010

Malga em cantão popular de Miragaia(?)


 

 Coimbra - fábrica  Alfredo Pessoa  Filho 
Formato base larga , ao meio do bojo um  recorte, e o entraçado das pegas. 

Em 1888 na exposição de Lisboa  segundo o Livro de Cerâmica de Coimbra - "estiveram presentes com loiça fina  apenas estampada e riscada como é costume,  possuem como denominador comum - a cor vermelha - rara na produção cerâmica nacional."



Comprei-a na feira de Setúbal .
Leve falha no rebordo.
Linda. O brilho dos azuis é fantástico.
Nota-se que foi feita à cana, o que lhe atesta a antiguidade.
O brilho do azul tipo vinoso  e do filete por dentro ao nível do rebordo indicia ser fabrico de  Miragaia .

Souvenir da Fábrica Cesol de Coimbra

Caneca da Fábrica CESOL de Coimbra anos 50. Pintura monocromática em castanho . Imagem de Nossa Senhora da Rocha dentro de um coração en...