domingo, 30 de maio de 2010

Pias em pedra!



A pedra fascina-me!
Adoro tudo o que seja entalhado em pedra
Adoro a arte de cantaria
Também as pedras calcárias que por a erosão do tempo foram sendo moldadas em verdadeiras delícias de esculturas
De tirar a respiração!
Esta pia, está nos jardins do Cristo Rei
A da pocilga que os meus pais tinham, a minha irmã fez o favor de a lá levar para a sua vivenda
Deu-me uma minúscula, tipo bebedouro dos pintainhos
Mais tarde comprei uma rectangular, mas muito pequena na feira de Belém e ainda outra mui pequenina num misto de aglomerado de detritos e sedimentos, julgo se a memória não me falha, brecha, ou será pudim?...
Ali de Silves...a fazer jus à mesma pedra do casario antigo e castelo
Na casa rural tenho uma grande,nela era despejada a água tirada com o balanço a braços do poço para rega
Penso requalificá-la, pô-la no pátio , para lavagem de mãos...
O meu pátio está a ficar lindo
Já tenho as floreiras nas paredes
Candeias para alumiar nas noites de verão, belo repasto de comesanas ao luar
Vou fazer um grande sofá com paletes em madeira que vou pintar de azul e forrar com almofadões que guardei do antigo sofá
Nada de deitar fora, aproveito e reutilizo tudinho
Adoro!
Vou acrescentar o telheiro ao meu jeito, aumentar as colunas de suporte com pedra
Substituo as telhas,por ramos desnudados de eucalipto para criar um clima romântico
Ontem comprei duas espreguiçadeiras em tons laranja...mui calientes!
Não vejo a hora de picar a parede por cima da adega
Nela finalmente fazer o meu painel!
Em abono da verdade
De cacos de faiança guardados há anos que fui encontrando no quintal
O meu marido já me fez o desenho em cartolina, igual ao do palácio da Cerca em Almada
Uma linda cruz, ladeada por castiçais
Soberbo acredito irá ficar!

Talhas de cerâmica!



Adoro talhas e talhinhas!
Das antigas, em barro artesanal
De todos os tamanhos e feitios
Esta e outra igual, decoram os jardins do Cristo Rei
Tinham a função de armazenar vinho, no fundo tem um orifício onde se punha a torneira
Os meus sogros ofereceram-me uma média, que tenho na minha casa na província, lindíssima
Foi durante anos a guardadora de chouriços em azeite , tipo despenseira
Naqueles tempos, não existiam frigoríficos, nem havia electricidade na aldeia
Muito antiga, de barro muito grosso, toda elegantemente ornada em círculos espessos, estava negra pelo fumo da fogueira que crepitava ali ao lado ,a cozinha sem chaminé,o fumo esfumava-se por entre as telhas mouriscas
O remédio foi lavá-la no terraço com uma escova de aço
Fiz o que pude, melhorou muito
Jaz no meu salão em cima de um tampo de um pipo que foi entretanto desmantelado
Linda!
Não há ninguém que não goste daquele requinte...
Tenho outra mais fina e leve, com um ligeiro bordado na parte superior,vidrada por dentro a deixar escapar no rebordo que lhe confere uma graça inigualável
A sua função?
Retalhar as azeitonas escolhidas à mão para o ano
Também decora o salão, cheia de paus antigos...manias minhas
Tenho ainda outras pequenas,a mais bonita, um exemplar assado em verde vidrado
Nela se punha o leite mugido no dia, da cabra e das ovelhas, a que se juntava o cardo,tipo de cacto cujas flores azuis secas eram usadas como coalho natural, para o leite coalhar e se fazer a feitura do queijo tradicional na zona, o chamado e conhecido - Queijo do Rabaçal
Esta denominação provêm do travo característico do tomilho que os animais ingerem, ali chamado de erva de Santa Maria
Quanto ao nome porque é conhecido, esse tem haver com as mulheres pobres desses lugarejos, para sobreviverem à pobreza os confeccionarem ,aproveitavam a camioneta do Pereira Marques que lá passava todos os dias a caminho de Coimbra , onde os iam vender no mercado em grandes canastras cobertas com toalhas de linho
Então, não me lembro de as ver à espera da carreira ali no Zambujal, e o cheiro, levavam frescos, meia cura e secos...
Como eu, ainda hoje muita gente gosta de perguntar às vendedeiras a proveniência dos seus produtos, é ou não é?
Naquele tempo no mercado de Coimbra, as mulheres respondiam, é do Rabaçal, porque era a aldeia maior...de nome mais sonante
Este queijo é fabricado nos concelhos de Condeixa,Soure,Pombal, Penela, Ansião e Alvaiázere
Detesto pessoas que ainda hoje quando lhe perguntamos de onde são,persistem, nessa mania de nunca dizerem o nome da sua aldeia, optam por dizer sempre o nome mais sonante da região...é ou não é?
Somos pouco patriotas, deveríamos ter orgulho de dizer , nasci na aldeia de...freguesia de...concelho de... distrito de...
Tanto malhar, até pôr a aldeia amada no mapa deste país minúsculo à beira mar plantado...alguém um dia escreveu isto..ah, pois é!
Sou uma louca por talhas, deve ser pela minha ascendência fenícia...
Risos!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Prensa, também chamada Pedra de alambique


Em granito, jaz nos jardins do Cristo Rei
Onde vi outra, maior e mais bela, artesanal, dizem ser romana,à entrada do burgo de Ourém, na parte alta antes do castelo
Estas pedras de alambique fazem parte da minha meninice
Vivia no Bairro de Sto António, haviam dois vizinhos que as tinham, mais tarde outro, já mais modernizada com o espigão ao centro em ferro tipo roda dentada
Na altura na época das vindimas era um tempo maravilhoso
Os meus pais tinham uma grande vinha na Lameira, anos de muita fartura de uvas,a opção era vender

sábado, 8 de maio de 2010

Vista Alegre


Serviço da Vista Alegre de café Art Déco foi-me oferecido pela minha sogra.
Que lhe fora oferecido por uma vizinha que não tinha filhos.
  • Na mesma prateleira um  jarro branco com nervuras relevadas de Sacavém tal como a leiteira em Art Déco minúscula. 
  • A outra  com faixa em grená é  Candal.

Chávenas de café em porcelana

Adoro chávenas de café, mais do que qualquer outras. Por serem pequenas, quanto mais pequenas, mais graciosas.
  • Vista Alegre, SP de Coimbra, Massarelos, Sacavém, Mauá, (Brasil), Cesol, Macau , Alemanha , e...

Bule de Caldo , bica ou caneca de doentes em faiança de Coimbra


Bule de caldo, caneca de doentes ou Bica - tantos nomes para a mesma peça.
Lindo!
Há coisa de trinta anos existia um decorado a azul de um tio solteirão do meu marido.
A minha cunhada, atrevida fez a partilha sozinha dos poucos bens que ele possuía, também eles herdados de um parente padre, daí a riqueza das peças.
Para mim deixou um prato de sopa  em esponjado vinoso e um mais pequeno muito colorido, recordo.
Claro, ela ficou com as peças mais emblemáticas, no caso o bule e uma tacinha que deveria ter sido um escarrador ao qual faltava a tampa e dois penicos de Coimbra, bojudos em massa malegueira na tonalidade creme.
A partir daí, fiquei com a pulga atrás da orelha, queria também ter um bule de caldo.
Há coisa de 25 anos, sei que na altura tinha férias frias, para receber em dobro,a dificuldade em gozar com o meu marido era praticamente nula, ele gozava sempre o Agosto.Assim, sozinha parti numa terça feira rumo à feira da Ladra.Na subida à Sé, num antiquário, vi na montra o bule, não resisti a entrar.
O preço? Uma autêntica loucura, esqueci tudo,nem hesitei, comprei-o, por 45 contos...
MALUCA!
Adoro-o simplesmente, o resto que se lixasse, foi um fato a menos, afinal só serviria para me continuar a envaidecer e aos demais...Aquilo não era eu!
Seguramente atribuído aos finais do século XIX, ricamente decorado em policromia de cores e o bico por baixo em esponjado.
Uma peça de coleção!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Travessa em faiança Coimbra (?)




Comprei-a na feira de Algés. Diferente de tudo o que sempre vimos. Numa tonalidade fora do comum em rosa  motivada pela alta temperatura do forno onde cozeu, pintada com o motivo floral ao alto.

Em 1888 na exposição de Lisboa  segundo o Livro de Cerâmica de Coimbra - "estiveram presentes com loiça fina , apenas estampada e riscada como é costume,  possuem como denominador comum - a cor vermelha - rara na produção cerâmica nacional."
  • O rebordo todo picotado na massa, para mim inédito julgo no norte também foi prática, em Darque(?).
Elaborado floral em folhas pontiagudas em azul claro, botões das flores e sobretudo pelos pontinhos a preto que saem de uma delas.
Atribuição a Coimbra(?) 1º quartel século XX assim se fizeram  de rebordo picotado por altura da instauração da República com motivos alusivos.


Souvenir da Fábrica Cesol de Coimbra

Caneca da Fábrica CESOL de Coimbra anos 50. Pintura monocromática em castanho . Imagem de Nossa Senhora da Rocha dentro de um coração en...